Conecte-se conosco

Sociedade

Investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico chegam a quase R$ 13 bilhões em 2024

Publicado

em

Em 2023, esse valor, destinado a projetos de inovação e progresso econômico e social, havia chegado a R$ 3 bilhões

O Brasil segue investindo em tecnologia. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em 2024, foram aportados quase R$ 13 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico para promover o desenvolvimento econômico e social do país. O valor, cujo aumento é de R$ 10 bilhões em relação a 2023 (R$ 3 bilhões), é considerado recorde.

Esse movimento impacta diretamente tanto áreas como a de Tecnologia da Informação, quanto segmentos como o da geotecnologia. Para Fernanda Braga, gerente administrativa da APAT — Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia, “trata-se de um movimento importante para aquecer o mercado e estimular o desenvolvimento do país”. Segundo ela, “o último ano trouxe avanços significativos ao setor e possibilitou a implementação de novos recursos tecnológicos no trabalho dos profissionais, como a inteligência artificial”.

Inteligência artificial e geotecnologia

Para Fernanda, “as novas tecnologias, a exemplo da Inteligência Artificial, abrem oportunidades para aprimorar a qualidade e a eficiência dos serviços de topografia e agrimensura no Brasil por ampliarem a precisão de padronização de dados, facilitando análises e tomadas de decisões”.

A gerente da Associação elenca algumas das aplicabilidades da IA:

  • Geotecnologia: a IA é empregada na análise de imagens de satélite e dados de sensoriamento remoto, permitindo a classificação automática de uso do solo e detecção de mudanças ambientais.
  • Topografia: sistemas de IA auxiliam na interpretação de dados coletados, identificando padrões e anomalias que podem passar despercebidos, aumentando a precisão dos levantamentos.
  • Agrimensura: a IA é utilizada para otimizar o planejamento de uso da terra, analisando variáveis como topografia, hidrografia e vegetação para recomendar as melhores práticas de ocupação e cultivo.

Fernanda diz ainda que “esse movimento estimula a busca por capacitação, contribuindo para a criação de um círculo virtuoso de desenvolvimento”. Para auxiliar os trabalhadores dos setores de topografia e agrimensura, que utilizam ferramentas geotecnológicas em sua rotina, a Associação disponibiliza cursos e treinamentos atualizados para preparar os profissionais para o uso de drones, softwares de modelagem 3D e aplicações de IA.

Além disso, promove workshops e seminários, facilitando a troca de experiências e fomentando a discussão de melhores práticas e inovações. A entidade conta também com parcerias com instituições tecnológicas, estabelecendo colaborações com empresas e instituições de pesquisa para garantir que tenham acesso às ferramentas mais avançadas.

Anúncio

Sobre a APAT

A APAT (Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia) é a maior entidade brasileira de representação dos engenheiros agrimensores e topógrafos. Criada em 2020, a APAT atua também como um clube de vantagens para esses profissionais. A entidade surgiu a partir da necessidade de um grupo de trabalhadores que possuíam equipamentos topográficos e não encontravam soluções necessárias no mercado, como suporte, treinamentos e cursos promovidos por parceiros especializados, assistência técnica, equipamentos reserva, descontos e proteção, processos menos burocráticos, preços especiais, descontos e agilidade no atendimento. Atualmente, a entidade está presente em todos os estados do Brasil. Para saber mais, entre no link.


Informações para a imprensa: CDI Comunicação

Continue lendo
Anúncio

Clique para comentar

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Ato contra PL da dosimetria em Brasília concentra críticas a Motta

Publicado

em

Por

Protesto contra proposta que beneficia condenados por tentativa de golpe de estado, como Jair Bolsonaro, mira também a escala 6×1 o marco temporal e, principalmente, o presidente da Câmara, Hugo Motta.


Uma manifestação contra o projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que prevê penas mais brandas para condenados por tentativa de golpe de estado, ocorreu em Brasília (DF) neste domingo (14/12), reunindo cerca de 5 mil participantes, segundo estimativa inicial da Polícia Militar.

O foco principal do protesto, além da derrubada do PL da Dosimetria, foi o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB). O deputado foi chamado de “filhote de Lira”, em referência ao ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP – AL).

As principais mensagens exibidas nos cartazes e ouvidas no ato foram: “Congresso inimigo do povo”, “Fora Hugo Motta” e “Sem anistia”. Curiosamente, o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, um dos principais beneficiados pela proposta, foi menos citado do que o de Motta. O trompetista Fabiano Leitão, conhecido por tocar a marcha fúnebre durante a prisão de Bolsonaro, foi considerado uma “celebridade” pelos manifestantes.

Entenda o PL da Dosimetria

Aprovado pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10/12), o projeto estabelece mudanças nas regras de progressão de pena.

  • Alteração na Progressão: Pela medida, o preso com bom comportamento poderá migrar para o regime semiaberto ou aberto após o cumprimento de um sexto da pena (aproximadamente $16,7\%$), e não mais de um quarto (ou $25\%$), como é a regra atual.

  • Crimes Contra o Estado: O projeto também altera parâmetros para crimes contra o estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe de estado e abolição violenta do estado Democrático de Direito.

  • Impacto em Bolsonaro: Segundo especialistas e políticos da base do governo, a medida é uma tentativa de burlar a prisão de Bolsonaro. Caso aprovado pelo Senado Federal, a pena do ex-presidente, que é de $27\text{ anos e }3\text{ meses}$, cairia para $20\text{ anos e }8\text{ meses}$. Com a remição de pena pelo período de detenção domiciliar, ele passaria a cumprir apenas $2\text{ anos e }4\text{ meses}$ em regime fechado.

A votação do PL da Dosimetria no plenário do Senado está prevista para a próxima quarta-feira (17/12).


Com informações: Metrópoles

Anúncio

Continue lendo

Sociedade

O ‘Tecnofeudalismo’ e a concentração de poder nas Big Techs

Publicado

em

Por

Proposta pelo economista Yanis Varoufakis, a tese do Tecnofeudalismo sugere que o capitalismo tradicional está sendo substituído por um novo regime onde as plataformas digitais e a infraestrutura de nuvem (cloud) dominam, extraindo “renda da nuvem” (cloud rent) em vez de lucros baseados na produção mercantil. Segundo Varoufakis, as big techs atuam como “senhores feudais de um território invisível” sobre o qual controlam algoritmos e dados, transformando usuários e trabalhadores plataformizados em “servos da nuvem”

A Nova Lógica de Acumulação e Concentração ☁️

Varoufakis argumenta que a crise de 2008 e a expansão do que ele chama de “capital em nuvem” aceleraram essa transição. A infraestrutura física do capital foi transformada em redes digitais para captura de dados, permitindo a concentração de valor em poucas corporações.

  • Concentração de Mercado: Dados recentes mostram a concretização dessa concentração. O setor global de infraestrutura de nuvem (IaaS) atingiu US$ 171,8 bilhões em 2024. As três maiores empresas do setor — Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud — controlam entre 62% e 66% desse mercado.

  • Economia Plataformizada: Plataformas como a Amazon cobram “aluguel digital” de vendedores e exercem controle absoluto sobre as condições de venda. A lógica de rentismo, baseada na atenção e em métricas algorítmicas, mina direitos trabalhistas.

O Trabalho Plataformizado no Brasil 🇧🇷

A extração de valor por meio do trabalho plataformizado é observada de forma concreta no Brasil. Segundo o IBGE (PNAD Contínua), o país tinha cerca de 1,7 milhão de pessoas ocupadas em trabalhos mediados por aplicativos (transporte, entregas etc.) no terceiro trimestre de 2024.

  • Informalidade e Crescimento: Entre 2022 e 2024, o número de trabalhadores plataformizados cresceu 25,4%, sendo que 71,1% deles estavam em situação informal, trabalhando em jornadas mais longas sob a lógica do “empreendedorismo pessoal”.

Críticas e Alternativas Conceituais 🧐

A tese do tecnofeudalismo não é unânime. Alguns analistas argumentam que o fenômeno representa uma intensificação das dinâmicas de exploração capitalista adaptadas ao digital, e não um rompimento. Críticos também questionam a validade da analogia com o feudalismo histórico, que se baseava em relações estamentais e de propriedade material distintas do capitalismo moderno.

Como formas de superar esse paradigma, Varoufakis sugere:

  • Criar marcos legais para limitar o poder das plataformas sobre dados e infraestrutura.

  • Reinventar a internet como bem comum, com governança coletiva.

  • Formular mecanismos para evitar a concentração de renda e garantir a justiça social.


Com informações: Revista Fórum

 

Anúncio

Continue lendo

Mundo

Brasileiros no exterior: entenda a obrigatoriedade da Declaração de Saída Definitiva

Publicado

em

Por

A Declaração de Saída Definitiva do Brasil é um documento essencial para brasileiros que decidem morar permanentemente no exterior. Nos últimos anos, muitos cidadãos brasileiros residentes fora do país têm demonstrado preocupação sobre a necessidade de entrega da declaração, especialmente aqueles que não possuem renda ou patrimônio no Brasil, incluindo também a situação de estudantes e pessoas que já possuem cidadania de outro país, como os Estados Unidos e demais países.

Para esclarecer, a advogada Bell Ivanesciuc, especialista em Direito Tributário Internacional, explica quem é obrigado a entregar a Declaração de Saída Definitiva, quais são as consequências do não cumprimento e quem pode estar dispensado dessa obrigação.

Quem deve obrigatoriamente entregar a Declaração de Saída Definitiva

Segundo Ivanesciuc, devem apresentar a declaração todos os brasileiros que:

  1. Mudam-se para o exterior de forma definitiva, alterando sua residência fiscal.
  2. Possuem rendimentos tributáveis no Brasil, como aluguéis, aplicações financeiras ou aposentadoria.
  3. Possuem patrimônio ou bens no Brasil que geram receita.

“Mesmo que a pessoa não resida mais no Brasil, a Receita Federal precisa ser informada para que o contribuinte deixe de ser considerado residente fiscal no país”, explica a especialista.

A entrega da declaração permite que os cidadãos estrangeiros e brasileiros residentes no exterior não sejam tributados sobre rendimentos obtidos fora do Brasil, evitando problemas futuros com a Receita Federal e multas por omissão de informações.

Quem não precisa entregar

Ivanesciuc reforça que nem todos os brasileiros que moram fora são obrigados. Entre os dispensados estão:

(i) Brasileiros que saíram do país temporariamente e mantêm residência fiscal no Brasil.

Anúncio

(ii) Brasileiros que moram no exterior sem rendimentos ou patrimônio no Brasil, incluindo estudantes.

(iii) Brasileiros que possuem outra cidadania e não possuem contas, investimentos ou bens geradores de renda no Brasil.

“É importante que a pessoa esteja segura quanto à sua situação fiscal. A preocupação de muitos brasileiros que estudam ou trabalham fora, mas não têm renda no Brasil, é desnecessária, desde que não possuam vínculos tributáveis”, esclarece.

Consequências do não cumprimento

A especialista alerta que a ausência da Declaração de Saída Definitiva pode gerar:

  1. Tributação como residente fiscal mesmo morando fora, sobre todos os rendimentos globais.
  2. Multas e juros sobre impostos devidos.
  3. Complicações futuras ao tentar regularizar a situação junto à Receita Federal.

Por isso, mesmo para quem planeja retornar ao Brasil no futuro, Ivanesciuc recomenda cumprir a obrigação no prazo legal, garantindo que a situação fiscal esteja regularizada.

Conclusão

A Declaração de Saída Definitiva é uma ferramenta de segurança fiscal para brasileiros no exterior.

“Com informações corretas, a pessoa evita cobranças indevidas e problemas futuros. O mais importante é analisar se há rendimentos ou patrimônio no Brasil; caso contrário, não há obrigatoriedade”, finaliza Bell Ivanesciuc.


Fato Novo – Por Bell Ivanesciuc – Especialista em Direito Tributário Internacional e ambiental

Anúncio

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights