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Distrito Federal

MPDFT requer informações sobre controle de potabilidade da água em escolas públicas rurais

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Ação foi solicitada após as inspeções realizadas pelo projeto “Sede de aprender”, nesta semana, que contou com a presença da Proeduc

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), requisitou informações sobre o controle de potabilidade da água na Escola Classe Coperbrás, em Planaltina, e na Escola Classe Jiboia, em Ceilândia, além da limpeza dos caminhões pipas que abastecem as instituições de ensino. A requisição foi realizada após as fiscalizações sobre as condições de água e saneamento em escolas públicas do Distrito Federal.

As inspeções integram o projeto “Sede de aprender” e ocorreram entre os dias 2 e 6 de junho. O programa foi desenvolvido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB). As ações formam uma força-tarefa nacional com o objetivo de fiscalizar escolas públicas com problemas de infraestrutura básica.

No CED Myriam Ervilha, em Água Quente, a Proeduc averiguou que, embora a escola tenha instalado biodigestores, as fossas das residências próximas à unidade transbordam e correm a céu aberto pela frente e ao lado da escola. Com isso, os dejetos são lançados pela calçada da unidade educacional, causando risco de contaminação para a comunidade escolar e mau cheiro.

Em setembro de 2013, o MPDFT ajuizou uma ação civil pública (ACP) contra o Distrito Federal com o pedido de condenação à obrigação de fazer consistente na reconstrução do CED Myriam Ervilha, nos padrões adotados pela Secretaria de Educação, após serem noticiadas irregularidades na estrutura física da unidade de ensino. À época, a Proeduc realizou uma vistoria e constatou que a escola apresentava graves problemas de inundações durante as estações chuvosas, além da falta de condições ambientais da cozinha e do quantitativo de instalações sanitárias, e dos riscos de choque elétrico.

Em relação às Escolas Classe Jiboia e Coperbrás, verificou-se que a água dos poços artesianos da EC Jiboia e a água fornecida por uma fazenda vizinha à EC Coperbrás foram consideradas inadequadas para o consumo humano e as escolas passaram a ser abastecidas por caminhões pipa semanalmente. Segundo a diretora da EC Jiboia, a vigilância sanitária fiscaliza a potabilidade da água dos bebedouros e da cantina a cada seis meses.

Na Escola Classe Bucanhão, localizada na Zona Rural de Brazlândia, foi verificada a existência de poço artesiano e fossa séptica para coleta do esgoto. A água servida na escola foi provada pela equipe da Proeduc e pareceu adequada. No entanto, a direção da escola não apresentou o laudo de potabilidade da água, afirmando haver sido testada pela Companhia Ambiental de Saneamento do DF (Caesb) no segundo semestre do ano passado.

Sede de aprender

Entre 2 e 6 de junho, a Proeduc participou da força-tarefa nacional de fiscalização das escolas públicas rurais com alguma deficiência de infraestrutura básica, como falta de água potável, abastecimento regular, esgotamento sanitário e banheiros. A participação do MPDFT integra a fiscalização nacional coordenada, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente no que se refere à garantia de acesso universal à água potável e ao saneamento básico.

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Nesse período, foram realizadas vistorias em 2.070 unidades de ensino de todo País, sendo 19 delas no Distrito Federal. Nas visitas, foi aplicado um questionário com 41 perguntas, abrangendo aspectos da estrutura física, acesso à água e condições sanitárias. O levantamento tem como objetivo subsidiar medidas corretivas e ampliar a transparência na gestão das escolas. As inspeções foram conduzidas pelos promotores de justiça da Proeduc Anderson Pereira e Fernanda Moraes, além de um representante do Tribunal de Contas do DF (TCDF) e da procuradora do trabalho, Karol Teixeira Oliveira.

Segundo a promotora de justiça Fernanda Moraes, “os elementos colhidos a partir das inspeções vão subsidiar o monitoramento da Proeduc quanto à observância das normas pertinentes à qualidade da água destinada ao consumo, a fim de garantir o fornecimento adequado aos alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal”.


Fonte: MPDFT

Distrito Federal

Soldado torna-se réu por feminicídio e destruição de cadáver de cabo do Exército no DF

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Justiça comum acolhe denúncia do MPDFT e decide que crime, ocorrido dentro de unidade militar, será julgado por júri popular por não ter relação com atividades da caserna

O Tribunal do Júri de Brasília aceitou, nesta quarta-feira (7), a denúncia contra o soldado Kelvin Barros da Silva, tornando-o réu pelo assassinato de Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. A vítima era cabo temporário músico do Exército e foi morta em 5 de dezembro de 2025. O crime foi classificado como feminicídio por envolver menosprezo à condição de mulher, com agravantes de crueldade e ausência de chance de defesa. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o acusado desferiu um golpe de faca no pescoço da jovem e, em seguida, ateou fogo ao corpo, o que resultou também na acusação por destruição de cadáver.

Um ponto central da decisão judicial foi a definição da competência para o julgamento. Embora o assassinato tenha ocorrido dentro de uma organização militar, a Justiça do Distrito Federal acatou o argumento de que o ato não possui vinculação com o desempenho de funções militares. Dessa forma, prevalece a competência constitucional do Tribunal do Júri para crimes dolosos contra a vida, permitindo que o acusado seja julgado pela sociedade em um júri popular. A Justiça Militar da União permanecerá responsável apenas por eventuais crimes conexos de natureza estritamente militar que possam surgir no curso do processo.

Detalhes do caso e qualificadoras

A denúncia detalha a gravidade das ações praticadas pelo agora réu:

  • Feminicídio: O crime foi motivado por discriminação e menosprezo à condição feminina da vítima.

  • Crueldade: O MPDFT apontou que o uso de arma branca e a posterior carbonização do corpo demonstram requintes de crueldade.

  • Impossibilidade de Defesa: A vítima foi atacada de forma a não conseguir reagir ou escapar da agressão fatal.

  • Ocultação e Destruição: Após a morte, Kelvin ateou fogo ao local para destruir o cadáver e fugiu sem levantar suspeitas imediatas.

Competência da Justiça Comum

A decisão reforça o entendimento jurídico de que crimes contra a vida praticados por militares contra militares, quando motivados por razões pessoais e fora do contexto operacional, devem ser analisados por cidadãos civis. O MPDFT sustentou que o julgamento pelo júri popular é uma forma de a sociedade exercer sua defesa contra atos de extrema violência. Kelvin Barros da Silva responderá ao processo sob a custódia das autoridades, enquanto o caso segue os trâmites para a definição da data do julgamento final.


Com informações: MPDFT

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Clínica de implantes é condenada a indenizar paciente por falhas graves em tratamento dentário no DF

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Justiça de Brasília determinou a restituição integral de valores e o pagamento de danos morais após perícia constatar falta de planejamento e baixa qualidade das próteses

A 6ª Vara Cível de Brasília condenou a empresa Vital Implantes Eireli a indenizar uma paciente e seu marido por danos materiais e morais decorrentes de um tratamento de reabilitação oral mal-sucedido. De acordo com o processo, a paciente passou mais de três anos submetida a diversos procedimentos, incluindo a colocação de próteses e implantes, sem que o serviço fosse concluído de forma satisfatória. As falhas na prestação do serviço resultaram em sequelas físicas e emocionais, impedindo a mulher de se alimentar e dormir adequadamente devido a dores persistentes e próteses provisórias de má qualidade.

Em sua defesa, a clínica alegou que o tratamento seguiu as técnicas adequadas e atribuiu a demora e as intercorrências à culpa exclusiva da paciente, citando atrasos na entrega de exames e períodos de suspensão do tratamento. No entanto, o laudo pericial foi determinante para a sentença, apontando erros graves como a ausência de exames essenciais, falta de prontuário médico e execução técnica deficiente. O juiz concluiu que a insatisfação da paciente foi uma reação legítima a uma sucessão de erros da clínica e determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais, além da devolução de todo o dinheiro investido.

Falhas identificadas pela perícia especializada

O laudo técnico destacou pontos críticos que fundamentaram a condenação:

  • Falta de Planejamento: Ausência de diretrizes claras e comunicação inadequada sobre os riscos e etapas do tratamento.

  • Deficiência Documental: O prontuário da paciente era inexistente ou incompleto, dificultando o acompanhamento por diferentes profissionais.

  • Má Qualidade Protética: As próteses entregues apresentavam baixa qualidade e divergiam do que havia sido contratado originalmente.

  • Negligência Clínica: Omissão de exames indispensáveis para procedimentos complexos de implantes em pacientes com perda óssea.

Resumo da decisão judicial

A sentença do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) estabeleceu:

  1. Rescisão Contratual: O contrato entre as partes foi formalmente encerrado por culpa da clínica.

  2. Restituição Financeira: A Vital Implantes deve devolver todos os valores pagos pela paciente ao longo dos três anos de tratamento.

  3. Danos Morais: Pagamento de R$ 10 mil como compensação pelo sofrimento físico, emocional e pelo descaso no atendimento.

  4. Possibilidade de Recurso: A empresa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.


Com informações: TJDFT

 

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Distrito Federal registra queda de 96% nos casos de dengue em 2025

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Monitoramento contínuo, uso de drones e tecnologia Wolbachia foram fundamentais para reduzir as notificações de 278 mil para 11 mil em um ano

O Distrito Federal apresentou um balanço epidemiológico altamente positivo ao encerrar o ano de 2025. De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde (SES-DF), o número de casos prováveis de dengue entre residentes despencou de 278.019, em 2024, para apenas 11.108 em 2025 — uma redução drástica de 96%. A queda foi observada em todas as regiões de saúde do DF, sendo a faixa etária dos 20 aos 29 anos a que ainda concentra o maior índice de notificações. Das 24.759 suspeitas registradas ao longo do ano, menos da metade foi confirmada como caso provável, evidenciando o sucesso das medidas de controle e prevenção.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, o controle da doença foi alcançado graças à atualização rigorosa do plano de contingência para arboviroses e ao investimento em tecnologias de monitoramento. Mais de 1,8 milhão de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde, que contaram com o apoio de drones para mapear focos em áreas de difícil acesso e a instalação de milhares de ovitrampas (armadilhas para ovos) para monitorar a densidade populacional do mosquito Aedes aegypti.

Estratégias de combate e tecnologias aplicadas

O combate à dengue em 2025 foi marcado por uma abordagem multifacetada:

  • Método Wolbachia: Utilização de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o vírus da dengue de se desenvolver no inseto, reduzindo a transmissão.

  • Monitoramento por Drones: Mapeamento de 2.100 hectares em 22 regiões administrativas para identificar acúmulos de água em telhados e lotes vagos.

  • Vigilância Ambiental: Instalação de 3,2 mil estações de larvicidas e 3,8 mil ovitrampas para controle biológico e estatístico.

  • Ações Territoriais: Borrifações residuais e visitas domiciliares constantes para eliminação de criadouros.

Alerta para o período de chuvas

Apesar da redução histórica, a Secretaria de Saúde reforça que a população não deve baixar a guarda. Com a chegada do verão, a combinação de calor intenso e chuvas frequentes cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. A manutenção da limpeza de calhas, vasos de plantas e caixas d’água continua sendo a principal barreira contra novas epidemias. A melhoria na qualidade dos dados coletados em 2025 permite agora que o sistema de saúde antecipe surtos e direcione as equipes de aplicação de inseticida (“fumacê”) com maior precisão cirúrgica.


Com informações: Agência Brasília e Jornal de Brasília

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