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Governo Federal

Haddad é recebido por secretário do Tesouro de Trump nos EUA

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Ministro Haddad foi à Califórnia buscar investimentos em data centers. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil

Em meio à guerra tarifária promovida pelo governo de Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se, neste domingo (4), com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O encontro ocorreu em Los Angeles, para onde o ministro viajou nesta semana para buscar investimentos em data centers (centro de dados) no Brasil.

Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil.

Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad porque o ministro apenas passará pela Califórnia, antes de ir para o México, na noite de terça-feira (6). No entanto, na última quarta-feira (30), o ministro da Fazenda anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano.

“Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira. Na ocasião, porém, Haddad afirmou que a reunião provavelmente seria virtual e ocorreria após seu regresso ao Brasil.

Na quarta-feira, Haddad afirmou que a sobretaxa de 10% do governo norte-americano aos produtos brasileiros e as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, que entraram em vigor em março, deveriam ser discutidas. No entanto, o ministro da Fazenda ressaltou que as negociações comerciais estão sendo conduzidas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin.

“Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad.

Viagem de Haddad aos Estados Unidos

Haddad chegou no sábado a Los Angeles para apresentar o novo plano do governo brasileiro para investimento em centro de dados e de inteligência artificial. O ministro pretende ressaltar a liderança do Brasil em energias renováveis e explicar a proposta de desoneração de investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional.

Na noite deste domingo, Haddad terá um jantar com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken, instituto da Califórnia que promove fóruns políticos e econômicos. Na segunda-feira (5), o ministro participa de dois painéis na conferência anual organizada pelo instituto.

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Em Los Angeles, o ministro da Fazenda se reunirá com a diretora-financeira (CFO) do Google, Ruth Porat. No mesmo dia, o ministro viajará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá com o presidente-executivo da Nvdia, Jensen Huang.

Na terça-feira (6), Haddad participará de um café da manhã com empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon.

Na terça à noite, o ministro da Fazenda embarca para o México. A viagem se encerra na quarta-feira (7), com um café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Na mesma manhã, Haddad terá uma reunião com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano. Segundo o Ministério da Fazenda, a viagem ao México concentra-se no aprofundamento das relações bilaterais.


Fonte: Revista Fórum

Cultura

Governo Federal prepara lançamento da plataforma ‘Tela Brasil’ para o 1º trimestre de 2026

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Com um investimento inicial de R$ 4,4 milhões, o novo streaming público e gratuito oferecerá mais de 500 títulos nacionais para democratizar o acesso ao audiovisual brasileiro

O Ministério da Cultura (MinC) está finalizando os preparativos para o lançamento da Tela Brasil, uma plataforma de streaming pública e gratuita que promete revolucionar o acesso às produções audiovisuais do país. Com previsão de estreia para este primeiro trimestre de 2026, a iniciativa faz parte de um esforço estratégico do Governo Federal para valorizar a cultura nacional e fortalecer o setor audiovisual, permitindo que obras brasileiras alcancem públicos que hoje encontram barreiras no mercado comercial de streaming.

Atualmente em fase final de testes, a plataforma reunirá um catálogo diversificado com aproximadamente 555 obras, incluindo curtas, médias e longas-metragens, além de séries nacionais. O projeto recebeu um investimento de R$ 4,4 milhões e visa não apenas o entretenimento da população em geral, mas também o suporte pedagógico em todo o território nacional.


Fomento à Educação e Apoio Escolar

Um dos grandes diferenciais da Tela Brasil será sua integração com o sistema de ensino. A plataforma servirá como ferramenta fundamental para que as escolas cumpram a Lei 13.006/2014, que obriga a exibição de filmes nacionais no ambiente escolar por, no mínimo, duas horas mensais.

  • Acesso Facilitado: Estudantes e professores terão um repositório centralizado de obras com relevância histórica e cultural.

  • Diversidade de Formatos: O catálogo contemplará diferentes gêneros, facilitando a escolha de conteúdos adequados para cada faixa etária e disciplina.


Detalhes do Lançamento

Embora a data exata da inauguração ainda não tenha sido divulgada, o Ministério da Cultura informou que os detalhes sobre a forma de acesso e os dispositivos compatíveis serão anunciados em breve.

Característica Detalhe
Custo para o usuário Gratuito
Previsão de lançamento 1º Trimestre de 2026
Número de obras Aprox. 555 títulos
Tipos de conteúdo Filmes (curtas/longas) e Séries
Investimento R$ 4,4 milhões

A Tela Brasil surge como uma resposta à necessidade de ampliar a visibilidade do cinema brasileiro e garantir que a produção financiada por recursos públicos retorne diretamente à sociedade em forma de lazer e educação.


Com informações: Ministério da Cultura / Governo do Brasil / PT

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Governo Federal

Lula sanciona regulamentação da reforma tributária e lança plataforma digital para monitorar novos impostos

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Presidente cria Comitê Gestor do IBS e plataforma para garantir transparência nas alíquotas; sistema foca em desoneração da cesta básica e cashback para baixa renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (13), a lei que regulamenta a fase final da reforma tributária e institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Durante a cerimônia, foi lançada a Plataforma Digital da Reforma Tributária, ferramenta intuitiva que permitirá a empresas e cidadãos simularem as novas regras e visualizarem o custo real de impostos em cada produto. Segundo o presidente, a medida encerra décadas de burocracia, estabelecendo um marco de estabilidade jurídica e econômica para o país.

A reforma simplifica o sistema ao substituir tributos antigos por dois novos impostos centrais. O IBS unifica os impostos estaduais (ICMS) e municipais (ISS), sob gestão de estados e municípios por meio do novo comitê. Já a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substitui os federais PIS e Cofins. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o novo modelo é baseado no valor agregado, evitando a cobrança em cascata e garantindo que cada etapa da cadeia pague apenas sobre o que produziu.

Entenda as mudanças com a nova regulamentação

A transição foca em eficiência digital e justiça fiscal:

  • Comitê Gestor do IBS: Monitorará a uniformização do imposto e a transparência na devolução de créditos tributários.

  • Plataforma Digital: Oferece “Apuração Assistida”, revelando taxas escondidas e reduzindo custos operacionais para pequenas empresas.

  • Cesta Básica e Saúde: Itens da cesta básica nacional terão alíquota zero; medicamentos e itens de higiene terão reduções drásticas.

  • Cashback Tributário: No segundo semestre de 2026, famílias de baixa renda começarão a receber a devolução de parte dos impostos pagos.

Foco social e destino da arrecadação

O governo reforçou que a CBS continuará vinculada ao financiamento da Seguridade Social, garantindo recursos para saúde, previdência e assistência social. Para Lula, a aprovação do projeto é um êxito histórico sobre as resistências políticas que impediram mudanças similares no passado. A implementação plena ocorrerá gradualmente nos próximos anos, com o objetivo de tornar o sistema mais progressivo e favorável ao crescimento econômico sustentável, simplificando a vida de quem produz e garantindo preços mais justos para quem consome.


Com informações: PT e Presidência da República

 

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Brasil

Lula sanciona leis que criam o Dia Nacional de Luto e registro unificado contra a violência de gênero

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Novas normas visam homenagear vítimas de feminicídio e padronizar dados estatísticos para facilitar a concessão de medidas protetivas e políticas públicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou duas novas legislações que ampliam os mecanismos de proteção e memória voltados às mulheres. A primeira, Lei 15.334/2026, institui o dia 17 de outubro como o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, em homenagem a Eloá Pimentel, assassinada nesta data em 2008. A segunda, Lei 15.336/2026, torna obrigatória a publicação bienal do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres, visando oferecer um diagnóstico preciso sobre a criminalidade de gênero no país.

Segundo o Palácio do Planalto, a unificação dos dados no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) permitirá que profissionais de justiça e segurança identifiquem com maior rapidez situações de risco de morte. Além das sanções, o governo iniciou em 2026 a articulação de um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio, sob coordenação da Secretaria de Relações Institucionais e com apoio da primeira-dama, Janja Lula da Silva, buscando integrar os esforços dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em todos os estados.

Detalhes das novas legislações

As medidas buscam transformar tanto a percepção social quanto a eficiência do Estado:

  • Dia Nacional de Luto (17 de Outubro): Marco para reflexão e combate ao ódio contra a mulher, simbolizado pelo caso Eloá Pimentel.

  • Padronização de Dados: O Registro Unificado obriga a coleta de informações detalhadas sobre violência doméstica e familiar.

  • Relatório Bienal: A cada dois anos, o governo deverá publicar análises técnicas que subsidiem a criação de novas políticas públicas.

  • Foco em Medidas Protetivas: A precisão dos dados ajudará juízes e delegados a reconhecerem precocemente o risco de feminicídio.

Pacto Nacional contra o Feminicídio

A sanção das leis acompanha o lançamento de um pacto estratégico que visa envolver todos os estados da federação. A iniciativa, reforçada por Lula ao final do ano passado, foca na ampliação de delegacias especializadas, casas da mulher brasileira e no monitoramento mais rigoroso de agressores. A determinação do governo para 2026 é reduzir os índices de violência que, segundo dados recentes do DataSenado, atingiram cerca de 3,7 milhões de mulheres em apenas um ano, reafirmando a segurança feminina como vértice central da agenda de direitos humanos do país.


Com informações: PT, Elas por Elas e Palácio do Planalto

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