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Guia completo: como sobreviver se houver um apagão no Brasil

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Descubra como se preparar para blecautes prolongados com dicas práticas de segurança, comunicação e abastecimento para proteger sua família durante uma crise energética

Na última semana, um apagão de grandes proporções atingiu países da Europa, deixando milhões de pessoas no escuro. Em apenas cinco segundos, o sistema elétrico colapsou, afetando supermercados, hospitais, semáforos e transporte público, como trens e metrôs. O episódio reacendeu o alerta entre os brasileiros: estamos preparados para uma crise energética como essa?

Embora o sistema elétrico brasileiro seja diferente do europeu, especialistas apontam que eventos climáticos extremos e falhas operacionais podem desencadear situações semelhantes por aqui.

O que fazer, então, se uma situação dessas acontecesse no Brasil?

Separamos um passo a passo para manter sua segurança em caso de um blecaute. Veja:

Monte um kit de emergência doméstico

Tenha sempre à mão um kit básico de sobrevivência, com itens essenciais para enfrentar horas ou dias sem energia:

  • Lanternas e pilhas extras (ou luzes de LED recarregáveis);
  • Rádios a pilha ou de manivela para acompanhar notícias;
  • Power banks carregados;
  • Apito, megafone ou sinalizador para emergências; e
  • Kit de primeiros socorros (remédios pessoais em casos de doenças autoimunes, curativos, desinfetantes de feridas, álcool 70%, produtos que purifiquem água e a tornem potável, etc).
Estoque de emergência: o que ter em casa

Manter um estoque prévio pode fazer toda a diferença. Priorize:

  • Água potável: ao menos 10 litros por pessoa;
  • Alimentos não perecíveis: que não precisam de refrigeração, mas lembre-se de conservá-los em locais frescos e rotacionar para que não vençam;
  • Medicamentos de uso contínuo;
  • Produtos de higiene e limpeza;
  • Baterias, fósforos e velas (use com cautela); e
  • Dica: conserve os alimentos em locais frescos e rotacione o estoque para evitar vencimentos.
Prepare sua casa para apagões prolongados
  • Investir em infraestrutura de resiliência pode aumentar muito sua segurança:
  • Instale isolamento térmico para manter a temperatura em dias quentes ou frios;
  • Considere painéis solares com baterias e/ou um gerador portátil;
  • Deixe rádios, lanternas e carregadores sempre acessíveis; e
  • Verifique se portas e janelas estão seguras contra invasões e que ainda sim sejam fáceis de abrir manualmente.
Segurança durante o apagão: o que evitar
  • Evite o uso de velas dentro de casa: priorize lanternas, especialmente à noite;
  • Não opere geradores em locais fechados (risco de intoxicação por monóxido de carbono);
  • Hidrate-se constantemente, mesmo em ambientes escuros e quentes;
  • Evite sair de casa nos primeiros momentos do apagão, quando o caos urbano pode ser maior; e
  • Não dirija se os semáforos estiverem desligados — risco alto de acidentes.
Como se manter informado durante um apagão

A comunicação pode ser limitada, mas existem formas de acompanhar notícias e alertas de emergência:

  • Rádio FM/AM com pilhas ou manivela;
  • Aplicativos que funcionam offline ou com baixo sinal (alertas da Defesa Civil, por exemplo);
  • Participe de grupos de bairro no WhatsApp ou Telegram para troca de informações locais caso haja rede móvel; e
  • Siga fontes confiáveis nas redes sociais (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, INMET) e não caia em fake news.

Em suma, tenha sempre um kit de emergência, faça estoque (com água potável, medicamentos, suprimentos e baterias), prepare sua casa para o inesperado (por meio de isolamento térmico, geradores e/ou painéis solares, rádios de pilha ou recarregáveis, kits de primeiros socorros e afins), cuide da sua segurança e de quem estiver próximo de você (evite uso de velas dentro de casa, lembre-se sempre de manter uma ventilação e hidratação adequadas, se exponha pouco fora de casa, evite dirigir nos primeiros dias, transmita calma aos pequenos, e não pegue transporte público em caso de colapso), e aprenda a se comunicar da forma correta durante crises.


Fonte: Revista Fórum

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Gabinete de Alexandre de Moraes divulga balanço de três anos do 8 de janeiro com 1.399 réus responsabilizados

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Relatório detalha condenações, acordos de não persecução penal e o panorama das prisões de envolvidos em atos antidemocráticos; danos morais coletivos somam R$ 35 milhões

O Gabinete do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou nesta quinta-feira (8) um relatório detalhado sobre a responsabilização criminal dos envolvidos nos atos antidemocráticos e na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2023. O documento revela que 1.399 réus já foram responsabilizados penalmente pelas invasões às sedes dos Três Poderes. O balanço destaca que a maioria das punições (69,8%) concentra-se em Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs) e penas privativas de liberdade de até um ano.

A estrutura das sanções foi dividida conforme a gravidade das condutas e a participação em núcleos da organização criminosa. Enquanto centenas de réus confessaram culpa para evitar o processo penal, o STF impôs condenações severas aos executores e estrategistas, com penas que chegam a 28 anos de prisão em casos de crimes graves, como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio tombado.

Detalhamento das condenações e sanções

O Judiciário aplicou diferentes regimes de punição baseados no Código Penal e na Lei de Organizações Criminosas:

  • Crimes Graves: 391 réus foram responsabilizados por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

  • Crimes Menos Graves: 415 réus responderam por incitação e associação criminosa.

  • ANPPs: 564 pessoas firmaram acordos de não persecução penal mediante confissão de culpa.

  • Indenizações: O tribunal fixou o pagamento de R$ 30 milhões em danos morais coletivos para os condenados por crimes graves e R$ 5 milhões para os réus de crimes menos graves.

  • Perfil das Penas: O relatório aponta que 40,3% do total de responsabilizados firmaram ANPPs, enquanto 30% receberam penas privativas de liberdade.

Panorama atual do sistema prisional

Atualmente, o total de presos relacionados aos atos de 8 de janeiro é de 179 pessoas. O relatório apresenta a seguinte distribuição:

  • Regime Fechado: 114 detentos cumprem pena em regime fechado após condenação transitada em julgado.

  • Prisões Preventivas: Apenas 8 pessoas permanecem presas preventivamente no estágio atual das investigações.

  • Prisões Domiciliares: Há 50 réus em prisão domiciliar, sendo 39 mulheres e 11 homens.

  • Dados por Gênero: Entre as prisões definitivas, o sistema registra 93 mulheres e 36 homens.

Procedimentos e investigações em curso

O STF mantém frentes de trabalho ativas para concluir os julgamentos e identificar novos envolvidos em quatro núcleos principais: Crucial, Estratégico, Executores e Desinformação. Estão em andamento 518 investigações e 346 ações penais que já se encontram em fase de alegações finais ou prontas para julgamento. Ao longo das sessões realizadas entre setembro e dezembro de 2025, o tribunal ouviu 154 testemunhas e contou com a participação de 127 advogados.

Leia a íntegra do Relatório:

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Com informações: Gabinete do Ministro Alexandre de Moraes (STF)

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Presidente sanciona campanha Julho Dourado para promover saude de animais e prevenir zoonoses

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Nova lei institui mes de conscientizacao sobre bem-estar animal, incentivo a adocao e combate ao abandono em todo o territorio nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.322/2026, que cria oficialmente a campanha Julho Dourado. Publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (7), a medida estabelece um período anual dedicado a acoes de saude para animais domésticos e de rua, alem do fortalecimento de estrategias para a prevencao de zoonoses (doencas transmitidas de animais para humanos). A iniciativa busca sensibilizar a populacao sobre o zelo com os animais e a importancia da adocao responsavel, enfrentando o cenário de mais de 30 milhoes de animais abandonados no Brasil, segundo estimativas da Organizacao Mundial da Saude (OMS).

A campanha tambem possui um carater educativo, prevendo a realizacao de palestras, seminarios e mobilizacoes para divulgar a Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Unesco. Alem disso, a lei incentiva a iluminacao de predios publicos e privados na cor dourada durante o mes de julho. Para o governo, o investimento em prevencao e controle populacional animal ajuda a reduzir gastos publicos com saude e mitiga impactos negativos na mobilidade urbana e no turismo causados pelo abandono em vias publicas.

Objetivos centrais do Julho Dourado

A campanha articula acoes entre governo, iniciativa privada e ONGs para alcancar resultados efetivos:

  • Saude e Bem-Estar: Promocao de qualidade de vida para animais de estimacao e animais comunitarios.

  • Prevencao de Zoonoses: Educacao sobre vacinacao e cuidados preventivos para evitar doencas como raiva e leishmaniose.

  • Adocao Responsavel: Incentivo ao acolhimento de caes e gatos abandonados, reduzindo a superpopulacao nas ruas.

  • Conscientizacao Juridica: Divulgacao dos direitos dos animais e reforco das penalidades para crimes de maus-tratos.

Impacto na saude publica e sociedade

O Julho Dourado nao foca apenas nos animais, mas na integracao da saude animal com a saude humana (Saude Unica). Medidas de controle e educacao previnem a disseminacao de enfermidades e reduzem o numero de incidentes envolvendo animais em situacao de risco. A participacao voluntaria de predios e instituicoes na decoracao dourada simboliza o compromisso da sociedade com a causa animal e ajuda a fixar o tema no calendario oficial de politicas publicas do pais.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Brasil atinge recorde de 49 milhões de empregos formais e debate fim da escala 6×1

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Ministro Luiz Marinho destaca consistência no crescimento do mercado de trabalho, reajuste do salário mínimo e novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador

O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma marca histórica: mais de 5 milhões de empregos formais gerados desde o início de 2023. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro nesta quarta-feira (7), o titular da pasta do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o país atingiu 49,09 milhões de vínculos ativos, o maior número da série histórica do Novo Caged. Aliado a isso, o índice de desemprego recuou para 5,2%, o menor patamar já registrado no país. Para o ministro, os dados não representam uma “bolha”, mas sim um crescimento sólido e distribuído por todos os estados e setores econômicos.

O cenário positivo no emprego é acompanhado por políticas de fortalecimento da renda. Desde o primeiro dia de 2026, o novo salário mínimo de R$ 1.621 está em vigor, representando um aumento de 6,7% (com ganho real acima da inflação). Além disso, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar mais recursos na economia, beneficiando diretamente o consumo e o bem-estar das famílias brasileiras.

Prioridades e transformações no mundo do trabalho

O governo elenca temas estruturais para melhorar a qualidade de vida do trabalhador em 2026:

  • Fim da Escala 6×1: O ministro classificou a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso como “cruel” e afirmou que a redução da jornada máxima é prioridade para garantir saúde mental e harmonia familiar.

  • Qualificação Digital: Parceria com a Microsoft visa capacitar milhões de jovens em competências técnicas (além das redes sociais), facilitando a inserção em postos de trabalho que exigem domínio de ferramentas profissionais.

  • Modernização do PAT: Novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador limitam as taxas de repasse de intermediários, o que deve atrair mais pequenos restaurantes e mercados para o sistema.

  • Seguro Defeso: O Ministério passa a analisar com mais rigor a condição de pescador artesanal para garantir que o benefício chegue a quem vive exclusivamente da pesca, combatendo fraudes.

Impacto econômico e projeções para 2027

A política de valorização do salário mínimo continua atrelada ao crescimento do PIB. Como a economia brasileira apresenta sinais de expansão contínua em 2026, Marinho projetou que um novo aumento real será garantido para 2027. O ministro defende que a melhoria no ambiente de trabalho e o aumento do poder de compra são os motores que mantêm o ciclo de crescimento consistente, permitindo que o Brasil siga no “rumo certo” do desenvolvimento social.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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