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Distrito Federal

Projeto ‘Visita aos Gestores’ aproxima TCDF e SEE/DF em diálogo sobre gestão pública

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Na última terça-feira (19), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) esteve na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE/DF) para um encontro com gestores da pasta

A visita faz parte do projeto “Visita aos Gestores”, que tem como objetivo fortalecer o relacionamento institucional com os servidores públicos do DF.

Na abertura do encontro, o presidente do TCDF destacou o objetivo pedagógico do projeto. “Quero mostrar um Tribunal com viés preventivo e orientador. Precisamos compreender as decisões dos gestores e estar ao lado deles, oferecendo apoio nas dificuldades”, disse Manoel de Andrade.

Já a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a importância de manter um diálogo transparente com o TCDF. “Prezamos pela responsabilidade na gestão pública e pela transparência. Nosso trabalho sempre se baseou no diálogo. Estamos muito felizes com essa aproximação, que fortalece a implementação das políticas públicas”, afirmou.

O secretário-geral de Controle Externo (Segecex), Antônio Alexandre, detalhou a estrutura e as funções de cada secretaria do Tribunal e como as áreas podem colaborar com a administração pública “O projeto está alinhado à missão do Tribunal de aperfeiçoar a administração pública em benefício da sociedade. Em nossas fiscalizações, propomos soluções que aprimoram os serviços públicos”, destacou.

Na ocasião, o secretário-executivo da SEE/DF, Isaías Aparecido da Silva, elogiou a iniciativa do Tribunal e destacou a complexidade da atuação da secretaria. “Somos como uma prefeitura. Cuidamos da saúde dos estudantes, esportes, infraestrutura, alimentação escolar — com 546 mil refeições diárias — e transporte, atendendo 87 mil alunos por dia. Estamos prontos para colaborar e oferecer uma educação pública de qualidade à sociedade do DF”, afirmou.

O secretário de Controle Externo de Auditoria, Índio Artiaga do Brasil Rabelo, reforçou a importância das fiscalizações para guiar os gestores “No ano passado, realizamos dois diagnósticos importantes — na saúde e na educação — para entender melhor a realidade enfrentada pelos gestores e orientar auditorias prioritárias.”

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Já o secretário de Fiscalização de Pessoal (SEFIP), José Roberto Alcuri Júnior, apresentou o aplicativo Calculadora de Aposentadoria, ferramenta que agiliza processos no cálculo do prazo para recebimento do benefício “Com a ferramenta é possível fazer a importação de todos os dados do servidor para essa aplicação e estimar uma provável data da concessão da aposentadoria. Com isso, boa parte da documentação que era preparada na mão dos servidores, é gerada pelo próprio sistema”, celebrou.

Por fim, a auditora de Controle Externo do TCDF, Cinthia Thomazi, apresentou o Sistema de Análise de Decisões Automatizada (ADA), ferramenta de inteligência artificial que auxilia no monitoramento do cumprimento das decisões da Corte. O sistema interpreta documentos automaticamente e identifica, de forma rápida e precisa, quais determinações foram ou não atendidas pelos gestores.

 


Fonte: TCDF

Distrito Federal

Soldado torna-se réu por feminicídio e destruição de cadáver de cabo do Exército no DF

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Justiça comum acolhe denúncia do MPDFT e decide que crime, ocorrido dentro de unidade militar, será julgado por júri popular por não ter relação com atividades da caserna

O Tribunal do Júri de Brasília aceitou, nesta quarta-feira (7), a denúncia contra o soldado Kelvin Barros da Silva, tornando-o réu pelo assassinato de Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. A vítima era cabo temporário músico do Exército e foi morta em 5 de dezembro de 2025. O crime foi classificado como feminicídio por envolver menosprezo à condição de mulher, com agravantes de crueldade e ausência de chance de defesa. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o acusado desferiu um golpe de faca no pescoço da jovem e, em seguida, ateou fogo ao corpo, o que resultou também na acusação por destruição de cadáver.

Um ponto central da decisão judicial foi a definição da competência para o julgamento. Embora o assassinato tenha ocorrido dentro de uma organização militar, a Justiça do Distrito Federal acatou o argumento de que o ato não possui vinculação com o desempenho de funções militares. Dessa forma, prevalece a competência constitucional do Tribunal do Júri para crimes dolosos contra a vida, permitindo que o acusado seja julgado pela sociedade em um júri popular. A Justiça Militar da União permanecerá responsável apenas por eventuais crimes conexos de natureza estritamente militar que possam surgir no curso do processo.

Detalhes do caso e qualificadoras

A denúncia detalha a gravidade das ações praticadas pelo agora réu:

  • Feminicídio: O crime foi motivado por discriminação e menosprezo à condição feminina da vítima.

  • Crueldade: O MPDFT apontou que o uso de arma branca e a posterior carbonização do corpo demonstram requintes de crueldade.

  • Impossibilidade de Defesa: A vítima foi atacada de forma a não conseguir reagir ou escapar da agressão fatal.

  • Ocultação e Destruição: Após a morte, Kelvin ateou fogo ao local para destruir o cadáver e fugiu sem levantar suspeitas imediatas.

Competência da Justiça Comum

A decisão reforça o entendimento jurídico de que crimes contra a vida praticados por militares contra militares, quando motivados por razões pessoais e fora do contexto operacional, devem ser analisados por cidadãos civis. O MPDFT sustentou que o julgamento pelo júri popular é uma forma de a sociedade exercer sua defesa contra atos de extrema violência. Kelvin Barros da Silva responderá ao processo sob a custódia das autoridades, enquanto o caso segue os trâmites para a definição da data do julgamento final.


Com informações: MPDFT

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Clínica de implantes é condenada a indenizar paciente por falhas graves em tratamento dentário no DF

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Justiça de Brasília determinou a restituição integral de valores e o pagamento de danos morais após perícia constatar falta de planejamento e baixa qualidade das próteses

A 6ª Vara Cível de Brasília condenou a empresa Vital Implantes Eireli a indenizar uma paciente e seu marido por danos materiais e morais decorrentes de um tratamento de reabilitação oral mal-sucedido. De acordo com o processo, a paciente passou mais de três anos submetida a diversos procedimentos, incluindo a colocação de próteses e implantes, sem que o serviço fosse concluído de forma satisfatória. As falhas na prestação do serviço resultaram em sequelas físicas e emocionais, impedindo a mulher de se alimentar e dormir adequadamente devido a dores persistentes e próteses provisórias de má qualidade.

Em sua defesa, a clínica alegou que o tratamento seguiu as técnicas adequadas e atribuiu a demora e as intercorrências à culpa exclusiva da paciente, citando atrasos na entrega de exames e períodos de suspensão do tratamento. No entanto, o laudo pericial foi determinante para a sentença, apontando erros graves como a ausência de exames essenciais, falta de prontuário médico e execução técnica deficiente. O juiz concluiu que a insatisfação da paciente foi uma reação legítima a uma sucessão de erros da clínica e determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais, além da devolução de todo o dinheiro investido.

Falhas identificadas pela perícia especializada

O laudo técnico destacou pontos críticos que fundamentaram a condenação:

  • Falta de Planejamento: Ausência de diretrizes claras e comunicação inadequada sobre os riscos e etapas do tratamento.

  • Deficiência Documental: O prontuário da paciente era inexistente ou incompleto, dificultando o acompanhamento por diferentes profissionais.

  • Má Qualidade Protética: As próteses entregues apresentavam baixa qualidade e divergiam do que havia sido contratado originalmente.

  • Negligência Clínica: Omissão de exames indispensáveis para procedimentos complexos de implantes em pacientes com perda óssea.

Resumo da decisão judicial

A sentença do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) estabeleceu:

  1. Rescisão Contratual: O contrato entre as partes foi formalmente encerrado por culpa da clínica.

  2. Restituição Financeira: A Vital Implantes deve devolver todos os valores pagos pela paciente ao longo dos três anos de tratamento.

  3. Danos Morais: Pagamento de R$ 10 mil como compensação pelo sofrimento físico, emocional e pelo descaso no atendimento.

  4. Possibilidade de Recurso: A empresa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.


Com informações: TJDFT

 

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Distrito Federal registra queda de 96% nos casos de dengue em 2025

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Monitoramento contínuo, uso de drones e tecnologia Wolbachia foram fundamentais para reduzir as notificações de 278 mil para 11 mil em um ano

O Distrito Federal apresentou um balanço epidemiológico altamente positivo ao encerrar o ano de 2025. De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde (SES-DF), o número de casos prováveis de dengue entre residentes despencou de 278.019, em 2024, para apenas 11.108 em 2025 — uma redução drástica de 96%. A queda foi observada em todas as regiões de saúde do DF, sendo a faixa etária dos 20 aos 29 anos a que ainda concentra o maior índice de notificações. Das 24.759 suspeitas registradas ao longo do ano, menos da metade foi confirmada como caso provável, evidenciando o sucesso das medidas de controle e prevenção.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, o controle da doença foi alcançado graças à atualização rigorosa do plano de contingência para arboviroses e ao investimento em tecnologias de monitoramento. Mais de 1,8 milhão de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde, que contaram com o apoio de drones para mapear focos em áreas de difícil acesso e a instalação de milhares de ovitrampas (armadilhas para ovos) para monitorar a densidade populacional do mosquito Aedes aegypti.

Estratégias de combate e tecnologias aplicadas

O combate à dengue em 2025 foi marcado por uma abordagem multifacetada:

  • Método Wolbachia: Utilização de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o vírus da dengue de se desenvolver no inseto, reduzindo a transmissão.

  • Monitoramento por Drones: Mapeamento de 2.100 hectares em 22 regiões administrativas para identificar acúmulos de água em telhados e lotes vagos.

  • Vigilância Ambiental: Instalação de 3,2 mil estações de larvicidas e 3,8 mil ovitrampas para controle biológico e estatístico.

  • Ações Territoriais: Borrifações residuais e visitas domiciliares constantes para eliminação de criadouros.

Alerta para o período de chuvas

Apesar da redução histórica, a Secretaria de Saúde reforça que a população não deve baixar a guarda. Com a chegada do verão, a combinação de calor intenso e chuvas frequentes cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. A manutenção da limpeza de calhas, vasos de plantas e caixas d’água continua sendo a principal barreira contra novas epidemias. A melhoria na qualidade dos dados coletados em 2025 permite agora que o sistema de saúde antecipe surtos e direcione as equipes de aplicação de inseticida (“fumacê”) com maior precisão cirúrgica.


Com informações: Agência Brasília e Jornal de Brasília

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