Conecte-se conosco

Sociedade

Diversidade Sexual e de Gênero e Marxismo: Novo livro discute Marx, gênero e diversidade sexual e reacende polêmica sem fim

Publicado

em

Entenda como a obra “Diversidade Sexual e de Gênero e Marxismo” propõe uma nova abordagem teórica para questões da atualidade

A interseção entre marxismo, gênero e sexualidade é um dos temas mais debatidos nas humanidades. O livro “Diversidade Sexual e de Gênero e Marxismo”, lançado pela Cortez Editora, busca promover um diálogo historicamente interditado entre esses campos.

Escrito por Bruna Andrade Irineu (UFMT) e Guilherme Gomes Ferreira (UFRGS), o livro oferece ferramentas teórico-políticas para análise do debate LGBTI+ à luz da Tradição Marxista. Segundo os autores, análises que não conseguem apreender como a sexualidade também está permeada pelas relações de dominação, exploração e opressão são frágeis e não condizem com o método dialético crítico.

Avanços e desafios no debate contemporâneo

Guilherme Ferreira destaca que o debate sobre gênero e sexualidade no interior do marxismo avançou nos últimos anos. Além da publicação de novas obras especializadas, há um ingresso de novos sujeitos políticos da população LGBTI+ em diversos espaços da sociedade que tensionam esse debate e procuram aprofundá-lo.

O pesquisador ressalta que a crise do capital que estamos experienciando convoca movimentos sociais e sujeitos LGBTI+ a revisitarem o marxismo como pensamento teórico e político que sustenta outra possibilidade de sociedade. Ao mesmo tempo, o ingresso de sujeitos LGBTI+ na política tensiona a necessidade do debate sobre as identidades como parte da análise sobre a luta das classes.

Marxismo contemporâneo e a inclusão de gênero e sexualidade

Bruna Irineu afirma que pensar o marxismo hoje sem incorporar as questões de gênero e sexualidade é minimamente insuficiente. Para a autora, o marxismo só pode seguir sendo um instrumento potente de transformação se for capaz de dialogar com as experiências concretas de corpos racializados, generificados e sexodissidentes.

A pesquisadora argumenta que gênero e sexualidade não podem ser tratados como “identitarismos” ou como desvios da centralidade da classe trabalhadora. É fundamental entender que o cisheterossexismo cumpre uma função muito bem estruturada na reprodução do capital, organizando corpos, afetos e trabalho – especialmente o trabalho reprodutivo e de cuidado historicamente invisibilizado.

Anúncio

Identidades e superação do modo de produção capitalista

Guilherme Ferreira explica que não vê, nesse momento histórico, um projeto político de abolição das identidades como necessário. Para o autor, lutamos pela possibilidade de exercício das identidades e por um alargamento do entendimento do que são identidades, problematizando quais delas têm sido autorizadas a existir ao longo do tempo.

Segundo ele, as identidades não estão ligadas apenas a gênero e sexualidade, mas também à raça, elementos étnicos, territórios e aspectos da espiritualidade. O importante é superar as desigualdades produzidas em torno dessas identidades e o modo como a diferença humana é utilizada pelo capitalismo para aprofundar desigualdades e violências.


Com informações: Revista Fórum

Cultura

De Lula a Emmanuel Macron, obras de arte do “pintor dos Orixás” Ed Ribeiro são destaque entre autoridades internacionais

Publicado

em

Por

O artista baiano, que desenvolveu a técnica autoral do “derramamento de tinta”, consolida sua presença no circuito das belas Artes, representando a ancestralidade afro-brasileira para presidentes, músicos e autoridades

O artista plástico baiano Ed Ribeiro, amplamente conhecido como o “pintor dos orixás”, consolidou sua reputação internacional por meio de uma técnica de pintura singular que ele chama de “derramamento de tinta”. Sem utilizar pincéis ou instrumentos tradicionais, o pintor de Catu guia tintas diretamente sobre superfícies horizontais, tornando-se uma voz influente na representação de entidades de matriz africana.

A técnica inovadora, desenvolvida por Ed que começou a pintar aos 52 anos, abriu caminho para uma produção que rapidamente ultrapassou fronteiras.

Reconhecimento Político e Cultural

A arte de Ed Ribeiro é colecionada por um grupo seleto de personalidades públicas no Brasil e no exterior:

  • Política: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma tela de Xangô, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin detém uma obra de Iemanjá. O senador Jaques Wagner e sua esposa, Fátima Mendonça, também colecionam obras do artista (Oxalá e Santa Bárbara; Iansã, respectivamente).

  • Diplomacia: Em um evento diplomático na embaixada da França em Salvador, Ed Ribeiro presenteou o presidente francês Emmanuel Macron com a obra São Jorge, criada especialmente com as cores da França. O encontro reforçou o diálogo cultural entre os países.

  • Música e Literatura: O impacto do artista é sentido também entre músicos e escritores. Ivete Sangalo guarda uma representação de Oxóssi, Carlinhos Brown possui quatro telas, e Paulo Coelho é dono de uma obra dedicada a São Jorge.

Distinções Internacionais

Aos 73 anos, Ed Ribeiro acumula prestígio internacional, com prêmios que consolidam sua posição como um artista inovador, incluindo:

  • Título Honoris Causa e Prêmio Lusofonia (2025), ambos conquistados recentemente em Portugal.

  • Medalha de ouro pela sociedade Brasileira das Belas Artes.

  • Premiação pela academia de Arte, Ciências e Letras de Paris em 2010.

O pintor expressou gratidão: “Espero continuar levando a ancestralidade e a cultura afro-brasileira para cada vez mais pessoas, mostrando a força e a beleza de nossas raízes”.


Com informações: Assessoria de Imprensa, criativospr

Anúncio

Continue lendo

Brasil

Cães resgatados levam apoio emocional a crianças em tratamento contra o câncer em ação em São Paulo

Publicado

em

Por

O projeto “Love que Cuida”, do instituto Caramelo e da Petlove, transformou cães sem raça definida (SRDs) e abandonados em terapeutas, promovendo alegria e socialização na ala pediátrica e adulta do A.C.Camargo.


Na última sexta-feira (12), pacientes em tratamento contra o câncer na ala pediátrica e adulta do A.C.Camargo, em São Paulo, receberam a visita de terapeutas caninos muito especiais. Os cães Jacaré, Romeu, Lex, Murakami e Patrick, todos sem raça definida (SRDs) e resgatados pelo instituto Caramelo, atuaram como agentes de apoio emocional e socialização.

A iniciativa é pioneira no projeto “Love que Cuida”, idealizado pela Petlove, que visa inverter o ciclo de abandono dos pets, transformando a dor deles em cuidado. A ação também serviu de plataforma para uma campanha de adoção destes animais nas redes sociais.

Treinamento e Temperamento 🐾

Para que a visita fosse possível, os pets passaram por treinamento e sensibilização específicos. A médica veterinária da Petlove, Bruna Garcia, explicou que o critério principal para um pet se tornar terapeuta é o temperamento, não a raça.

“Qualquer pet pode se tornar terapeuta, é muito mais sobre temperamento do que qualquer característica de raça. Tem que ser um que goste de carinho, que aceite bem o toque humano, principalmente nessas terapias com crianças que gostam de abraçar. Obviamente, os animais precisam ter a saúde em dia, estarem saudáveis, vacinados e sem parasitas,” revelou Bruna.

A paciente Camila Sarah Mofsovich destacou a importância da visita para conscientização e despressurização: “A gente fica muito carente, foi muito gostoso recebê-los. Acho que todo mundo fica muito animado, faz festinha no corredor, é um momento de socialização.”

Escolher Quem Quase Nunca é Escolhido

A diretora executiva do instituto Caramelo, Yohanna Perlman, destacou que a equipe escolheu justamente os cães com menores chances de adoção. A oportunidade de conviver fora do canil e ter contato humano faz uma diferença enorme para os animais.

Bruno Junqueira, vice-presidente da Petlove, reforçou que o objetivo é dar uma nova chance a esses pets “invisibilizados”, transformando-os em cães terapeutas e mostrando sua capacidade de levar amor a novas famílias.

Anúncio


Com informações: Petlove e Instituto Caramelo

Continue lendo

Congresso Nacional

Frente parlamentar em defesa do nanismo é lançada no Congresso Nacional

Publicado

em

Por

Associações de pacientes marcam presença para debater aprimoramento da legislação, inclusão e combate ao preconceito contra pessoas com a condição

O congresso Nacional sediou, na última semana de novembro, o lançamento da frente parlamentar em Conscientização da Valorização e Defesa dos Direitos das Pessoas com Nanismo. A iniciativa tem como objetivo principal aprimorar a legislação federal e promover políticas públicas de acessibilidade e inclusão para pessoas com nanismo, combatendo estigmas e preconceitos para melhorar a qualidade de vida desses cidadãos.

O lançamento aconteceu na câmara dos Deputados e contou com a participação de importantes entidades, como a Associação Nanismo Brasil (Annabra), liderada por Kenia Rio, e o instituto Nacional de Nanismo (INN), presidido por Juliana Yamin, além de familiares e parlamentares.

No mesmo dia, foi realizada uma sessão solene em alusão ao dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo (25 de outubro).

  • Questões Debatidas: Durante a sessão, foi discutida a ausência de políticas públicas e de dados concretos que envolvem diversos tipos de nanismo, em especial a acondroplasia, o tipo mais comum.

  • Falta de Reconhecimento: Kenia Rio (Annabra), que tem acondroplasia, destacou que a condição, considerada deficiência desde 2004, não recebe a atenção devida, e que a falta de acessibilidade é um problema público.

  • Compromisso Coletivo: Juliana Yamin (INN) e a secretária Mariléia Goin (Direitos da Pessoa com Deficiência) reforçaram a importância da união e da responsabilidade coletiva para superar as barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais que marcam a condição.

A lei nº 13.472, sancionada em 2017, instituiu a data de 25 de outubro para promover a conscientização e a inclusão social das pessoas com nanismo.


Com informações: INN

Anúncio

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights