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Ciência

NASA confirma que cometa interestelar 3I/ATLAS é corpo natural e mensageiro de sistemas estelares antigos

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A NASA confirmou, em coletiva de imprensa, que o cometa interestelar 3I/ATLAS é um corpo natural e não uma espaçonave alienígena, desmentindo as especulações geradas durante a paralisação do governo dos EUA. A agência coordenou um esforço inédito de observação com mais de 20 missões (incluindo JWST e Hubble), revelando que o 3I/ATLAS pode ter se originado em um sistema planetário muito mais antigo que o nosso. As observações indicaram características incomuns, como uma proporção elevada de dióxido de carbono em relação à água e quantidades atípicas de níquel, oferecendo uma rara oportunidade para estudar material formado em torno de outra estrela

O cometa interestelar 3I/ATLAS, o terceiro objeto confirmado vindo de outro sistema estelar, foi o foco de uma coletiva de imprensa da NASA que revelou observações inéditas e desmentiu teorias de que seria uma espaçonave alienígena. A paralisação do governo dos EUA havia criado um vácuo de informações, alimentando especulações.

Uma vista do cometa interestelar 3I/Atlas capturada da órbita de Marte com a câmera HiRISE no Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, em 2 de outubro de 2025. Crédito: HiRISE (MRO) – NASA / JPL-Caltech / Universidade do Arizona

1. Não é Tecnologia Alienígena 👽

A NASA foi categórica ao afirmar que o 3I/ATLAS é um corpo natural, não havendo sinais de tecnologia ou engenharia extraterrestre. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, garantiu: “O 3I/ATLAS é um cometa”.

A agência também assegurou que o cometa não representa qualquer ameaça à Terra ou a outros corpos do Sistema Solar. A menor distância prevista entre o cometa e nosso planeta será de cerca de 270 milhões de quilômetros, em 19 de dezembro.

Captura do 3I/ATLAs feita pela sonda Psyche, em 18 de setembro de 2025. Crédito: NASA

2. Esforço de Observação Distribuído 🛰️

Devido à sua posição difícil de ser observada a partir da Terra, a NASA coordenou um esforço inédito em agosto, reunindo dados de mais de 20 missões e instrumentos espalhados pelo Sistema Solar.

  • Missões Chave: A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), em órbita de Marte, e a MAVEN detectaram gás hidrogênio. O Telescópio Espacial Hubble observou uma coma em formato de pera e estimou o núcleo entre 427 metros e 5,6 quilômetros.

  • JWST: O Telescópio Espacial James Webb (JWST) capturou o objeto no infravermelho e identificou uma proporção elevada de dióxido de carbono em comparação com cometas do nosso Sistema Solar.

Uma imagem tênue do cometa 3I/ATLAS, observada pela missão SOHO entre 15 e 16 de outubro de 2025. O cometa aparece como um leve brilho no centro da imagem. Crédito: Observatório Lowell/Qicheng Zhang

3. Mensageiro de Sistemas Antigos

A velocidade de entrada do 3I/ATLAS sugere que ele viaja pelo espaço interestelar há eras, possivelmente originário de um sistema planetário extremamente antigo, anterior ao próprio Sol. Para os cientistas, o cometa representa uma janela única para analisar a composição e a evolução de sistemas estelares remotos.

4. Características Incomuns

Embora se comporte como um cometa típico, o 3I/ATLAS apresenta detalhes anômalos que indicam sua origem exótica:

  • Química: Proporção mais alta de dióxido de carbono em relação à água e quantidades elevadas de níquel em comparação ao ferro.

  • Poeira: O tamanho dos grãos de poeira é diferente do padrão, e o comportamento inicial da poeira foi incomum, movendo-se primeiro para o lado iluminado pelo Sol.

Uma composição em ultravioleta mostra átomos de hidrogênio ao redor do cometa interestelar 3I/ATLAS enquanto ele cruza o Sistema Solar. A imagem, feita em 28 de setembro de 2025 pela missão MAVEN, revela três fontes de hidrogênio: o cometa, Marte e o hidrogênio interplanetário. Usando um modo especial que separa as emissões pela velocidade, o instrumento distinguiu cada origem, tornando visível o cometa como um ponto pequeno e circular no céu. Crédito: NASA/Goddard/LASP/CU Boulder

Com informações: NASA e Olhar Digital

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4 Comentários

1 comentário

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Ciência

Cientistas descobrem a galáxia espiral barrada mais antiga do Universo

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Observações do Telescópio James Webb revelam a COSMOS-74706, uma galáxia que desafia cronogramas astronômicos ao apresentar estrutura complexa apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang

A compreensão humana sobre a evolução do cosmos acaba de ganhar um novo capítulo. Uma equipe de astrônomos liderada pela Universidade de Pittsburgh (UPitt) anunciou a descoberta da COSMOS-74706, a galáxia espiral barrada mais distante já confirmada espectroscopicamente. O achado foi apresentado em 8 de janeiro de 2026, durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, e revela que estruturas galácticas complexas, como a da nossa Via Láctea, já existiam há mais de 11,5 bilhões de anos.

O diferencial desta descoberta reside na precisão. Enquanto candidatos anteriores dependiam de lentes gravitacionais (que podem distorcer a imagem) ou estimativas de desvio para o vermelho, a COSMOS-74706 teve sua idade validada por meio de espectroscopia utilizando o James Webb (JWST) e o Observatório Keck. Este método é o “padrão ouro” da astronomia, eliminando as incertezas de 10-15% comuns em outras medições e confirmando que a galáxia já possuía uma “barra” central de estrelas em uma época em que o Universo era muito jovem.


Por que as “Barras” são importantes?

Na Sequência de Hubble, as galáxias evoluem de discos irregulares para formas mais organizadas. As barras centrais não são apenas estéticas; elas funcionam como motores galácticos:

  • Canalização de Gás: Elas transportam gás das bordas para o centro da galáxia.

  • Alimentação de Buracos Negros: Esse gás alimenta o buraco negro supermassivo central.

  • Regulação Estelar: As barras podem suprimir ou estimular a formação de novas estrelas em diferentes regiões do disco.

A existência de uma barra tão cedo sugere que as galáxias podem amadurecer muito mais rápido do que as teorias tradicionais previam. “É a galáxia espiral barrada confirmada espectroscopicamente com maior desvio para o vermelho já vista”, afirmou Daniel Ivanov, líder do estudo.


A Tecnologia por trás da Visão

A descoberta só foi possível graças à sensibilidade infravermelha de instrumentos de última geração, que conseguem “enxergar” através da poeira cósmica e do tempo.

Instrumento Função no Estudo
James Webb (JWST) Captura inicial da morfologia e luz infravermelha profunda.
MOSFIRE (Telescópio Keck) Confirmação espectroscópica definitiva da idade e distância.
Simulações de Supercomputadores Comparação dos dados observados com modelos de formação galáctica.

Esta descoberta ajuda os cientistas a refinar os modelos de formação e evolução galáctica, indicando que o “amanhecer cósmico” foi um período de atividade estrutural muito mais intenso e organizado do que se imaginava anteriormente.

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Com informações: Live Science / Universe Today

 

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Ciência

Ciência descobre o SPARDA: O novo “kamikaze” genético que pode superar o CRISPR

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Cientistas revelam o funcionamento de um sistema de defesa bacteriana que, ao contrário do CRISPR, não exige sequências específicas para detectar vírus e bactérias

O mundo da biotecnologia acaba de ganhar um novo protagonista que promete revolucionar o campo da genética e dos diagnósticos médicos. Pesquisadores da Universidade de Vilnius, na Lituânia, publicaram na revista Cell Research avanços significativos sobre o SPARDA (Short Prokaryotic Argonaute, Associated with DNase). Enquanto o famoso CRISPR atua como uma “tesoura” precisa, o SPARDA utiliza uma estratégia “kamikaze”: ao detectar um invasor, ele destrói todo o DNA ao redor, sacrificando a célula infectada para salvar o restante da colônia bacteriana.

A grande inovação revelada pelo estudo, liderado pelo bioquímico Mindaugas Zaremba, foi a identificação de uma região de ativação chamada “beta-relay”. Utilizando a ferramenta de Inteligência Artificial AlphaFold, os cientistas descobriram que essa região funciona como um interruptor elétrico. Quando o sistema detecta DNA estranho (como de vírus ou plasmídeos), esses interruptores mudam de forma e as proteínas se alinham em longas cadeias espirais que trituram o material genético de forma implacável.

Por que o SPARDA pode ser melhor que o CRISPR nos diagnósticos?

Embora o CRISPR tenha ganhado o Prêmio Nobel e transformado a ciência, ele possui uma limitação técnica: só reconhece alvos que tenham uma sequência específica ao lado, chamada PAM (como um pino que precisa encaixar em uma tomada específica).

  • Adaptador Universal: O sistema SPARDA não requer uma sequência PAM. Isso significa que ele pode detectar qualquer trecho de DNA de um patógeno sem restrições.

  • Flexibilidade: Essa característica permite que o SPARDA atue como um “adaptador universal”, tornando os testes de diagnóstico (como para Gripe ou SARS-CoV-2) muito mais rápidos e precisos.

  • Relevância Científica: A descoberta de que o “beta-relay” é uma característica universal em proteínas semelhantes sugere que a natureza possui um arsenal de defesa muito mais vasto do que imaginávamos.


Com informações: Live Science / Cell Research Journal

 

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Ciência

Arábia Saudita revela 20 novos sítios de arte rupestre em Soudah

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Gravuras de até 5 mil anos na região de Asir revelam detalhes inéditos sobre as antigas tribos tamúdicas e a fauna milenar da Península Arábica

A Comissão de Patrimônio da Arábia Saudita, em colaboração com a Soudah Development (empresa do Fundo de Investimento Público), anunciou nesta semana uma descoberta arqueológica de magnitude histórica. Foram identificados 20 novos sítios de arte rupestre na região de Soudah Peaks, abrangendo uma área de 636 quilômetros quadrados na província de Asir. As gravuras, com idade estimada entre 4 mil e 5 mil anos, são consideradas alguns dos vestígios culturais mais antigos já registrados no sudoeste do país.

O achado oferece uma janela rara para o cotidiano de civilizações que habitaram as terras altas de Soudah e Rijal Almaa. Entre as descobertas mais significativas estão as inscrições tamúdicas, um sistema de escrita antigo associado à tribo Thamud. Além da escrita, as rochas exibem representações detalhadas de animais que outrora eram abundantes na região, como hienas, avestruzes e íbices (cabras selvagens), evidenciando um ecossistema muito mais úmido e diversificado no passado.

As cenas gravadas em pedra não se limitam à fauna; elas retratam uma sociedade complexa com gravuras de caçadores em ação, grupos de dançarinos, armas e palmeiras. Segundo os arqueólogos, esses registros comprovam que a região foi um centro vital de assentamento humano e atividade cultural contínua. A descoberta faz parte de um levantamento científico em quatro etapas que visa documentar, classificar e, acima de tudo, preservar esses monumentos antes que o desenvolvimento turístico da região avance.

Turismo cultural e preservação em 2026

A descoberta ocorre em um momento estratégico para a Arábia Saudita, que em 2026 consolida sua Visão 2030 para o turismo. O projeto Soudah Peaks, conhecido por abrigar o ponto mais alto do país, pretende integrar esse novo patrimônio arqueológico a uma experiência turística de luxo e autenticidade. “O objetivo é criar uma jornada cultural integrada que reflita a riqueza histórica do Reino”, afirmaram as autoridades em comunicado oficial.

Paralelamente à arte rupestre, outras descobertas recentes na região têm fascinado a comunidade científica. No início deste mês, pesquisadores revelaram a localização de múmias de chitas em cavernas próximas, preservadas naturalmente por quase 2 mil anos. Esses achados somam-se às gravuras milenares para pintar um quadro completo de como as mudanças climáticas e a ocupação humana transformaram a Península Arábica ao longo dos milênios.

A proteção desses sítios é agora uma corrida contra o tempo. A Comissão do Patrimônio já iniciou o processo de registro nacional de cada formação rochosa para garantir que o fluxo de visitantes não degrade as inscrições. Para os pesquisadores, Soudah e Rijal Almaa deixam de ser apenas destinos de natureza exuberante para se tornarem um dos maiores laboratórios de arqueologia a céu aberto do Oriente Médio, conectando o presente moderno com as raízes mais profundas da humanidade.

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Com informações: Agência Brasil, ICL Notícias, SPA e Saudi Gazette

 

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