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Campanha do TJDFT de combate à violência sexual infantojuvenil é destaque na rádio EBC

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Reginaldo Torres, servidor da Coordenação da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), concedeu entrevista à rádio EBC sobre as iniciativas do Tribunal na campanha Maio Laranja, de combate à violência sexual praticada contra crianças e adolescentes

A reportagem foi ao ar nesta terça-feira, 13/5

A rádio destaca que a iniciativa tem a  intenção de conscientizar, orientar, sensibilizar e educar para a prevenção e o combate da violência sexual infantojuvenil. Para demonstrar a adesão do Tribunal à campanha Maio Laranja, o Palácio da Justiça e o Fórum da Infância e da Juventude ficarão iluminados com a cor laranja durante todo o mês de maio.

O entrevistado apresentou entre as ações do mês o curso híbrido A Conduta do Profissional diante das Situações de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, que visa apurar o olhar de educadores e profissionais que lidam com a primeira infância. “Nosso objetivo é uma intervenção precoce. Se a criança e o adolescente são uma prioridade absoluta, a primeira infância é a prioridade da prioridade”, explicou. Faça sua inscrição para o curso aqui.

Reginaldo Torres também falou da adaptação feita este ano à campanha Maio Laranja para dar mais foco à primeira infância. “Hoje o Judiciário está sendo convidado pelo Conselho Nacional de Justiça a fazer uma adaptação de suas práticas à primeira infância”. Em atenção ao pedido, além de observar a Lei 14.432/2022, a campanha Maio Laranja do TJDFT atende ainda ao Eixo 7 do  Plano de Ação da Política Judiciária para a Primeira Infância do DF: Direito à Segurança, Prevenção e Enfrentamento da Violência.

Escute aqui a entrevista completa.

Conheça e Denuncie

Proteger a criança e o adolescente de toda forma de violência é uma responsabilidade do Estado, da família e de toda a sociedade. Como a proteção passa pela informação, o TJDFT conta com página especial para ajudar a orientar a comunidade sobre o tema.

O espaço traz informações sobre os sinais da violência contra o público infantojuvenil, as consequências para crianças e adolescentes, dúvidas frequentes, a legislação, materiais de apoio e canais de denúncia.

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Em caso de suspeita de violação de direitos de uma criança ou adolescente, denuncie para o Conselho Tutelar ou na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) ou ligue para o número 125 ou 100.


Fonte: TJDFT

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Culto a Egungun no Benin: tradição milenar convida afro-brasileiros para festival em 2026

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Família Iloko Arelu, em Sakété, preserva a herança dos ancestrais iorubás e reforça a conexão espiritual com a diáspora africana no Brasil

No coração de Sakété, no Benin, o culto a Egungun permanece como um pilar inabalável da identidade iorubá. A tradição, que atravessa gerações, é mantida com rigor pela família Iloko Arelu, descendente de ancestrais que trouxeram a divindade de Oyó, na Nigéria. Para a comunidade local, o Egungun não é apenas uma representação religiosa, mas a própria morte que retorna de forma espiritual e visível para abençoar os vivos. Sob a liderança de Osseni Kolade, o chefe da divindade, a família prepara-se para a grande festa trienal, prevista para março de 2026, e faz um chamado especial para que afrodescendentes brasileiros retornem às suas raízes e participem das celebrações.

A espiritualidade em Sakété se entrelaça com o cotidiano, onde crianças e adultos entoam cantos sagrados para garantir a harmonia familiar e a prosperidade. A iniciação dos “Ojes” — homens responsáveis por dar corpo aos ancestrais através de roupas sagradas e do uso do bastão ixan — começa muitas vezes no nascimento, identificada por sinais físicos ou comportamentais. Essa herança, que sobreviveu ao período da escravidão e à colonização, encontra eco no Brasil, especialmente na Ilha de Itaparica, na Bahia, onde o culto aos ancestrais é preservado com a mesma devoção, mantendo viva a chama da identidade iorubá fora do continente africano.

Pilares da tradição Egungun no Benin

O culto fundamenta-se na continuidade da linhagem e no respeito aos que vieram antes:

  • Ancestralidade Viva: O Egungun representa o espírito do antepassado que reencarna temporariamente para guiar a comunidade.

  • Periodicidade do Festival: Devido à complexidade e ao custo dos rituais, a grande festa ocorre apenas a cada três anos; a próxima será em março de 2026.

  • Conexão com o Brasil: O chefe Osseni Kolade destaca que, embora os corpos tenham sido levados na travessia atlântica, as almas retornam ao território ancestral através dos Egun.

  • Iniciação dos Ojes: O processo de escolha dos guardiões é sagrado e vital para evitar problemas espirituais ao longo da vida dos descendentes.

Solidariedade e preservação cultural

Apesar da riqueza espiritual, a família Iloko Arelu enfrenta desafios materiais para manter seu espaço sagrado. Atualmente, a casa que guarda a divindade em Itabalè necessita de reformas urgentes, especialmente no telhado, para proteger as vestimentas e objetos rituais. Uma campanha de arrecadação on-line foi organizada para auxiliar na restauração deste patrimônio cultural endógeno. A preservação deste local é vista como essencial para que a tradição nunca desapareça, garantindo que as futuras gerações continuem a honrar a herança deixada pelos ancestrais de Oyó.

Assista ao vídeo sobre o culto: https://www.youtube.com/watch?v=E5fW3uWxYtA


Com informações: Brasil de Fato

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Hamas divulga documento sobre dois anos da Operação Dilúvio de Al-Aqsa

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Manifesto do Birô Político apresenta o 7 de outubro como uma resposta estrutural ao colonialismo e classifica as ações em Gaza como um “novo Holocausto”.


Em 24 de dezembro de 2025, o Birô Político do Hamas publicou o documento intitulado “Nossa narrativa… Dilúvio de Al-Aqsa: dois anos de firmeza e a vontade de libertação”. O texto propõe uma interpretação histórica que afasta o caráter episódico dos eventos iniciados em outubro de 2023, situando a resistência armada como uma consequência direta e inevitável de um regime de “colonialismo de assentamento”. Para a organização, a operação não inaugurou a violência na região, mas interrompeu a normalização da opressão que o povo palestino sofre desde a Nakba de 1948.

O documento descreve a Faixa de Gaza como um “laboratório extremo da violência colonial contemporânea”. Segundo a narrativa apresentada, a resposta militar de Israel não é vista como uma guerra convencional, mas como um extermínio planejado e racionalizado, sustentado por uma ideologia supremacista e executado com apoio político e bélico dos Estados Unidos.


Pontos centrais da narrativa do Hamas

O manifesto articula a visão do grupo sobre a legitimidade da luta e as condições para o fim do conflito:

  • Necessidade Histórica da Resistência: O grupo afirma que a resistência armada não é uma escolha ideológica abstrata, mas uma função da própria existência da ocupação. “Onde há colonialismo, a resistência é uma necessidade”, sustenta o texto.

  • Recusa ao Desarmamento: O documento classifica como “cínicas” as exigências internacionais para que a resistência entregue as armas enquanto o cerco e o genocídio persistem. Para o Hamas, desarmar-se sob ocupação equivaleria à rendição histórica e à morte política.

  • Crítica à Ordem Internacional: O texto aponta o esgotamento moral do Ocidente e a falência do direito internacional, que atuaria de forma seletiva ao proteger o colonizador em detrimento do colonizado.

Gaza como “Novo Holocausto”

O Hamas utiliza o termo “novo Holocausto” para descrever a situação em Gaza, baseando-se na escala de destruição da infraestrutura civil, no uso da fome como arma de guerra e no assassinato sistemático de profissionais de imprensa e saúde. O documento enfatiza que, apesar da “guerra total”, a sociedade palestina em Gaza manteve sua coesão política e moral, não ocorrendo o colapso interno esperado pelas forças de ocupação.

Impacto Global e Fissura Discursiva

A análise conclui que o conflito produziu uma mudança profunda na percepção global sobre o sionismo. A Palestina teria se tornado um “critério histórico de verdade”, forçando a comunidade internacional a escolher entre a aceitação da ordem colonial ou a ruptura com a normalização da violência. A mensagem final do manifesto é clara: o povo palestino não negociará sua extinção e as armas da resistência persistirão enquanto a ocupação não for desmantelada.


Com informações: Opera Mundi

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Ataque dos EUA na Nigéria sinaliza nova política externa de Trump para 2026

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Operação militar anunciada no Natal é vista por especialistas como um manifesto ideológico que ignora a soberania africana e foca na disputa geopolítica com China e Rússia.


O recente ataque das forças dos Estados Unidos ao noroeste da Nigéria, anunciado pelo governo de Donald Trump em pleno Natal, marca uma mudança profunda na postura internacional de Washington. Para as especialistas Gisele Agnelli e Luciana Bauer, a ação não deve ser interpretada apenas como uma operação contraterrorista contra o ISIS ou grupos anticristãos. Trata-se de uma performance política voltada ao eleitorado evangélico norte-americano e um recado direto às potências globais de que os EUA atuarão unilateralmente, sem considerar marcos do direito internacional ou a soberania de nações do Sul Global.

A Nigéria, maior potência populacional da África e ator estratégico em cadeias energéticas e minerais, tem sido palco de crescentes investimentos da China e cooperação militar com a Rússia. Ao realizar o ataque sem menção ao Estado nigeriano ou à União Africana, o governo Trump reafirma a África como um “palco invisível” da política de força, onde a guerra ocorre fora do debate democrático e da mediação de órgãos como a ONU.

A narrativa da “Guerra Santa” e a Necropolítica

A estratégia de comunicação adotada por Trump utiliza um vocabulário que remete a um “Departamento de Guerra” em vez de Defesa. A escolha de apresentar o conflito sob uma moldura religiosa — cristãos contra muçulmanos — mobiliza o imaginário das Cruzadas para legitimar a violência extraterritorial.

  • Público Doméstico: A narrativa protege a imagem de Trump como um “messias” protetor dos cristãos perante sua base conservadora.

  • Espetáculo da Morte: Termos como “ataques perfeitos” e a promessa de que “haverá muitos mais” transformam a ação militar em uma rotina administrativa performática.

  • Ausência de Debate: A operação ocorreu sem deliberação no Congresso americano ou cobertura internacional robusta, normalizando a violência estatal como ferramenta de gestão.

O tabuleiro geopolítico e a contenção da China

O subtexto da operação na Nigéria dialoga com a nova orientação do aparato de defesa dos EUA, influenciada por nomes como Elbridge Colby. A tese central é a competição sistêmica entre grandes potências, tratando a África como uma fronteira estratégica na disputa sino-americana. Ao agir sem pedir licença, os EUA sinalizam que não pretendem se submeter a uma ordem multipolar emergente.

O ano de 2026 começa sob a égide de uma política externa iliberal, onde os inimigos são definidos por conveniência narrativa: o terrorismo na Nigéria, o narcoterrorismo na Venezuela e, internamente, imigrantes e minorias. A pergunta que fica para a comunidade internacional é quem será o alvo do próximo anúncio em redes sociais.


Com informações:  ICL Notícias

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