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Médico e professor da UnB revela em livro sua transição de gênero

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“O menino que não deveria ser”, de Gabriel Graça de Oliveira, será lançado no dia 8 de julho em Brasília

Foi durante uma aula sobre disforia de gênero, ministrada durante a graduação em Medicina, que o psiquiatra Gabriel Graça de Oliveira, descobriu que é um homem transgênero. Mas por medo do preconceito, esperou 20 anos até iniciar o tratamento de afirmação de gênero, já aos 48 anos. Hoje, aos 58 anos, lança o livro “O menino que não deveria ser”, pela editora Appris, para compartilhar sua história e mostrar a transgeneridade como uma condição e expressão humana. Além da experiência pessoal, Gabriel é psiquiatra, psicoterapeuta e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB). O evento de lançamento acontecerá no dia 8 de julho, às 19h, na Livraria Travessa, do Casa Park Shopping, em Brasília, DF (Endereço: SGCV SUL Lote 22 – 4A – St. Park Sul).

O autor conta que a ideia de escrever o livro surgiu da lacuna na literatura voltada para a população leiga sobre o desenvolvimento de gênero na infância e adolescência e o fenômeno da transgeneridade. “A ideia é trazer, numa linguagem acessível, teorias acerca deste fenômeno humano sobre o qual se debruçam pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, compartilhando com o leitor minhas impressões pessoais como pessoa transgênero. Assim, o livro nasceu também como um desejo de compartilhar minha história”, conta Gabriel Graça, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).


O que é ser homem? O que é ser mulher? Como é se sentir diferente do que sempre disseram sobre sua identidade? O que é a coragem de ser? O livro traz esses aspectos à reflexão e ao diálogo. Questionado sobre a questão da transição de gênero no Brasil, o psiquiatra conta que a situação no Brasil é alarmante. “A expectativa de vida das pessoas transgênero é de 35 anos. O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Mas, ao mesmo tempo, é também o que mais consome pornografia com personagens travestis”, explica o professor universitário.


Com a apresentação da atriz Glória Pires e a capa do escritor e ilustrador Roger Mello, a narrativa autobiográfica traz esclarecimentos relevantes não apenas sobre questões de gênero, mas também sobre aspectos que as conectam com o desenvolvimento da personalidade, no período que vai da infância ao final da adolescência. O livro conta ainda com conteúdos de uma ampla gama de campos do conhecimento sobre o desenvolvimento de gênero; da fenomenologia a Charles Darwin, passando pela antropologia, sociologia, psicanálise, neurociências, filosofia e psicologia.

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Sobre o autor: Gabriel Graça de Oliveira graduou-se em medicina em 1993; tornou-se mestre em Psiquiatria e especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva. Concluiu o doutorado em Ciências, em 2005, após período sanduíche no Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres. Atualmente, é professor de Psiquiatria e Psicologia Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília.

Sobre a editora: O Grupo Editorial Appris conta com cinco selos editoriais, das mais diversas áreas literárias, técnicas e científicas. Com 14 anos no setor e a experiência de seus editores, que atuam há mais de 35 anos no mercado editorial, a Appris possui um catálogo com mais de 10 mil obras publicadas e que continua a crescer com uma média de 70 lançamentos por mês.


Fato Novo com informações: Auracom Assessoria de Comunicação

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Exposição e livro lembram os 30 anos da morte de Lélia Gonzalez

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Intelectual é importante expoente do pensamento antirracista do Brasil

Os 30 anos de morte da pesquisadora e militante Lélia Gonzalez, um dos nomes mais importantes do pensamento antirracista brasileiro, serão lembrados na mostra Lélia em nós: festas populares e amefricanidade, a partir da próxima quarta-feira (26), no Sesc Vila Mariana, zona sul e São Paulo. Lélia desenvolveu conceitos como “Améfrica” e “pretuguês”, que definem o papel estrutural das culturas africanas nas sociedades que se desenvolveram deste lado do Oceano Atlântico.

A exposição reúne trabalhos de diversos artistas em diálogo com o pensamento de Lélia. Podem ser vistas fotografias de Walter Firmo e Januário Garcia, que militou junto com a antropóloga no Movimento Negro Unificado (MNU) e no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN). Há ainda obras de Heitor dos Prazeres, Eneida Sanches, Lidia Lisboa e Rafael Galante, entre outros, passando por linguagens como a pintura, instalação e a performance.

A mostra acompanha o relançamento do livro Festas populares no Brasil. A obra, que inspirou a exposição, revela uma face menos difundida do trabalho da intelectual da pesquisadora.

Festas e política
São Paulo. 21/06/2024 Intelectual Lélia Gonzalez é lembrada com exposição e livro em SP.  Foto Rafael Oliveira

São Paulo. 21/06/2024 Intelectual Lélia Gonzalez é lembrada com exposição e livro em SP. Foto Rafael Oliveira – Foto Rafael Oliveira

No entendimento de Glaucea Britto, uma das curadoras da exposição, as festas populares, no pensamento de Lélia, têm uma importante carga política. “A gente tem uma tradição cultural muito forte voltada à organização e manutenção das chamadas festas populares que tem muito da nossa matriz africana, da cultura preservada, muitos fundamentos, os chamados de valores civilizatórios africanos e outras estratégias que a gente pode chamar de tecnologias de resistência, para se manter ali um de acesso direto a um legado cultural que nos foi negado historicamente”, disse.


“Algumas narrativas tentam visibilizar ou esvaziar de sentido a festa. E a festa no Brasil é muito séria para muitas populações nesse contexto afrodiaspórico”, enfatiza Glaucea, que também é curadora do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Entre as festividades pesquisadas por Lélia estão o Círio de Nazaré, as congadas, as cavalhadas, o bumba-meu-boi, o maracatu e as de irmandades, como da Boa Morte e do Rosário dos Homens Pretos.

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A complexidade desses festejos, muitas vezes associados a datas celebrativas da Igreja Católica também atraíram a atenção da autora. “Tem muito de tensionamento, de crítica, de afirmação dessas populações que vivem a partir de uma perspectiva de desigualdade, serem negativamente impactadas pelo racismo estrutural e uma série de outras questões que também compõem, estruturam a nossa sociedade”, acrescenta a curadora.

Sempre ligada à prática, Lélia Gonzalez participou da Escola de Samba Quilombo, fundada por Antonio Candeia Filho, no Rio de Janeiro, em 1975. “Ela era uma intelectual da praxis [ação concreta], alguém que esteve no Parque Laje no momento que a escola de artes visuais era fundada. Era um ponto importante de discussão do campo intelectual no Rio de Janeiro, que cruzava arte, política, cultura”, diz Raquel Barreto, que também assina a curadoria da exposição, e é curadora-chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Livro
São Paulo. 21/06/2024 Intelectual Lélia Gonzalez é lembrada com exposição e livro em SP.  Foto Rafael Oliveira

Intelectual Lélia Gonzalez é lembrada com exposição e livro, por Foto Rafael Oliveira

Uma grande parte da pesquisa da antropóloga sobre passará a ser acessível a partir do lançamento do livro Festas populares no Brasil, que originalmente foi uma encomenda de uma empresa multinacional para lembrança de fim de ano. Publicado em 1987 com tiragem de 3 mil exemplares, nunca chegou a ser oficialmente comercializado. O trabalho reúne fotografias de  Leila Jinkings, Marcel Gautherot, Maureen Bisilliat, Januário Garcia e Walter Firmo.

A nova versão do livro que está sendo lançada agora pela Editora Boitempo foi enriquecida com textos inéditos, com prólogo da cantora Leci Brandão, posfácio da escritora Leda Maria Martins, texto de orelha da filósofa Sueli Carneiro e quarta capa da militante e pesquisadora Angela Davis e da atriz Zezé Motta.

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Fato Novo com informações e imagens: Agência Brasil

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O professor de história que formou uma legião de estudantes em Ceilândia

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Ao longo de 38 anos de trabalho na Secretaria de Educação do DF, o professor José Gadelha contribuiu para formação de centenas de estudantes no Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia

O professor José Gadelha Loureiro, 67 anos, é um historiador com raízes fincadas na filosofia e na sociologia. Ao longo de 38 anos de trabalho na Secretaria de Educação do DF, formou uma legião de estudantes também comprometidos com a construção de uma escola pública protagonista e que forma cidadãos aptos a exercerem seus direitos, e não apenas deixá-los registrados no papel.

Gadelha, como é conhecido, orgulha-se de ter participado da formação de juízes, advogados, servidores das forças de segurança e tantos outros profissionais, mas, principalmente, de professores. Ao menos dois deles atuam na Universidade de Brasília (UnB), nos departamentos de Línguas e de Sociologia. Outros voltaram para o Centro de Ensino Médio (CEM) 9 de Ceilândia e alçaram até mesmo cargos de gestão na escola.

“Eram meninos e meninas que entraram aqui na sétima série (hoje oitavo ano). Tivemos a oportunidade, em sala de aula, de mostrar a eles a importância da educação”, afirma.

Em sala de aula e nos anos que passou na direção da escola, Gadelha sempre se recusou a limitar a prática pedagógica e a rotular estudantes como incapazes de desenvolver qualquer tarefa que fosse. Para ele, essa é uma questão filosófica: a pergunta feita a uma criança, a um adolescente ou a um adulto pode ser a mesma, o que muda é o nível de exigência com relação à resposta. A partir daí, cabe ao professor guiar o caminho pelo aprendizado. “O problema é que criou-se um conceito de normalidade, de um certo grau de resposta, que nem sempre é compatível para todos os níveis de compreensão”, avalia o especialista em filosofia e sociologia.

Quantos alunos eu tive a oportunidade de colocar para ler além das possibilidades… Alguns, na época, diziam: ‘Você é maluco! Esses meninos não têm nível’. Eu dizia: ‘Vamos na compreensão’.”E foi assim que, ainda na educação básica, os alunos do professor de história leram Raízes do Brasil, clássico de Sérgio Buarque de Holanda que interpreta o processo de formação da sociedade brasileira.

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Para Gadelha, portanto, partir da realidade do aluno, como ensina Paulo Freire e outros pensadores da educação, é importante, mas não pode ser um limitador. “Sim, eu parto, mas no sentido de arrancar o aluno daquela realidade. No sentido de pegar aquela realidade e modificá-la, vê-la em perspectiva, e não ficar limitado àquela condição.”

A história do historiador

Natural de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, a cerca de 200km de Fortaleza, Gadelha veio para Brasília em 1977, aos 20 anos. Tinha completado apenas o ensino fundamental e, um ano depois, conseguiu concluir todas as provas do supletivo para receber o diploma do ensino médio.

No Nordeste, ele e os sete irmãos percorriam quilômetros a pé ou no lombo de um jegue para estudar. A distância se compara à do Condomínio Privê, em Ceilândia, a Taguatinga, como bem repara o professor. “Dá uma distância boa, para estudar, para ver as coisas. Eu me lembro que meu pai comprava pão e trazia aqueles embrulhos que a gente usava até para escrever. Ou trazia um jornal e a gente fazia como se estivesse narrando uma notícia”, recorda o professor. De Monteiro Lobato a José de Alencar, aos poucos os oito filhos iam embarcando no universo da literatura. “Uma coisa muito importante que os meus pais, que mal sabiam assinar o nome, fizeram era mostrar a relevância da leitura”, orgulha-se Gadelha.

O investimento de um dos tios, Ubatan, irmão de seu pai, na educação dos sobrinhos fez toda a diferença. Ele havia se formado em medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) e foi o primeiro da família a emigrar para a capital federal. Em 1977, a família toda do Galego, como o tio o chamava por causa dos cabelos loiros, chegou a Brasília. “Eu falava com ele (tio), agora no mês de abril, o quanto é importante você ir constituindo aquilo que o (Pierre) Bourdieu chama de capital cultural, capital cognitivo: você entender o que você constitui. Porque a partir da família que se preocupa e quando se tem uma escola num período integral, com todo o acompanhamento, você faz democracia”, diz o professor, citando o célebre sociólogo francês.

Em 1979, foi aprovado no concurso da Secretaria de Saúde, cargo que assumiu no ano seguinte. Na mesma época, provou que olhar a realidade em perspectiva e não se ater a rótulos traz recompensas: foi aprovado no vestibular da UnB para o curso de geologia. Apesar da conquista de passar numa federal depois de se mudar do interior do Ceará, não pôde se matricular, pois não havia aulas no período noturno e deixar o trabalho era uma impossibilidade. Optou, então, por cursar história no UniCeub, o início da construção da carreira que seguiu até a aposentadoria, em janeiro deste ano.

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A aprovação no concurso da então Fundação Educacional do Distrito Federal veio em 1986.  “Era dia 20 de abril, um domingo. Saiu no Correio Braziliense a lista com os convocados”, recorda-se. Durante anos, ele acumulou as funções, na Saúde e na Educação, em plantões sucessivos. A partir de 1999, passou a se dedicar apenas à sala de aula.

Um salto filosófico

Com o tempo, o repertório do professor evoluiu e ele, hoje, consegue reconhecer os pais no personagem principal da obra do filósofo francês Jacques Rancière, O mestre ignorante — Cinco lições para a emancipação intelectual. O protagonista é um docente que convida os estudantes à reflexão sem sequer falar o mesmo idioma que eles, um método filosófico que vai além da pedagogia da explicação.


“Eu tenho certeza: hoje, todo mundo explica tudo e não explica nada. Porque o ensino não está voltado para a curiosidade”, atesta o professor, numa crítica contundente aos dispositivos móveis. “Eu fico abismado quando alguém quer substituir a figura do professor por uma suposta inteligência artificial”, reclama, no único momento em que o semblante calmo e a voz pacífica parecem mudar e dar lugar à indignação.


“Você tem uma massa de informação tecnológica, mas você não tem uma massa de sabedoria. Quando eu falo que o professor é importante, é porque ele constitui diálogo. Isso aqui vai te dar o vazio (aponta para o celular). Conexão não é interação. Interação é muito mais importante.”

Gerações impactadas

Gadelha testemunhou as várias mudanças do CEM 9, única escola em que trabalhou. Quando chegou, em 1986, a instituição havia acabado de ser transformada em Centro Educacional (CED) e recebia também alunos do ensino fundamental. Só em 1995 passou a ser Centro de Ensino Médio. Teve aluno cuja família inteira passou pela sala de aula do professor.

Em 2007, assumiu a direção da escola, cargo que ocupou quase ininterruptamente até o início deste ano. Pouco tempo depois, a escola começou a aprovar grupos maiores de alunos na Universidade de Brasília e em outras instituições públicas pelo país. Com o reforço escolar aos sábados, no âmbito de projetos de preparação para o Programa de Avaliação Seriada da UnB (PAS/UnB) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançaram resultados notáveis e consistentes ao longo dos anos. O recorde de aprovações foi de 123 estudantes.

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Alunos do CEM 9 já participaram também da final de uma conferência de matemática, meio ambiente e ciências na Índia, em 2012, e de olimpíadas de filosofia e de matemática pelo país. “Formamos um conjunto de profissionais, de pessoas, que acreditamos terem contribuído para a sociedade brasiliense e, por que não dizer, do Brasil, não sabe?”, orgulha-se Gadelha, com o sotaque cearense. “Para mim, isso é o que fica.”

José Gadelha, professor. Coluna Nossos Mestres
O professor na formatura do curso de história(foto: Fotos: Arquivo pessoal)
Em nome da educação

Um dos desafios que Gadelha encara até hoje, junto a uma associação de diretores de escolas públicas, é a luta por uma educação pública de qualidade. Na avaliação dele, o Brasil sustenta ainda um modelo de escola improvisado, e Brasília, como capital, privilegiada, inclusive, em termos de recurso financeiro, precisa dar um exemplo melhor.

Gadelha defende que o investimento na educação seja centralizado — recursos financeiro, humano e pedagógico. “Hoje, percebo que há muita gente fazendo muita coisa, até louvável. O que não é louvável é muita gente dando pitaco na educação pública. Muita coisa se perde no meio desse caleidoscópio de boas intenções. Não bastam boas intenções, não basta falar. Precisa ser concreto”, critica o professor.

José Gadelha, professor, com a família. Coluna Nossos Mestres
Com o filho Kauan e a mulher, Divina Maria(foto: Arquivo pessoal)

“Fazer, todo mundo diz que faz, mas encarar o dia a dia na escola pública é de uma complexidade enorme, porque a sociedade brasileira é muito desigual, e é dentro da escola onde todos os problemas sociais se concluem: a violência, a desagregação, o descaso com o jovem, com a criança”, diz ele, que é ainda um grande defensor da educação em tempo integral, com atividades esportivas, culturais e pedagógicas pensadas para os estudantes.

“Com leitura, com compreensão, com uma boa escola, com um professor, você atinge tudo. Nesse exato momento, está nascendo uma criança na Estrutural. Nesse exato momento, na área mais nobre de Brasília, está nascendo uma criança. Todo o nosso aparelho cognitivo, nossa percepção, nossa relação com o mundo é igual. O problema é a constituição do capital cultural”, conclui ele, que, ao lado da mulher, Divina Maria, cuida com zelo do capital cultural dos filhos Camilo, 34 anos, e Kauan, 21. O caçula é aluno do curso de química do Instituto Federal de Brasília (IFB).

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Fato Novo com informações e imagens: Correio Braziliense

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UnB concede diploma póstumo a Honestino Guimarães, morto na ditadura

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Universidade de Brasília decidiu, na tarde desta sexta-feira (7/6), conceder um diploma post mortem ao estudante Honestino Guimarães

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade de Brasília (UnB) decidiu, na tarde desta sexta-feira (7/6), conceder um diploma post mortem a Honestino Guimarães (foto em destaque). A instituição anulou o desligamento do estudante e efetuou um registro de concessão dos créditos remanescentes. Assassinado pela ditadura, o jovem cursou geologia, mas, em 10 de outubro de 1973, foi preso por agentes da repressão, levado ao Centro de Inteligência da Marinha (Cenimar) e nunca mais visto.

A reunião do Consuni começou às 14h30, no auditório do prédio da Reitoria da UnB. Os conselheiros discutiram outras pautas antes da votação. Honestino Guimarães ficou em primeiro lugar no primeiro vestibular para o curso de geologia.

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