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Crime Digital: Lavagem de dinheiro com criptomoedas bate recorde de US$ 82 bilhões em 2025

Estudo da Chainalysis revela que redes chinesas profissionalizadas já dominam 20% do mercado ilícito global, movimentando US$ 44 milhões por dia através de estruturas paralelas e automação.


O crime financeiro digital atingiu uma escala sem precedentes no último ano. De acordo com o prestigiado relatório 2026 Crypto Crime Report, da Chainalysis, a lavagem de dinheiro no ecossistema cripto saltou de US$ 10 bilhões em 2020 para impressionantes US$ 82 bilhões em 2025.

O grande destaque do relatório é a ascensão das Chinese-Language Money Laundering Networks (CMLNs). Essas redes de língua chinesa operam como uma engrenagem industrial, processando sozinhas cerca de US$ 16,1 bilhões ao ano. O crescimento dessas estruturas foi 7.300 vezes mais rápido do que os fluxos ilícitos em exchanges tradicionais, sinalizando que os criminosos estão fugindo para “sistemas paralelos” para evitar o congelamento de fundos.

Uma Indústria do Crime: Como as Redes Operam

A lavagem de criptoativos deixou de ser amadora para se tornar um ecossistema com divisões de tarefas claras, operando em três etapas clássicas:

  1. Colocação: Através de brokers que funcionam como porta de entrada dos fundos sujos.

  2. Ocultação (Layering): Uso de milhares de “mulas de dinheiro” e plataformas de apostas para fragmentar os valores e disfarçar a origem.

  3. Integração: Conversão dos ativos em moedas fiduciárias ou bens através de serviços informais de Over-the-Counter (OTC).


Os Hubs da Lavagem e os “Black U”

No centro dessa operação estão as chamadas plataformas de garantia (como Huione e Xinbi), que funcionam como uma espécie de “Mercado Livre” para criminosos, conectando quem quer lavar dinheiro com quem oferece o serviço.

Outro ponto alarmante é a velocidade: serviços conhecidos como Black U, que negociam criptoativos ilícitos com desconto, conseguem processar transações bilionárias em uma média de apenas 1,6 minuto.

Desafios para 2026

Apesar das sanções de órgãos como o Departamento do Tesouro dos EUA e o FinCEN, as redes demonstram uma resiliência incrível. Quando um canal é fechado, os operadores migram rapidamente para novos aplicativos de mensagens ou novas carteiras.

“A lavagem de dinheiro com criptomoedas deixou de ser uma atividade fragmentada para se tornar um ecossistema altamente especializado”, destaca o relatório da Chainalysis.

O que o investidor precisa saber?

A migração desses fluxos para fora das exchanges centralizadas reforça a necessidade de os investidores comuns utilizarem plataformas com rigorosos critérios de KYC (Know Your Customer) e conformidade. A transparência do blockchain permite que autoridades rastreiem essas movimentações, mas a cooperação internacional é a única via para desmontar essas estruturas globais.


Com informações: Chainalysis / Speyside Group.

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