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Brasil

Dia das Mães deve movimentar R$ 16,3 bilhões

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Pesquisa da Abecs mostra que brasileiro deve gastar, em média, R$ 249 com presentes

O Dia das Mães, segunda data mais importante do ano para o comércio brasileiro, deve movimentar R$ 16,3 bilhões em compras, montante 9,24% superior à projeção de igual período do ano passado. Essa é a perspectiva medida na mais recente pesquisa da Abecs, associação que representa as empresas de meios eletrônicos de pagamento, encomendada ao Instituto Datafolha.

O levantamento aponta que 62% dos consumidores pretendem comprar presente de Dia das Mães neste ano. E ainda de acordo com o estudo, o valor médio das compras será de R$ 249, um montante 8,7% maior em relação ao visto no ano passado (R$ 229).

Loja física ainda concentra a maior parte das compras

Quando perguntada sobre o local de compra de sua preferência, a maior parte dos entrevistados (73%) informou que pretende adquirir seus presentes em uma loja física. Já um quarto dos entrevistados (25%) pretende fazer as compras em plataformas online.

A intenção de compra de presentes, levando em conta somente aquelas feitas nas lojas físicas, é maior entre as mulheres (76%), contra (71%) dos homens. Já as compras online são mais comuns entre homens (28%) do que entre as mulheres (22%).

Compras com cartões: destaque na hora de pagar

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Para metade (50%) dos consumidores,os cartões (crédito e débito) são o principal meio de pagamento escolhido para comprar o presente de Dia das Mães. Do total, 28% têm intenção de uso da função crédito, e 22%, a de débito.

Outros meios de pagamento apontados são: Pix (37%), dinheiro (31%), boleto (2%) e cartões de loja – private label (1%). No que se refere às compras realizadas especificamente com cartões de crédito, 67% dos entrevistados manifestaram intenção de realizá-las de forma parcelada.

Itens mais procurados

A pesquisa da Abecs também revela que, dentre os presentes mais procurados, itens de vestuário (39%) ainda ganham na preferência dos consumidores, seguidos de cosméticos, perfumes e maquiagem (25%), itens para casa (14%), como eletrodomésticos, utensílio, móveis etc.; flores (7%), relógios, joias, bijuterias (5%); e eletrônicos (4%). Chocolates (4%) e cestas de café da manhã (2%) também estão na lista de desejos.

Gasto médio por faixa etária, classe socioeconômica e região

Dentre os consumidores mais jovens (18 a 24 anos), a intenção de compra é de 85%. Esse público pretende gastar, em média, R$ 269. Dentre 25 e 34 anos, R$ 279, e, entre os consumidores de 35 a 44 anos, a média é de R$ 232. Na população de 45 a 59 anos, a média de gasto é de R$ 219 e, acima de 60 anos, é de R$ 242.

No recorte que traz resultados considerando a classe socioeconômica, as classes A/B aparecem com maior valor médio, de R$ 295, seguidas da classe C com R$ 244 e das classes D/E com R$ 209.

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Por região, a Norte terá o maior valor médio de compras: R$ 271, seguida por Sudeste, com R$ 257, Centro-Oeste, com R$ 249, Nordeste, com R$ 241, e Sul, com R$ 225.

No entanto, ao se levar em conta os gastos totais, o Sudeste lidera, com R$ 6,7 bilhões (12,5% acima do visto em 2024). É seguido pelo Nordeste, com R$ 4,5 bilhões (+3,4%), Sul, com R$ 2,3 bilhões (+12%), Norte, com R$ 1,3 bilhão (+1,7%), e Centro-Oeste, com R$ 1,2 bilhão (+18,8%).

Sobre a Abecs

Fundada em 1971, a Abecs representa todos os setores da indústria de meios eletrônicos de pagamento: bancos, bancos digitais, fintechs e outros emissores, credenciadoras incumbentes e independentes, subadquirentes, marketplaces, facilitadoras de pagamento, bandeiras (instituidores de arranjos abertos e fechados), fornecedores de tecnologia, fabricantes de hardware e software, entre outras.


*inpresspni

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Ibama desmantela esquema de madeira ilegal no Pará e aplica R$ 15 milhões em multas

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Fiscalização em Altamira e Uruará identificou serrarias irregulares, descumprimento de embargos e extração em terras indígenas e áreas protegidas

O Ibama desarticulou uma rede de processamento, armazenamento e transporte de madeira ilegal em uma operação estratégica no estado do Pará. As ações concentraram-se nos municípios de Altamira (distrito de Castelo dos Sonhos) e Uruará, regiões pressionadas pelo desmatamento no entorno da rodovia Transamazônica (BR-230). A operação resultou em multas que superam R$ 15 milhões, apreensão de milhares de metros cúbicos de madeira e a demolição de estruturas clandestinas. O Grupo de Combate ao Desmatamento da Amazônia (GCDA) liderou a fiscalização, focando no enfrentamento à cadeia produtiva que tenta legalizar produtos extraídos de áreas proibidas.

Em Uruará, o Ibama identificou a prática de “esquentamento”, onde fraudes em sistemas oficiais tentam dar aparência legal a madeiras retiradas de unidades de conservação e terras indígenas, como a TI Cachoeira Seca. Já em Castelo dos Sonhos, uma serraria reincidente, que já havia sido embargada em agosto de 2025, teve suas instalações demolidas após os agentes constatarem que a atividade ilegal havia sido retomada em descumprimento à ordem administrativa.

Principais resultados da operação

A fiscalização detalhou as irregularidades encontradas nos polos madeireiros:

  • Multas Aplicadas: R$ 13,7 milhões em Uruará e autuações adicionais em Castelo dos Sonhos, baseadas no Decreto Federal nº 6.514/2008.

  • Madeira Apreendida: Mais de 4,4 mil m³ em tora e cerca de 1,5 mil m³ de madeira serrada.

  • Áreas Invadidas: Fortes indícios de extração na Terra Indígena Baú, Terra Indígena Cachoeira Seca e na Base Aérea da Serra do Cachimbo.

  • Fiscalização em Rodovias: Apreensão de 156 m³ de madeira beneficiada sem documentação em caminhões na BR-230.

O combate ao “esquentamento” de madeira

A prática de fraude nos sistemas de controle ambiental é um dos maiores desafios para a preservação da Amazônia. Os criminosos utilizam créditos de áreas licenciadas para acobertar madeira derrubada em áreas protegidas. Durante as vistorias, o Ibama apontou divergências críticas entre os volumes declarados eletronicamente e o saldo físico encontrado nos pátios das empresas. Como medida punitiva, as empresas tiveram suas atividades suspensas nos sistemas oficiais, impedindo a comercialização legalizada até a regularização total.


Com informações: ECO e Ibama

 

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Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte

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O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim

O famoso Cajueiro de Pirangi, localizado no Rio Grande do Norte e reconhecido internacionalmente como o maior do mundo, recebeu um novo status de proteção ambiental. Através de um decreto assinado pela governadora Fátima Bezerra, a área de mais de 8.400 metros quadrados que abriga a árvore secular foi transformada no Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi. A medida, oficializada durante a celebração dos 137 anos da planta, estabelece uma unidade de conservação de proteção integral, visando salvaguardar não apenas o patrimônio botânico, mas também a fauna local, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o lagartinho-do-foliço e a cobra-de-duas-cabeças.

A árvore, que detém o título no Guinness Book desde 1994, possui uma anomalia genética rara que permite que seus galhos cresçam lateralmente e criem novas raízes ao tocarem o solo, expandindo-se continuamente. Com a criação da 12ª unidade de conservação do estado, o governo potiguar busca estruturar melhor a gestão do local, incentivando a pesquisa científica e o turismo sustentável. A preservação garante que o símbolo cultural e histórico de Parnamirim seja mantido para as futuras gerações sob um regime jurídico mais rigoroso e voltado para a educação ambiental.

Objetivos e características da nova proteção

A criação do monumento natural traz diretrizes específicas para a gestão da área:

  • Proteção Jurídica: O decreto nº 35.203/2025 assegura proteção integral contra intervenções que possam degradar a árvore.

  • Fomento Científico: Estímulo ao estudo da anomalia genética e da biodiversidade local.

  • Preservação da Fauna: Foco na proteção de répteis endêmicos e ameaçados que habitam o ecossistema do cajueiro.

  • Turismo Sustentável: Fortalecimento da economia local através de atividades turísticas ordenadas e educativas.

  • Dimensões: A unidade abrange o perímetro de cerca de 500 metros da árvore recordista.

O fenômeno botânico de Pirangi

O crescimento desmedido do Cajueiro de Pirangi é fruto de um fenômeno genético raro. Diferente de árvores comuns, seus galhos pesados inclinam-se até o chão e, devido a uma mutação, possuem a capacidade de criar raízes (alporquia natural). Uma vez enraizados, esses galhos passam a funcionar como novos troncos, alimentando o crescimento de novos ramos laterais. Estima-se que a árvore produza cerca de 70 mil cajus por safra, ocupando uma área equivalente a 70 cajueiros normais, o que atrai milhares de visitantes anualmente ao litoral sul do Rio Grande do Norte.


Com informações: O ECO

 

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Ministério Público do Pará investiga esquema de propina envolvendo juiz, promotor e delegados

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Investigação do Gaeco aponta que grupo manipulava processos cíveis e criminais para extorquir investigados; movimentações chegam a R$ 4 milhões

Uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Pará (MPPA), revelou a existência de uma associação criminosa infiltrada nas cúpulas da segurança e do judiciário paraense. O esquema envolveria dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz, suspeitos de burlar a distribuição de processos e cobrar vantagens indevidas. Segundo o relatório de 552 páginas elaborado pela Procuradoria-Geral de Justiça, o grupo identificava vítimas em potencial — incluindo influenciadores digitais ligados a jogos de aposta e devedores cíveis — para instaurar inquéritos policiais que serviam como instrumento de pressão para o pagamento de propinas.

Em decisão proferida em 12 de dezembro, a desembargadora Eva do Amaral Coelho determinou o afastamento imediato dos delegados Arthur Afonso Nobre de Araújo e Carlos Daniel Fernandes de Castro, além do promotor Luiz Márcio Teixeira Cypriano. O juiz Jackson Sodré Ferraz também é alvo da investigação, tendo o sigilo bancário e fiscal de seus familiares quebrado sob suspeita de recebimento de valores ilícitos. Estima-se que o núcleo liderado pelo delegado Arthur Nobre tenha movimentado cerca de R$ 4 milhões de forma irregular desde 2021, utilizando saques em espécie e contas de terceiros para lavagem de dinheiro.

Detalhes do esquema e principais investigados

A atuação do grupo consistia em uma “inversão completa” das funções públicas:

  • Modus Operandi: O grupo instaurava inquéritos sobre temas cíveis (como dívidas) para simular cobranças e forçar acordos mediante propina. Em um caso com influenciadores, a solicitação teria atingido R$ 547 mil.

  • Arthur Nobre de Araújo (Delegado): Apontado como figura central e mentor da associação criminosa.

  • Carlos Daniel de Castro (Delegado): Ex-diretor metropolitano da Polícia Civil, afastado por suspeita de participação no esquema.

  • Jackson Sodré Ferraz (Juiz): Investigado por conceder medidas cautelares estratégicas durante plantões judiciais para favorecer as ações do grupo.

  • Luiz Márcio Cypriano (Promotor): Afastado de suas funções por suposto envolvimento direto nas negociações ilícitas.

Respostas institucionais e defesas

O Ministério Público afirmou que as investigações prosseguem para reunir provas contra todos os envolvidos, classificando o episódio como um grave ataque ao sistema de segurança do estado. A Polícia Civil do Pará já instaurou processos disciplinares e confirmou o afastamento dos delegados citados. Já as defesas dos investigados apresentam posicionamentos variados: a defesa do juiz Jackson Sodré nega as acusações e afirma que elas não se sustentam; a defesa do delegado Carlos Daniel reafirma sua inocência, enquanto o promotor afastado declarou que aguarda acesso integral aos autos para se manifestar. O Tribunal de Justiça do Pará optou por não comentar o caso por estar sob sigilo.


Com informações: Bahia Notícias e Direito News

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