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Frente Parlamentar de Luta Antimanicomial pede fechamento do Hospital São Vicente de Paula

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Foi realizada nesta quinta-feira (20) pela manhã reunião pública da Frente Parlamentar de Luta Antimanicomial para apresentação do relatório de uma diligência da frente feita no dia 6 de janeiro no Hospital São Vicente de Paula, que faz atendimentos psiquiátricos no DF

O recente falecimento de uma paciente nas dependências do hospital também foi um dos motivos para a realização da reunião. O deputado Gabriel Magno (PT) pediu o imediato fechamento do hospital.

“O fechamento é fundamental, assim como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial. A expansão da rede de atendimento psicossocial precisa estar prevista inclusive no PDOT, para superarmos as dificuldades de instalação de novos CAPS. Há também necessidade de realização de concurso público para especialistas em saúde mental. Outra questão é a gratificação aos profissionais que atuam na saúde mental, que foi incluída por esta Casa no orçamento. Falta agora o governo retirar essa previsão do orçamento e efetivar essa gratificação aos servidores que trabalham na rede de atenção psicossocial”, defendeu Gabriel Magno.

O deputado Fábio Félix (PSOL) também se posicionou pelo fechamento do Hospital São Vicente de Paula. “Precisamos começar a sinalizar processos de interrupção do atendimento no Hospital São Vicente de Paula. É necessário construir um ambiente para o fechamento daquele hospital. Há inúmeros relatos de violação de direitos humanos ali. Não dá mais para o São Vicente receber pacientes como se aquela fosse a prática correta de atendimento à saúde mental”, observou o deputado.

O professor Pedro Costa, do Instituto de Psicologia da UnB, reforçou a necessidade de encerramento das atividades do hospital e ressaltou que o modelo utilizado fere a legislação. “O manicômio é uma instituição de mortificação e precisa ser superado. É uma estrutura opressiva, exploratória e violenta. E, além disso, é ilegal. Há 25 anos aquele manicômio é ilegal. O que é feito no Hospital São Vicente de Paula é, inclusive, uma afronta à Lei Orgânica. O GDF gasta quase R$ 6 milhões por mês para manter um manicômio ilegal. De 2019 a 2023, foi feita uma reforma no São Vicente que custou R$ 3,6 milhões e não foram observadas mudanças significativas no sentido de se criar um ambiente acolhedor. Isso é uma escolha, um projeto de governo”, criticou.

Para o promotor de justiça do Ministério Público Bernardo Barbosa, o sistema de saúde mental do DF está colapsado. “Precisamos sair da lanterninha vergonhosa nacional em relação à cobertura de saúde mental. Nosso sistema de saúde mental está colapsado, e falo isso com base em evidências. Porém, não é viável simplesmente acabar com o hospital amanhã. Precisamos de um plano de desmobilização. É preciso reforçar a rede de atendimento da Rede de Atendimento Psicossocial. Ou seja, é preciso também continuar a expansão das Unidades Básicas de Saúde”, apontou o promotor.

Ex-paciente do Hospital São Vicente de Paula, Larissa Xavier deu seu testemunho de como é a situação dentro daquele hospital. “Fiquei internada lá de dezembro para janeiro e sofri muito. Me amarram uma vez sem nenhuma necessidade. Em outra ocasião, eu fui dopada e depois dormi de calça e blusa, mas acordei sem calça. Fiquei 38 dias e ali é uma situação de morte. Saí de lá envelhecida. Você vê arranhões nas paredes e portas. Foi realmente uma situação de tortura. Sofro de ansiedade e eles sequer permitiam que eu tomasse minha medicação. Faziam chacota de mim. Esse foi um trauma na minha vida. Manicômio nunca mais”, relatou.

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Por fim, a subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Fernanda Falcomer, garantiu que a desmobilização do Hospital São Vicente de Paula será realizada progressivamente. “Lamento profundamente o que aconteceu com a paciente que veio a óbito. Faremos valer a memória dela no que for possível. A secretaria não compactua com violação de direitos, mas é preciso dizer que esta ilegalidade acontece no DF há 6 legislaturas. O hospital ainda atende 800 pessoas por mês. Ainda temos essa população. Se fecharmos as portas, onde vamos atender essas pessoas de forma imediata? Uma decisão dessa depende de uma análise muito responsável. Até setembro, toda a enfermaria estará desmobilizada. Não haverá mais internação no HSVP. Além disso, já apresentamos um plano de expansão da rede de atenção psicossocial no DF”, afirmou.

Ao final da reunião, ficou firmado o compromisso de dar encaminhamento legal às questões levantadas durante a diligência da Frente Parlamentar Antimanicomial, assim como as denúncias e sugestões recebidas na reunião pública.


*Agência CLDF

Distrito Federal

Ibaneis Rocha reúne base aliada em confraternização e celebra união de parlamentares

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O governador do Distrito Federal promoveu um encontro na residência Oficial de Águas Claras com deputados federais e distritais, destacando a estabilidade política e o apoio da câmara Legislativa (CLDF).


Em clima de confraternização, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), reuniu, na noite de quinta-feira (11), os deputados federais e distritais que compõem sua base aliada. O evento, realizado na residência Oficial de Águas Claras, contou também com a presença da vice-governadora Celina Leão e de secretários, reforçando a articulação política do governo do Distrito Federal (GDF).

O chefe do Executivo destacou as ações realizadas e ressaltou a importância da parceria com os parlamentares, sem os quais o trabalho não seria possível. A reunião contou com a presença de 13 distritais e 2 federais.

“Chegamos ao final do mandato com a base unida, e isso é muito importante. Ninguém consegue ter a base política que nós temos,” afirmou Ibaneis Rocha. “É muito bom governar sabendo que temos uma Câmara Legislativa independente, mas responsável. Independência e responsabilidade precisam caminhar juntas.”

A vice-governadora Celina Leão também celebrou a união, afirmando que o GDF está unido por ter “compromisso com a missão de cada um aqui.”

Participaram do jantar o presidente da CLDF, Wellington Luiz, e o líder do governo na CLDF, Hermeto, além dos deputados federais Rafael Prudente e Júlio César. Os parlamentares, além de ajudarem na aprovação de projetos, têm um papel crucial na liberação de emendas que são aplicadas em obras e serviços para a população.

O governador promoveu outras duas confraternizações de fim de ano neste mês, uma com os 35 administradores regionais e outra com os secretários de Estado, presidentes e diretores de entidades e empresas públicas, agradecendo o empenho dos gestores.


Com informações:  Jornal de Brasília

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Distrito Federal

Ibaneis Rocha afirma que Centrad está avaliado em r$ 600 milhões e será vendido

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O governador do Distrito Federal irá enviar à câmara Legislativa um projeto de lei complementar para desafetar a área do centro Administrativo do DF e, em seguida, comercializar o complexo.


O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou ao Jornal de Brasília que enviará à câmara Legislativa (CLDF) um projeto de desafetação da área do centro Administrativo do DF (Centrad), complexo de prédios que está inutilizado há anos.

Segundo o governador, o Centrad foi avaliado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) em cerca de R$ 600 milhões. O chefe do Executivo local havia declarado, na mesma manhã, seu desejo de vender o complexo, que se encontra sem uso por quase 15 anos.

Para que a venda do Centrad possa ser realizada, é imprescindível que o Executivo encaminhe o projeto de lei complementar (PLC) à CLDF e obtenha, no mínimo, 16 votos favoráveis à comercialização do espaço.

Mais cedo, o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), demonstrou cautela quanto à intenção de venda, mas reconheceu que é urgente dar uma solução para a prolongada inutilização do complexo.


Com informações: Jornal de Brasília

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Distrito Federal

Caos no Aeroporto de Brasília: Passageiros relatam que vouchers da Latam não foram aceitos em hotéis

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O aeroporto Internacional de Brasília registrou o cancelamento de 50 voos até a manhã de quinta-feira (11/12), gerando estresse e longas esperas. Passageiros da Latam, como o assistente social Roberto Lopes, relataram ao Metrópoles que os vouchers prometidos pela companhia para hospedagem e transporte não funcionaram, levando-os a passar a noite no chão do terminal devido à falta de acomodação e à ineficácia dos vales

Falha na Assistência e Noite no Aeroporto ✈️

Os problemas de logística da Latam agravaram a situação dos passageiros afetados por atrasos e cancelamentos no Distrito Federal (DF).

  • Caso Roberto Lopes: O assistente social, de 46 anos, que viajava com um senhor de 65 anos, recebeu um voucher da companhia. No entanto, ao chegarem ao hotel às 2h da manhã, descobriram que não havia acomodação reservada e foram solicitados a se retirar da recepção. O voucher de táxi também não funcionou.

  • Consequência: Roberto Lopes e o colega de 65 anos precisaram dormir no chão do aeroporto, utilizando uma mochila como travesseiro.

  • Problema Generalizado: Outros passageiros relataram que os vouchers de Uber para transporte não funcionaram e, ao chegarem aos hotéis, não havia mais vagas para onde foram direcionados.

Posicionamento da Latam e Reembolso 💰

A Latam lamentou a situação, atribuindo os transtornos a uma situação “totalmente alheia ao seu controle”, mas ofereceu orientações para os passageiros afetados.

  • Opção de Reembolso: A companhia informou que, caso o passageiro opte por se hospedar por meios próprios, deve guardar o comprovante de pagamento para solicitar o reembolso posteriormente. Uma passageira relatou que o valor oferecido para diária é de cerca de 50 dólares (aproximadamente R$ 250).

  • Alternativas: Os clientes afetados entre os dias 10 e 12 de dezembro também têm o direito de alterar a data da viagem sem custo até 15 dias depois da data original, como medida para ajudar a descongestionar os aeroportos.

  • Contato para Reembolso: A solicitação de reembolso pode ser feita pelo WhatsApp da companhia (+56 9 68250850).


Com informações: Metrópoles

 

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