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Economia

Haddad destaca impacto positivo da isenção do IR até R$ 5 mil no curto e longo prazo

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Ministro da Fazenda afirmou que medida tem papel fundamental para redução da desigualdade no país

O impacto micro e macroeconômico da ampliação da isenção do Imposto de Renda é benéfico para a economia brasileira tanto no curto quanto no longo prazo, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (23/4). Ele voltou a se referir ao fato de o Brasil estar entre as 10 maiores economias do mundo e, ao mesmo tempo, entre as 10 mais desiguais, ressaltando que o país não pode continuar nessa situação e que o aumento da progressividade do sistema tributário do país tem papel fundamental para a resolução desse paradoxo.

“Não faltará apoio técnico do Ministério da Fazenda para ele formar o melhor juízo possível sobre esse projeto”, disse Haddad referindo-se ao relator do projeto de lei do Imposto de Renda na Câmara Federal, o deputado Arthur Lira (PP-AL). O ministro fez essa afirmação ao lado do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que também participou do painel de abertura do evento CNN Talks – Especial CNN Money: Pulso Econômico/As novas Regras do Jogo, realizado em Brasília. Motta enfatizou que o projeto é prioridade da Câmara e que outras pautas não prejudicarão seu andamento.

“Escolhemos 141 mil brasileiros com mais de R$ 1 milhão de renda por ano que, por uma série de brechas, não pagam impostos”, disse Haddad sobre a medida compensatória para a ampliação da isenção do Imposto de Renda àqueles que ganham até R$ 5 mil por mês. “Do nosso ponto de vista, chegamos a um desenho muito satisfatório”, acrescentou, comentando que três secretarias participaram diretamente da elaboração do projeto: Receita Federal do Brasil (RFB), Secretaria de Reformas Econômicas (SRE) e Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (Sert).

Perguntado sobre o quadro atual da economia global, e especificamente sobre a guerra tarifária deflagrada pelo governo dos Estados Unidos, Haddad disse não ver risco de recessão no Brasil. “Minha expectativa pessoal é de que vamos ter novos capítulos nesse confronto nas próximas semanas”, comentou. O ministro completou com a informação de que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2,5% em 2025 se mantém. O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, também participou do painel, mediado pelo jornalista Fernando Nakagawa.

Reformas

Os secretários do Ministério da Fazenda Bernard Appy (Reforma Tributária) e Marcos Pinto (Reformas Econômicas) também participaram do evento. Perguntado sobre a medida compensatória da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, Appy disse que a oneração das rendas altas e a redução de gastos tributários não são medidas excludentes. “As duas agendas não são contraditórias, elas são complementares”, argumentou.

Appy reiterou o aumento do potencial de crescimento da economia gerado pela Reforma Tributária do consumo, cuja principal lei complementar (LC 214/2025) foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano. “O bom sistema tributário tem que, de um lado, criar condições para a economia crescer mais, e, de outro lado, tornar a economia mais justa”, disse. Segundo o secretário, o sistema tributário atual é tão distorcido que o mundialmente tradicional “trade-off ” (conflito) entre avanço na economia e aumento da justiça social, mediante a elevação da progressividade na tributação, não ocorre no Brasil.

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Marcos Pinto abordou várias inciativas de destaque na agenda da SRE, uma das quais o  crédito consignado privado. Segundo o secretário, mais de R$ 8 bilhões em empréstimos já foram concedidos, em cerca de um mês de operação do programa. Ele relatou que aproximadamente 70% dos créditos estão sendo direcionados para a renegociação de dívidas. “O consumidor está trocando uma dívida mais cara por uma mais barata”, disse. “No fundo, é um grande programa de redução de juros”, definiu.

O secretário de Reforma Econômicas também falou sobre novidades voltadas aos empreendedores, entre elas o uso do PIX como garantia de crédito. O projeto, em estudo, consiste no pagamento do empréstimo com valores recebidos por meio do PIX. De acordo com Marcos Pinto, o mecanismo tem condições de reduzir o risco de inadimplência e os juros. A SRE, conforme o secretário, tem mantido diálogo sobre o assunto com empreendedores, um dos públicos prioritários do órgão.


Fonte: Revista Fórum

Brasil

Salário mínimo terá aumento de r$ 103 e chegará a r$ 1.621 em 2026

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O reajuste, que passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, utiliza o INPC e a política de ganho real limitada a 2,5% pelo novo arcabouço fiscal, beneficiando 59,9 milhões de brasileiros.


O salário mínimo no Brasil terá um aumento de R$ 103 a partir de 1º de janeiro de 2026, atingindo o valor de R$ 1.621. O novo montante, que substitui o valor atual de R$ 1.518, será pago aos trabalhadores e beneficiários a partir de fevereiro, após a formalização por meio de decreto do presidente Lula (PT).

O reajuste foi confirmado após a divulgação do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é a base de cálculo para a correção anual.

A Nova Regra de Valorização

O governo Lula resgatou a política de valorização do salário mínimo, que garante reajustes acima da inflação, diferentemente dos governos anteriores, que corrigiram o piso apenas pelo índice inflacionário.

A fórmula de valorização estabelecida em lei considera dois fatores:

  1. O INPC acumulado até novembro (índice de inflação).

  2. O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (ganho real).

Apesar de o crescimento do PIB de 2024 (3,4%) levar a um valor projetado de R$ 1.636, uma lei aprovada em dezembro do ano passado limitou o ganho real a 2,5% em função das restrições do novo arcabouço fiscal.

O valor final de R$ 1.621 resulta da soma da inflação de 4,18% (INPC acumulado) com o ganho real máximo de 2,5%.

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Impacto Econômico e Social

O salário mínimo serve como referência para 59,9 milhões de pessoas no país, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além dos trabalhadores com carteira assinada, o reajuste beneficia diretamente:

  • Aposentadorias e pensões que recebem o piso.

  • Abono salarial.

  • Benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A correção do mínimo também tem reflexos indiretos importantes na economia, como o aumento do salário médio e da capacidade de consumo das famílias.


Com informações: Revista Fórum

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Brasil

Lula comenta revogação da Lei Magnitsky contra Moraes e envia recado a Tarcísio sobre a economia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no evento de lançamento do SBT News e comentou a revogação da lei Magnitsky pelo governo dos EUA contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O presidente revelou ter negociado com o ex-presidente Donald Trump a suspensão da sanção e celebrou a decisão como uma “vitória da democracia brasileira”. Lula também aproveitou a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para rebater prognósticos econômicos negativos.


Lula e a Negociação Internacional 🇧🇷 🇺🇸

O presidente Lula destacou que a revogação da sanção imposta pelos estados Unidos a Alexandre de Moraes, sua esposa e o instituto Lex foi resultado de um diálogo que ele elevou à esfera de “nação para nação”.

  • Diálogo com Trump: Lula relatou ter conversado com Donald Trump na semana anterior sobre a sanção, enfatizando que a questão não era pessoal, mas sim sobre a soberania e a democracia brasileira.

    “Não é possível admitir que um presidente de um país possa punir, com as leis dele, autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. A tua vitória, Alexandre, é a vitória da democracia brasileira”, afirmou Lula.

  • A Lei Magnitsky: Esta lei permite que os EUA apliquem sanções (como revogação de vistos) contra indivíduos ou instituições acusados de corrupção ou violação de direitos humanos fora da jurisdição estadunidense. A sanção contra Moraes havia sido anunciada em julho.

Moraes Agradece e Celebra a Soberania Nacional ⚖️

Em seu discurso, o ministro Alexandre de Moraes agradeceu publicamente o empenho do presidente Lula e sua equipe. Moraes classificou a suspensão da sanção como uma “tripla vitória”:

  1. Vitória do Judiciário brasileiro: Que não se vergou a ameaças ou coações.

  2. Vitória da soberania nacional: Pois o país não admitiu a invasão na soberania.

  3. Vitória da democracia: O Brasil estaria dando um exemplo de força institucional.

Economia e Mensagem a Tarcísio 📈

Durante a celebração, o presidente também abordou a situação econômica brasileira, dirigindo-se diretamente ao governador Tarcísio de Freitas:

“Eu estava vendo uma matéria no jornal e todos os prognósticos negativos contra a economia brasileira anunciados no início de janeiro não deram certo, Tarcísio. Tudo melhorou no mês de outubro.”


Com informações: Revista Fórum

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Economia

De centro de pesca a paraíso fiscal: A rápida e estratégica transformação de Dubai

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Dubai, um dos principais polos financeiros e turísticos do oriente Médio, experimentou uma das mais rápidas transformações urbanas e econômicas do século XX. Originalmente um pequeno assentamento focado na pesca, comércio e extração de pérolas, o emirado utilizou a descoberta de pequenas reservas de petróleo para financiar uma intensa diversificação econômica, tornando-se hoje um dos principais paraísos fiscais do mundo

Do Mar ao Petróleo: O Início da Mudança 🏗️

Até meados de 1900, a economia de Dubai era baseada em atividades marítimas. O ponto de viragem ocorreu com a descoberta de petróleo em quantidades modestas.

  • Financiamento da Infraestrutura: Embora as reservas fossem menores do que as de outros países do golfo Pérsico, a exploração inicial do petróleo permitiu ao governo financiar obras de infraestrutura cruciais, como estradas, instalações portuárias e o aeroporto, preparando o emirado para o futuro.

  • Declínio do Petróleo no PIB: Inicialmente, os hidrocarbonetos representavam cerca de 50% do PIB de Dubai. Hoje, essa área econômica representa menos de 1% do total.

A Estratégia de Diversificação e o Estatuto de Paraíso Fiscal 💰

A partir das décadas de 1970 e 1980, as autoridades locais implementaram uma política estratégica de diversificação, visando o comércio, finanças e turismo, para garantir a sustentabilidade econômica pós-petróleo.

  • Atratividade Fiscal: O governo estruturou zonas com baixa tributação para atrair empresas internacionais e investidores, desenvolvendo legislações específicas para o setor de serviços financeiros.

  • Porto Seguro para Investidores: A posição estratégica e as políticas de baixa regulamentação transformaram Dubai em um refúgio para bilionários e um dos principais paraísos fiscais do mundo. Ricardo Soares de Oliveira, professor da universidade de Oxford, afirma que os Emirados Árabes Unidos toleram fluxos e transações ilícitas que outros centros financeiros evitam.

Grande parte da força de trabalho essencial para a construção de projetos grandiosos, como o burj Khalifa, é composta por imigrantes de países do sul da Ásia (como índia e paquistão), que trabalham sob condições de baixa remuneração e legislações trabalhistas quase inexistentes.


Com informações: Revista Fórum

 

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