São parceiras internacionais da pesquisa a British Antarctic Survey, coordenadora do projeto, Aarhus University, University of Iceland, University of California Santa Cruz, University of Auckland e University of Aberdeen. O Darwin Plus Fund foi o responsável pelo financiamento do estudo.

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Com o aumento populacional das jubarte registrado nos últimos anos, os cientistas buscam entender se o ecossistema terá capacidade de suportar essa mudança e se esses animais terão alimento suficiente para a sua sobrevivência nas próximas décadas, principalmente com a frequência de eventos climáticos extremos ao redor do mundo. O objetivo principal da pesquisa é compreender o futuro deste animal que esteve por muito tempo ameaçado de extinção devido à caça. Os resultados do estudo serão divulgados após o final da rota migratória e a compilação de todas as observações realizadas durante este período. Segundo o coordenador do Ecomar, Rodrigo Hipólito Tardin, o diferencial do projeto é o fato de estar usando metodologias inovadoras e tecnológicas, como drones e tags, para cobrir toda a extensão da migração das baleias-jubarte, desde o Brasil as Geórgias do Sul. “Isso só é possível a partir de uma colaboração internacional de larga-escala e um financiamento consistente”, completou Tardin, que também é professor de ecologia na UFRJ.

“O que nós vamos conseguir medir é o quanto as mudanças climáticas estão alterando e impactando as jubartes, principalmente na questão da disponibilidade de alimento. O krill tem sido muito visado atualmente como um  produto de exploração comercial, então é muito importante analisarmos e termos um embasamento forte para justificar se pode ou não liberar a pesca ou realizar atividades em determinado lugar, porque esses animais são muito necessitados deste produto”, disse Fróes.

O pesquisador destaca ainda que, assim como essa, o Brasil tem sido palco de pesquisas relevantes a nível mundial, e é preciso reconhecer a importância disto. “Não chega a ser inédito analisar o tamanho corporal de jubarte e pesquisas desse tipo, mas a quantidade de pessoas envolvidas nesse estudo, de locais visitados e observações feitas é realmente algo muito grande. Às vezes não nos damos conta que uma pesquisa de importância mundial está sendo feita no nosso quintal”, completou.

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Fato Novo com informações e imagens: Eco Jornalismo

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