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O governo brasileiro, por meio de seu representante na Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador Benoni Belli, endureceu o discurso contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em reunião realizada nesta terça-feira (6), Belli classificou a captura do presidente Nicolás Maduro como um “sequestro” e uma afronta gravíssima à soberania nacional. O diplomata alertou que o desrespeito às normas multilaterais e à Carta das Nações Unidas ameaça mergulhar a ordem global em um estado de “lei da selva”, onde a vontade do mais forte prevalece sobre a justiça e a autodeterminação dos povos.
O posicionamento do Itamaraty ocorre em um momento de profunda divisão no hemisfério, com governos ultraconservadores tentando evitar críticas diretas à administração de Donald Trump. Belli reforçou que a América Latina e o Caribe foram declarados como uma “zona de paz” e que o ataque externo rompe uma história de superação de rivalidades na América do Sul. O Brasil reiterou que não aceita a criação de protetorados na região e que qualquer solução para a crise venezuelana deve ser liderada pelos próprios cidadãos do país, livre de ingerências estrangeiras.
O embaixador destacou os riscos de precedentes perigosos para a estabilidade regional:
Colapso Multilateral: O abandono das regras do pós-Segunda Guerra Mundial pode transformar relações de cooperação em subordinação.
Violação de Normas: Belli recordou que o uso da força é proibido pelo direito internacional, salvo em legítima defesa ou autorização do Conselho de Segurança da ONU.
Doutrina de Paz: Citando o presidente Lula, o embaixador afirmou que construir uma América do Sul pacífica é a única doutrina que convém ao continente.
Segurança de Fronteira: O Brasil manifestou preocupação especial com a estabilidade de seus 2.200 km de fronteira terrestre com a Venezuela diante da agressão armada externa.
A reunião na OEA evidenciou um racha diplomático. Enquanto o Brasil e outros países defendem a inviolabilidade do território e a não intervenção, outros blocos buscam legitimar a ação dos EUA como uma medida de aplicação da lei contra o narcoterrorismo. Para o Itamaraty, porém, os fins não justificam os meios, e a dignidade nacional das nações vizinhas fica comprometida quando grandes potências decidem unilateralmente o que é justo ou injusto, ignorando as instituições de segurança coletiva.
Com informações: Brasil de Fato
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