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Gilmar Mendes defende Moraes e detona Trump: “Extremistas corroem a República”

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O ministro do Supremo Tribunal Federal criticou a ameaça da Casa Branca contra o colega de Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou as redes sociais nesta quinta-feira (22) para defender o colega de Corte, Alexandre de Moraes, e criticar a ameaça feita pelo secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, contra Moraes.

Em um fio publicado no X, Gilmar Mendes afirma que “a regulamentação das plataformas digitais e o estabelecimento de parâmetros para discursos odiosos constitui elemento basilar da soberania nacional para qualquer nação contemporânea. Não há paradigma universal”.

Em seguida, Mendes afirma que “extremistas corroem a República. A experiência brasileira mostrou nos últimos anos que câmaras de eco e manifestações extremistas corroem os fundamentos republicanos. Cabe a cada Estado, mediante aparato institucional próprio, salvaguardar preceitos democráticos”, disse.

Por fim, o ministro do STF defende a soberania brasileira. “Não se pode admitir que agentes estrangeiros cerceiem o exercício da jurisdição doméstica na tutela de garantias constitucionais. A autonomia normativa representa imperativo da autodeterminação democrática”, concluiu.

Ataque à soberania: como o governo Lula deve reagir a possíveis sanções de Trump a Moraes

As possíveis sanções a Alexandre de Moraes – que pode ser estendida a outros ministros e familiares -, anunciadas nesta quarta-feira (21) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, devem ser tratadas como um ataque à soberania pelo governo Lula, que mapeia o cenário para buscar uma reação institucional pelo Itamaraty.

O secretário de Donald Trump tratou do assunto ao ser indagado pelo deputado republicano Cory Mills, que havia se reunido há cerca de uma semana com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), que foi colocado no comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara depois que o filho de Jair Bolsonaro (PL) se afastou do mandato para tramar a vingança contra Moraes nos EUA.

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Ministros do Supremo já teriam conversado com integrantes do governo Lula para solicitar uma reação institucional do país, já que trata-se de medida clara de tentativa de violação da soberania nacional, que pode se estender para satisfazer os desejos da organização criminosa golpista, chefiada pelo ex-presidente, que está sendo julgada pela primeira turma da corte.

O governo deve seguir a mesma ideia da nota divulgada pela bancada do PT repudiando as ameaças de Rubio.

“O Brasil é uma nação soberana que pauta suas relações externas com base nos princípios da não-intervenção, da autodeterminação dos povos e da igualdade entre os Estados”, diz o texto, compartilhado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), nas redes sociais.

No texto, a bancada cita que Moraes está avançando no julgamento contra os responsáveis pela conspiração de golpe antidemocrático que culminou, em 8 de janeiro de 2023, em ataques terroristas às sedes dos Três Poderes e que a data ficará marcada como uma tentativa brutal de destruir a democracia no Brasil.

“Como bem destacou o ministro, o Brasil deixou de ser colônia em 1822. Não admitiremos qualquer forma de submissão ou ingerência estrangeira em nosso ordenamento jurídico. Nosso compromisso é com um país justo, democrático e soberano, onde o povo decida seu destino sem interferências externas”, diz o texto.

Rubio confirma que deve perseguir Moraes

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que o governo Trump estuda impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As possíveis medidas incluem bloqueio de bens e contas financeiras em solo norte-americano. Trata-se de uma perseguição política clara, motivada pela atuação do magistrado na investigação e julgamento dos grupos golpistas liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas numa audiência na Câmara dos Representantes, realizada nesta quarta-feira (21).

Desde que passou a relatar processos que ameaçam os interesses da extrema direita brasileira, Moraes virou alvo constante da retórica de setores alinhados a Bolsonaro, que agora contam com apoio de parlamentares republicanos dos EUA para pressionar e tentar paralisar o trabalho do ministro e do STF.

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Rubio esclareceu que está em curso uma avaliação sobre a aplicação da chamada Lei Magnitsky contra o magistrado brasileiro. Essa legislação, vigente desde 2012, permite ao governo norte-americano impor penalidades a autoridades acusadas de violação de direitos humanos, sobretudo por meio do bloqueio de ativos financeiros e contas em solo norte-americano.

Desde o início da gestão Trump, a pressão para que Moraes seja “punido” é uma constante entre parlamentares republicanos alinhados à oposição brasileira. Além da potencial suspensão do acesso financeiro, tramita na Câmara dos EUA um projeto de lei que pode impedir o ministro de ingressar em território estadunidense, uma medida apoiada principalmente por membros da extrema direita brasileira.

Vingança ideológica travestida de defesa dos direitos humanos

A articulação para penalizar o ministro do STF reflete uma tentativa explícita de perseguição política, alinhada à ofensiva bolsonarista que busca enfraquecer o Judiciário brasileiro. A iniciativa das sanções norte-americanas representa um esforço coordenado para deslegitimar o trabalho de Moraes, que está à frente de julgamentos importantes contra figuras da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Tais ações, que ameaçam a soberania e a independência do Judiciário brasileiro, configuram-se como um ataque com motivações políticas claras, e não apenas como uma reação legítima à defesa dos direitos humanos, como esses extremistas querem fazer crer. O movimento encabeçado por setores do governo Trump, em conluio com grupos da extrema direita brasileira, expõe um quadro de interferência externa que visa prejudicar o funcionamento democrático do Brasil.

Moraes não se intimida diante da retórica bolsonarista

Apesar do clima de ameaça e da escalada das tentativas de impedir sua atuação por meio das sanções americanas, Moraes mantém-se firme e indiferente às pressões. Como a Fórum mostrou em fevereiro, quando tal hipótese de perseguição já era cogitada e tomava forma, pessoas próximas ao ministro afirmam que ele não tem especial interesse em viajar para os EUA e não se preocupa com a possibilidade de ter o visto norte-americano que ele mal usa suspenso.

Na última visita aos EUA, em novembro de 2022, Moraes participou de um evento corporativo que acabou marcado por protestos de grupos ligados ao bolsonarismo, reforçando o antagonismo entre o magistrado e a extrema direita. Desde então, recusou convites para retornar ao país, preferindo concentrar suas viagens na Europa, onde participa de congressos e atividades acadêmicas.

A resistência do ministro diante das manobras promovidas pelo deputado federal licenciado e “autoexilado” (como ele gosta de se identificar) Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atua diretamente em Washington para fomentar a perseguição, demonstra sua confiança na independência do Judiciário e sua postura de não se deixar intimidar por estratégias de retaliação política.

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Fonte: Revista Fórum

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2 Comentários

1 comentário

  1. vorbelutrioperbir

    05/07/2025 em 16:25

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Brasil

Custo da cesta básica cai em todas as capitais brasileiras no segundo semestre

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Parceria entre Conab e Dieese aponta redução generalizada nos preços; Boa Vista lidera o ranking com queda superior a 9% no período

O custo da alimentação básica no Brasil apresentou um alívio significativo para o bolso do consumidor no encerramento de 2025. Dados divulgados nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revelam que todas as 27 capitais do país registraram queda no valor da cesta básica ao longo do segundo semestre do ano passado. O balanço é fruto de uma parceria estratégica com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que ampliou o monitoramento de 17 para todas as 27 capitais, incluindo dez cidades que nunca haviam tido seus dados avaliados oficialmente.

A redução nos preços variou entre -9,08% e -1,56%, dependendo da região. Boa Vista (RR) consolidou-se como a capital com a maior deflação no setor de alimentos, reduzindo o custo da cesta de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Outras cidades também apresentaram recuos expressivos, como Florianópolis (-7,67%), Brasília (-7,65%) e Vitória (-7,05%). Na outra ponta da tabela, embora ainda com variação negativa, Belo Horizonte registrou a queda mais tímida, com -1,56%, seguida por Macapá (-2,10%) e Campo Grande (-2,16%).

Segundo a Conab, essa trajetória de queda é reflexo direto do aumento da produção interna nacional. O fortalecimento do setor agropecuário, impulsionado por recordes de financiamento tanto para o agronegócio empresarial quanto para a agricultura familiar, permitiu uma oferta maior de produtos essenciais nas prateleiras dos mercados. Itens como o tomate, por exemplo, registraram quedas de preço em todos os centros urbanos pesquisados, contribuindo diretamente para o resultado positivo do índice nacional.

No vídeo a seguir, analistas econômicos detalham como a safra recorde de 2025 impactou diretamente o preço final dos alimentos e quais são as projeções de abastecimento para o primeiro trimestre de 2026.

O impacto social dessa redução é sentido principalmente pelas famílias de baixa renda, que comprometem a maior parte do orçamento com alimentação. Em Manaus, a redução de R$ 54,36 no custo mensal da cesta básica permitiu um fôlego financeiro importante, enquanto em Fortaleza, o valor economizado chegou a R$ 61,09 por mês no acumulado do semestre. Especialistas apontam que a manutenção de juros subsidiados no Plano Safra foi o diferencial para garantir que o produtor tivesse capacidade de investir sem repassar custos elevados ao consumidor final.

A isonomia dos dados foi garantida pela metodologia unificada aplicada em todas as capitais, permitindo uma comparação justa entre as diferentes realidades regionais. No Centro-Oeste, o destaque absoluto foi Brasília, que liderou a queda na região. No Sudeste, Vitória superou capitais maiores como São Paulo e Rio de Janeiro na velocidade da redução de preços. Essa descentralização das estatísticas ajuda o governo a formular políticas de segurança alimentar mais precisas, identificando gargalos logísticos onde a queda foi menor.

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A parceria entre a Conab e o Dieese, firmada em agosto de 2025, é vista como um marco para a transparência pública. Ao incluir capitais que antes eram ignoradas pelas estatísticas nacionais, o monitoramento oferece um mapa real da fome e do custo de vida no Brasil. A integração dos dados fortalece a Política Nacional de Abastecimento Alimentar, permitindo intervenções mais rápidas em casos de quebras de safra ou problemas de distribuição que poderiam elevar os preços artificialmente.

Para 2026, a expectativa é que a estabilidade se mantenha, desde que as condições climáticas não prejudiquem as lavouras de ciclo curto. O governo aposta na continuidade da expansão da agricultura familiar como garantia de que o prato do brasileiro continue sendo abastecido com preços acessíveis. A queda generalizada celebrada pela Conab serve como um indicador de que a produção recorde no campo está, finalmente, traduzindo-se em poder de compra real nas cidades.

A vigilância sobre os preços continuará sendo mensal, e os consumidores podem acompanhar as atualizações através dos portais oficiais. A transparência no setor de alimentos é considerada fundamental para evitar especulações de mercado e garantir que a inflação de alimentos permaneça sob controle, protegendo a segurança nutricional de milhões de cidadãos brasileiros de Norte a Sul do país.


*Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

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Brasil

Minha Casa Minha Vida pode ser o motor da reindustrialização

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Integração entre moradia e polos fabris surge como estratégia para reduzir rotatividade, aumentar a produtividade e fortalecer o pilar social do ESG

A discussão sobre o futuro da indústria brasileira ganhou um novo e fundamental ingrediente: a localização da moradia do trabalhador. Em um artigo recente, o deputado federal Zeca Dirceu defende que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve deixar de ser visto apenas como uma política de assistência social para se tornar uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. A proposta é clara: integrar a habitação aos polos industriais para solucionar gargalos históricos de contratação e retenção de mão de obra.

Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades operacionais porque seus colaboradores residem longe das fábricas. O resultado é um ciclo oneroso de alta rotatividade e baixa produtividade, além do desgaste físico e mental de quem enfrenta horas no transporte público. Sob a ótica do ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), garantir moradia digna e próxima ao emprego não é apenas uma questão de bem-estar, mas um fator de competitividade que atrai investimentos e estabiliza as cadeias produtivas.

O impacto positivo dessa integração é sistêmico. Quando o trabalhador mora perto da fábrica, ele reduz gastos com transporte e aluguel, aumentando sua renda disponível. Para a empresa, os custos de rotatividade diminuem. Para o município, há uma melhoria no planejamento urbano e na arrecadação. “A nova política industrial brasileira começa na porta da fábrica e na chave da casa própria”, ressalta o parlamentar, destacando que países desenvolvidos já tratam habitação e produção como agendas inseparáveis.

O novo MCMV e as metas para o final de 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida já passou por diversas transformações desde sua criação em 2009, entregando mais de 8,4 milhões de unidades. No entanto, o foco para 2026 é a diversificação de modalidades. Além das novas construções, o governo federal direcionou atenção especial para a reforma e melhoria habitacional, com uma previsão de investimento de R$ 30 bilhões até o fim deste ano. Esse fôlego financeiro visa não apenas dar um teto, mas garantir que as residências existentes tenham condições dignas de habitabilidade.

A sugestão de criar uma linha específica do programa voltada ao trabalhador da indústria — com subsídios diferenciados ou cotas exclusivas — ganha fôlego entre empresários, prefeitos e sindicatos. Essa medida poderia acelerar a reconstrução de uma classe média produtiva, especialmente em regiões que buscam atrair novas plantas industriais tecnológicas. O objetivo é evitar que o custo imobiliário em áreas próximas a distritos industriais se torne um impedimento para o crescimento econômico regional.

Em Fortaleza, por exemplo, entregas recentes como as do Residencial Cidade Jardim III mostram o potencial de transformação dessas comunidades. No entanto, o desafio para o restante de 2026 será garantir que esses novos projetos estejam conectados a eixos de transporte e emprego. Integrar a justiça ambiental com a eficiência econômica parece ser o caminho para que o Brasil não apenas produza mais, mas produza com maior coesão social e sustentabilidade a longo prazo.

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Com informações: Diplomatique

 

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Brasil

Porto de Santos bate recorde histórico com 186 milhões de toneladas

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O maior complexo portuário da América Latina cresceu 3,6% em 2025, impulsionado pela soja e pelo comércio com a China, consolidando-se como motor do PIB

O Porto de Santos, em São Paulo, encerrou o ano de 2025 com uma marca sem precedentes na história da logística nacional. O complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas de carga, superando o recorde anterior de 2024 e reafirmando sua posição como a principal porta de saída das riquezas brasileiras. Esse crescimento de 3,6% reflete não apenas a pujança do agronegócio, mas também a eficiência das recentes expansões na infraestrutura portuária.

As exportações foram o grande destaque do ano, somando 137,4 milhões de toneladas, um salto de 4,6%. No topo da lista de embarques aparecem as commodities que sustentam a balança comercial: a soja liderou com quase 45 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, milho e celulose. Esse fluxo massivo de mercadorias fez com que o porto fosse responsável por quase 30% de toda a corrente comercial do Brasil, evidenciando que quase um terço de tudo o que o país negocia com o mundo passa pelo cais santista.

A relação comercial com a China continua sendo o pilar central das operações em Santos. Em 2025, o gigante asiático foi o destino ou origem de 29,6% de todo o fluxo de cargas. Esse alinhamento estratégico permitiu que o porto registrasse recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres, demonstrando uma resiliência operacional que acompanhou o crescimento da demanda global por alimentos e matérias-primas brasileiras.

Investimentos e infraestrutura para 2026

O sucesso operacional de 2025 é creditado ao planejamento de longo prazo e à segurança jurídica atraída pelo setor. Segundo Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, a constância nos recordes mensais prova que os investimentos em dragagem e acessos terrestres estão surtindo efeito. O porto não apenas recebeu mais carga, mas operou mais navios: foram 5.708 atracações ao longo do ano, um aumento de 2,7% que exigiu precisão cirúrgica na gestão do tráfego marítimo.

Olhando para o futuro imediato, o governo federal aposta em projetos estratégicos para manter o ritmo de crescimento. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da capacidade de contêineres, através de projetos como o Tecon Santos 10, será o próximo divisor de águas. Essas obras visam preparar o porto para uma nova classe de navios gigantes, garantindo que o Brasil não perca competitividade frente a outros centros logísticos globais.

Nas importações, o porto manteve estabilidade com 49 milhões de toneladas desembarcadas. Os insumos para o campo, como adubos e fertilizantes, lideraram as entradas, seguidos por combustíveis e trigo. Essa dinâmica de “mão dupla” — exportar alimento processado e importar insumos para a produção — cria um ecossistema econômico vital para o interior do país, especialmente para estados produtores que dependem da ferrovia e das rodovias que desaguam em Santos.

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Com informações: Agência Brasil

 

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