Dados do Ministério da Previdência Social revelam que o Brasil atingiu o recorde de 4 milhões de benefícios por incapacidade; traumas ortopédicos ocupam metade do “Top 10” de causas.
O cenário da saúde ocupacional no Brasil encerrou 2025 com números alarmantes. De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Previdência Social, o país registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho, o maior volume dos últimos cinco anos. O que chama a atenção de especialistas é a predominância de traumas ortopédicos, que ocupam cinco das dez principais posições no ranking de causas.
As lesões de ombro aparecem em 5º lugar, com mais de 135 mil registros, evidenciando como os membros superiores estão vulneráveis em diversas atividades profissionais.
O Ranking da Incapacidade (Top 10)
As fraturas e lesões ortopédicas são as grandes vilãs da produtividade e do bem-estar dos brasileiros:
| Posição | Tipo de Lesão | Total de Afastamentos |
| 3º lugar | Fratura de perna e tornozelo | 179.743 |
| 5º lugar | Lesões do ombro | 135.093 |
| 7º lugar | Fraturas de punho e mão | 111.534 |
| 8º lugar | Fratura do antebraço | 109.909 |
| 9º lugar | Fratura do pé | 104.775 |
Entendendo a Gravidade e o Tempo de Recuperação
Para especialistas das Sociedades Brasileiras de Trauma Ortopédico (TRAUMA), Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) e Cirurgia da Mão (SBCM), a complexidade varia conforme o tipo de trauma:
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Níveis de Fratura: Podem ser simples (quando o osso quebra em duas partes) ou cominutivas (múltiplos fragmentos). As fraturas expostas são as mais graves pelo risco de infecção.
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Consequências Comuns: Perda de força, limitação de movimentos e, em casos de tratamento inadequado, dor crônica e rigidez articular.
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Tempo de Recuperação: Uma fratura simples leva, em média, de 6 a 12 semanas para consolidar, mas a reabilitação total para o retorno ao trabalho pode levar de 4 a 6 meses, dependendo da função exercida.
Por que o ombro sofre tanto no trabalho?
As lesões de ombro, em particular, costumam estar ligadas a dois cenários principais:
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Traumas Agudos: Quedas de altura (comuns na construção civil) ou quedas do próprio nível com o braço estendido.
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Esforço Repetitivo: Atividades que exigem manter os braços acima da linha dos ombros por longos períodos (como eletricistas, estoquistas e pintores), gerando as famosas tendinites e rupturas de manguito rotador.
Prevenção é o Caminho
As sociedades médicas reforçam que o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pausas programadas e a adequação ergonômica do ambiente de trabalho são essenciais para reduzir esses índices em 2026.
Com informações: Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (TRAUMA) / Predicado Comunicação.
