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Israel já matou mais de 90 mil palestinos em Gaza, revela estudo

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Pesquisa de Mortalidade em Gaza aponta que vítimas do genocídio podem ser quase o dobro do registro oficial, contabilizado pelo Ministério da Saúde

Uma pesquisa conjunta entre diversas universidades, acadêmicos e centros de pesquisa do mundo revelou que o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza já matou pelo menos 91.500 palestinos.

O número do estudo denominado “Número de mortes violentas e não violentas na Guerra de Gaza: novas evidências primárias” é ainda maior do que os números divulgados pelo Ministério da Saúde do enclave palestino, de pelo menos 56 mil mortes.

A pesquisa liderada pelo especialista em mortalidade em conflitos violentos Michael Spagat, da universidade inglesa Royal Holloway utilizou uma metodologia de inquérito domiciliar em larga escala, intitulado de Gaza Mortality Survey (Pesquisa de Mortalidade em Gaza, em tradução).

Com a colaboração do cientista político Khalil Shikaki por meio da Centro Palestino de Pesquisas de Políticas e Pesquisas de Opinião, o estudo entrevistou dois mil domicílios palestinos entre 30 de dezembro de 2024 a 5 de janeiro de 2025.

Além do número total de mortes, a pesquisa também revela a estimativa de que pelo menos 75.200 palestinos foram vítimas de morte violenta, 39% a mais do que as estimativas oficiais, de 45.650.

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Dentro deste total, a pesquisa estima que 56,2% das mortes violentas a partir de 7 de outubro de 2023 foram de mulheres, crianças ou idosos, uma estatística próxima às oficiais.

“A proporção de mortes composta por mulheres, crianças e idosos corrobora a percepção geral de que os não combatentes são vítimas frequentes do conflito”, pontua o estudo.

Outros 16.300 palestinos morreram de forma considerada não violenta, de acordo com o estudo. Apesar de não oferecer uma definição clara do que se enquadraria nessa categoria, outro dado pode auxiliar na compreensão deste.

O artigo releva a primeira estimativa de mortes não violentas em excesso, ou seja, acima do número de mortes previstas sem a guerra. Assim, Israel assassinou 8.540 palestinos de formas não violentas que não deveriam ter morrido em situações fora do genocídio.


Fonte: Opera Mundi

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Crise Demográfica: China registra maior queda populacional da história em 2025

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Com uma redução de 3,39 milhões de habitantes no último ano, o gigante asiático enfrenta o desafio de um envelhecimento acelerado e a menor taxa de natalidade já documentada

A China encerrou o ano de 2025 com dados alarmantes sobre o seu futuro demográfico. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ENE), a população total caiu para 1.404,89 milhões, marcando uma contração de 3,39 milhões de pessoas em relação a 2024. Este número representa um aumento de 144% na velocidade da queda populacional em comparação ao ano anterior, consolidando uma tendência de declínio que começou oficialmente em 2022.

O principal motor desse fenômeno é o colapso no número de nascimentos. Em 2025, foram registrados apenas 7,92 milhões de bebês, uma queda de 17% em relação ao ano anterior e o nível mais baixo já registrado pelo órgão oficial. Em apenas quatro anos, o país viu o número de nascimentos anuais encolher mais de 25%, evidenciando que as recentes políticas de incentivo à natalidade ainda não surtiram o efeito desejado na sociedade chinesa.


O Peso do Envelhecimento e a Queda da Força de Trabalho

Enquanto o número de berços vazios aumenta, a população idosa cresce em ritmo acelerado, criando uma pressão sem precedentes sobre o sistema de previdência e saúde do país.

  • Explosão da Terceira Idade: Entre 2021 e 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 267 milhões para 323 milhões, representando agora 23% da população total.

  • Redução da Força de Trabalho: A população em idade ativa (16 a 59 anos) encolheu cerca de 31 milhões de pessoas no mesmo período, caindo para 60,6% do total.

  • Mortalidade em Alta: O número de óbitos atingiu 11,31 milhões em 2025, um reflexo direto do envelhecimento populacional.


Evolução Populacional Recente (2021-2025)

Abaixo, os dados que mostram a inversão da curva demográfica chinesa:

Ano População Total (milhões) Variação Anual (milhões) Nascimentos (milhões) Óbitos (milhões)
2021 1.412,60 +0,48 10,62 10,14
2022 1.411,75 -0,85 9,56 10,41
2023 1.409,67 -2,08 9,02 11,10
2024 1.408,28 -1,39 9,54 10,93
2025 1.404,89 -3,39 7,92 11,31

De Restrição a Incentivo: O Novo Cenário Legal

Após décadas da rígida “Política do Filho Único”, a China mudou radicalmente sua legislação. Desde agosto de 2021, não há mais restrições ao número de filhos por casal. O governo agora foca em medidas de apoio, como:

  • Melhorias no seguro-maternidade e extensão de licenças.

  • Expansão agressiva de serviços de creche.

  • Subsídios habitacionais para famílias com múltiplos filhos.

Apesar desses esforços, os altos custos de vida e as pressões competitivas no mercado de trabalho continuam afastando os jovens chineses da ideia de constituir famílias maiores, um desafio que a China compartilha com vizinhos como Japão e Coreia do Sul.

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Com informações: Brasil de Fato / Escritório Nacional de Estatísticas da China

 

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Trump convida China e Brasil para Conselho de Paz em Gaza

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Proposta do presidente dos EUA visa criar uma comissão internacional, sob liderança de Washington, para administrar o governo e a reconstrução do enclave palestino

O cenário diplomático em torno da crise no Oriente Médio ganhou um novo e polêmico capítulo nesta terça-feira (20). O governo da China, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, confirmou que recebeu um convite oficial do presidente Donald Trump para integrar o chamado Conselho de Paz em Gaza. A iniciativa busca reunir uma coalizão global de cerca de 60 nações para gerir o território e coordenar a reconstrução pós-conflito.

Além de Pequim, Trump estendeu o convite a líderes de países como Brasil, Argentina, Rússia, Turquia e Bielorrússia. Enquanto Vladimir Putin foi instado a participar, o presidente francês Emmanuel Macron teria recusado a oferta. O conselho já conta com nomes de peso na sua formação interna, incluindo o secretário de Estado americano Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner, genro de Trump e figura central em acordos anteriores na região.

A estrutura do conselho, no entanto, levanta debates sobre a soberania e a governança de Gaza. Segundo minutas analisadas pela Bloomberg, o órgão seria presidido pelo próprio líder da Casa Branca, que deteria o poder de veto final sobre todas as decisões tomadas por maioria de votos entre os estados-membros. Washington nega a existência de uma “taxa de adesão” de US$ 1 bilhão, chamando os relatos de enganosos e afirmando que a participação depende do compromisso com a prosperidade regional.

A Estrutura do Conselho e as Reações

A proposta de Trump desenha um modelo de administração internacional inédito para o enclave, mas enfrenta resistências internas e externas:

  • Poder Centralizado: De acordo com o estatuto proposto, o presidente dos EUA decidiria quem seria convidado e teria a palavra final em todas as deliberações.

  • Rejeição em Israel: Grupos extremistas israelenses já manifestaram oposição ao conselho, defendendo a continuidade das operações militares em vez de uma administração internacional.

  • Financiamento da Reconstrução: Embora a Casa Branca negue valores fixos, o custo da reconstrução de Gaza é estimado em dezenas de bilhões de dólares, o que exige a entrada de parceiros com grande capacidade financeira, como a China e os países do Golfo.

Mídia Relacionada: Diplomacia em 2026

A estratégia de Trump parece focar em um modelo de “negócio para a paz”, trazendo grandes potências para dividir os custos e a responsabilidade política de um território devastado.

{ “action”: “image_generation”, “action_input”: “A cinematic photograph of a high-level diplomatic meeting in a modern, grand hall in Washington D.C. Large flags of the United States, China, Brazil, and other nations are visible in the background. At the center, a large circular table with nameplates for ‘Gaza Peace Council’. The lighting is professional and dramatic, symbolizing a global effort to redefine the future of the Middle East. High quality, 8k resolution.” }

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Com informações: Opera Mundi, Bloomberg e Ministério das Relações Exteriores da China

 

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Geopolítica e Segurança Econômica: O Caso da Groenlândia sob Trump 2.0

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Sob a doutrina “America First”, a Groenlândia deixa de ser apenas uma ilha ártica para se tornar o epicentro de uma disputa por minerais críticos e soberania tecnológica

A Groenlândia, território ancestral inuit conhecido como Kalaallit Nunaat, tornou-se o mais novo laboratório de uma política externa norte-americana que funde segurança nacional com interesses econômicos. O governo de Donald Trump, em sua segunda gestão (2025-2026), reafirmou que o controle da ilha é vital para o projeto “Golden Dome” e para a contenção da influência da Rússia e da China no Ártico. Mais do que uma proposta de compra territorial, o movimento sinaliza que os Estados Unidos estão dispostos a tratar a soberania de aliados como questão subordinada aos seus imperativos de defesa.

Essa mudança estrutural está ancorada na Estratégia de Segurança Nacional (NSS) de 2025, que estabelece a “segurança econômica como segurança nacional”. Retomando tradições hamiltonianas, o documento defende que o país não pode depender de rivais para insumos essenciais. Nesse contexto, a Groenlândia assume um papel central devido às suas vastas reservas de terras raras (como disprósio e neodímio), fundamentais para a indústria de defesa, semicondutores e veículos elétricos — setores hoje dominados pela cadeia de suprimentos chinesa.

Atualmente, a China controla não apenas a mineração, mas as etapas cruciais de refino desses minerais. Para Washington, a presença de capital chinês na Groenlândia não é vista como um investimento comum, mas como um risco estratégico. Através do chamado “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, os EUA têm utilizado instrumentos regulatórios e pressão política para disciplinar aliados e garantir que os recursos da ilha sejam integrados exclusivamente a cadeias produtivas ocidentais.

O controle do capital e a exclusão da “Rota da Seda Polar”

A disputa pelo Ártico não se dá apenas no campo militar, mas através de uma complexa reorganização do investimento estrangeiro. O governo dinamarquês, sob influência da OTAN e de Washington, aprovou o Investment Screening Act em 2021, um mecanismo que permite vetar capitais considerados sensíveis. Na prática, esse filtro serve para barrar a expansão da “Rota da Seda Polar” chinesa, enquanto promove seletivamente empresas de países aliados, como as canadenses e australianas, que operam em sintonia com o Pentágono.

Um exemplo claro dessa politização é o litígio envolvendo o projeto de mineração de Kvanefjeld. Após a proibição da mineração de urânio e a revogação de licenças que envolviam capital chinês, a empresa responsável acionou judicialmente o governo groenlandês, exigindo compensações bilionárias. Esse cenário demonstra que a viabilidade econômica de um projeto na Groenlândia hoje é secundária; o que define a continuidade de uma operação é o seu alinhamento geopolítico com as prioridades dos Estados Unidos.

A conclusão é que a Groenlândia se tornou o caso-limite da nova agenda imperial de segurança econômica. Territórios politicamente constituídos e habitados são reinscritos como “espaços estratégicos apropriáveis”. Ao vincular investimentos a critérios de segurança nacional, os EUA normalizam uma prática onde o Estado organiza o mercado para servir à rivalidade sistêmica. Para os 56 mil habitantes da ilha, a autonomia conquistada frente à Dinamarca enfrenta agora o desafio de não ser esmagada pelas placas tectônicas da geopolítica global.

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Com informações: Diplomatique

 

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