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Tecnologia

Startup chinesa lança IA mais barata que a DeepSeek

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Z.ai apresenta GLM-4.5, modelo aberto e econômico que opera com oito chips Nvidia H20 e promete custos inferiores aos da DeepSeek

A startup chinesa Z.ai, anteriormente conhecida como Zhipu, anunciou nesta segunda-feira (28) o lançamento do modelo de inteligência artificial GLM-4.5, que promete ser mais econômico para uso do que o modelo DeepSeek. A novidade faz parte da corrida por IAs abertas, acessíveis e de alta performance, tema que tem ganhado atenção global diante da crescente demanda por soluções em inteligência artificial.

Características do GLM-4.5

Além de ser aberto e gratuito para desenvolvedores, o GLM-4.5 é construído sobre um conceito chamado IA agentiva, que divide automaticamente as tarefas em sub-tarefas para melhorar a precisão dos resultados.

Com tamanho aproximado de metade do modelo DeepSeek, o GLM-4.5 necessita de apenas oito chips Nvidia H20 para funcionar, segundo Zhang Peng, CEO da Z.ai, em entrevista à CNBC. Esses chips são uma versão adaptada pela Nvidia para o mercado chinês, respeitando restrições de exportação dos EUA.

Custo inferior ao da DeepSeek

A Z.ai destacou que sua nova IA terá custo de uso inferior ao da DeepSeek:

  • DeepSeek: cobra US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada e US$ 2,19 por milhão de tokens de saída
  • GLM-4.5: promete preços de US$ 0,11 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,28 por milhão de tokens de saída

Os tokens são unidades usadas para medir a quantidade de dados processados pelas inteligências artificiais.

Estratégia e mercado

A aposta em um modelo mais leve e eficiente, aliado a preços competitivos, coloca a Z.ai em destaque no mercado asiático e global, principalmente entre as soluções de código aberto. Essa estratégia também pode facilitar o acesso de desenvolvedores independentes e empresas menores, que costumam ser limitados pelos custos elevados de modelos tradicionais.

Concorrência e investimentos

A nova geração de IAs chinesas tem avançado rápido, com outras empresas do país lançando modelos abertos e focados em nichos específicos. Um exemplo recente é o Kimi K2, da Moonshot, que promete desempenho superior ao ChatGPT e Claude da Anthropic em tarefas de programação, mas com custo um pouco maior que o GLM-4.5.

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A Z.ai foi citada pela OpenAI em alerta sobre os avanços da IA chinesa e entrou para a lista de entidades que restringem negócios com empresas americanas. Fundada em 2019, a startup já captou mais de US$ 1,5 bilhão em investimentos de grupos como Alibaba, Tencent, Qiming Venture Partners e Prosperity7 Ventures, além de fundos municipais chineses.

Tendências do mercado chinês

No último mês, a Tencent lançou o modelo HunyuanWorld-1.0, que gera cenas tridimensionais para desenvolvimento de jogos, e a Alibaba apresentou o Qwen3-Coder, focado em escrita de códigos computacionais. Essas movimentações demonstram que o ecossistema de inteligência artificial chinês está diversificando suas aplicações, buscando atender demandas que vão além do processamento textual.

A tendência de modelos abertos e acessíveis ganha força e amplia o leque de opções para desenvolvedores e empresas. O GLM-4.5 da Z.ai representa mais um passo nessa direção, unindo inovação técnica com preços competitivos, reforçando a disputa global pelo domínio em IA.


Com informações: Olhar Digital

Ciência

Reator de fusão nuclear da China supera limite crítico de densidade de plasma

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Experimento no EAST (Experimental Advanced Superconducting Tokamak) mantém estabilidade em densidades extremas, abrindo caminho para energia limpa e ilimitada

O reator de fusão nuclear da China, conhecido como “sol artificial” (EAST), atingiu um marco histórico ao operar o plasma além do seu limite de densidade habitual, o chamado Limite de Greenwald. Em um estudo publicado na revista Science Advances, os cientistas revelaram que conseguiram manter o plasma estável em densidades de 1,3 a 1,65 vezes superiores ao limite operacional comum. O avanço é crucial porque densidades mais elevadas aumentam a probabilidade de colisão entre átomos, tornando o processo de fusão mais eficiente e econômico.

A fusão nuclear busca replicar o processo que alimenta o Sol, fundindo átomos para liberar energia sem as emissões de gases de efeito estufa ou os resíduos radioativos de longa duração da fissão nuclear. O sucesso no EAST foi possível graças ao controle rigoroso da interação do plasma com as paredes do reator, utilizando uma técnica de auto-organização que evitou as instabilidades que normalmente interrompem a reação. Embora a tecnologia ainda consuma mais energia do que produz, este “regime livre de densidade” teórico agora comprovado aproxima a humanidade de uma fonte de energia sustentável para o futuro.

Avanços técnicos e o Limite de Greenwald

A superação deste obstáculo físico representa um salto na engenharia de tokamaks:

  • O Problema da Densidade: O Limite de Greenwald define o ponto onde o plasma se torna instável e “apaga”. Operar acima dele é essencial para viabilizar centrais elétricas.

  • Técnica de Estabilização: Os pesquisadores controlaram a pressão inicial do gás e o aquecimento por micro-ondas (ressonância ciclotron de elétrons) para equilibrar o sistema.

  • Auto-organização (PWSO): O estudo validou a teoria de que o plasma pode se auto-organizar em relação às paredes do reator, mantendo-se estável mesmo sob condições extremas.

  • Comparativo Global: O feito se soma a avanços nos EUA (DIII-D e Wisconsin), consolidando dados para o projeto internacional ITER.

O caminho até 2039 e a crise climática

Apesar do entusiasmo, cientistas ressaltam que a fusão nuclear ainda é experimental. O ITER, o maior tokamak do mundo em construção na França com participação de dezenas de países (incluindo China e EUA), tem previsão para iniciar reações em larga escala apenas em 2039. Portanto, embora promissora para as próximas gerações, a fusão não é vista como solução imediata para a crise climática atual, que exige cortes drásticos de emissões no presente através de tecnologias já disponíveis.


Com informações: Live Science

 

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Sociedade

Tecnofeudalismo e a precarização do trabalho na nova economia digital

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Artigo analisa como a algoritmização e a financeirização reconstruíram o capitalismo pós-moderno, transformando trabalhadores em ciberproletários sem direitos

O capitalismo contemporâneo passa por uma reestruturação profunda impulsionada pelo uso massivo de algoritmos e pela inteligência artificial. Segundo o economista Herbert Salles, essa “Economia Digital” não apenas altera os modos de produção, mas ressignifica a própria classe trabalhadora, agora vista como um ciberproletariado dependente de plataformas globais. Este novo cenário é marcado pelo conceito de tecnofeudalismo, onde as grandes empresas de tecnologia (Big Techs) ocupam o papel de “senhores de neofeudos” virtuais, extraindo valor não apenas do trabalho, mas dos dados e dos bens pessoais dos indivíduos.

A análise destaca que a financeirização e a algoritmização caminham juntas para concentrar renda em oligopólios sistêmicos. No topo de uma hierarquia improdutiva, donos de grandes capitais utilizam influência política para impedir regulações e garantir o acesso a recursos públicos. Na base dessa cadeia, o trabalhador algoritmizado divide seus custos de produção com as plataformas e aceita uma renda variável que substitui o salário tradicional, esvaziando direitos fundamentais como férias, previdência e segurança laboral.

Estruturas e impactos do capitalismo algoritmizado

O rearranjo social promovido pelas tecnologias digitais redefine as relações de poder e exploração:

  • Capital-Nuvem: Espaços virtuais administrados por algoritmos que funcionam como os antigos feudos, onde o comércio e a interação humana são mediadas e taxadas pelos donos das plataformas.

  • Ciberproletariado: Trabalhadores que utilizam seus próprios bens (carros, imóveis, equipamentos) para prestar serviços, enquanto o lucro real é drenado pelo sistema algoritmizado.

  • Poder de Extravio: Uso de coação (ameaça de desligamento), influência política e soft power (persuasão e gamificação) para manter o controle sobre a força de trabalho.

  • Capitalismo de Vigilância: A coleta e catalogação de dados pessoais para moldar o consumo e eliminar a privacidade em favor da maximização do lucro empresarial.

O papel da economia política na atualidade

Compreender o cenário atual sob a ótica da Economia Política é essencial para resgatar as pautas da classe trabalhadora. O capitalismo na era digital amplifica sua estrutura de exploração ao usufruir de meios de produção terceirizados sem a necessidade de adquiri-los. Enquanto grupos de influência política barram legislações protetivas, os lucros das Big Techs exacerbam-se à custa da precarização laboral. A luta por garantias de direitos e por um trabalho digno torna-se, portanto, um desafio central para enfrentar as novas engrenagens do mercado financeirizado.


Com informações: Diplomatique

 

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Tecnologia

Deep Reflection: tecnologia brasileira transforma ficção em realidade digital

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Startup Vortice.ai lança plataforma que cria reflexos de inteligência artificial baseados na consciência e expressão de indivíduos reais

A ideia de interagir com uma versão digital de alguém, tema central de episódios de séries como Black Mirror, acaba de se tornar realidade tecnológica. Lançado esta semana pelo CEO da startup brasileira Vortice.ai, Giovanni La Porta, o Deep Reflection é uma ferramenta que cria modelos de IA personalizados a partir da presença digital de uma pessoa. Diferente dos modelos genéricos das grandes empresas de tecnologia, essa solução utiliza uma arquitetura descentralizada para organizar vídeos, textos e áudios, gerando uma extensão viva e autêntica da consciência do criador.

A plataforma introduz conceitos inovadores como o Deep Fusion, que permite combinar diferentes “reflexos” para criar uma inteligência coletiva. Dessa forma, é possível fundir o conhecimento de diversos pensadores ou líderes em uma única interface de debate e aprendizado. Segundo os desenvolvedores, o foco não é a substituição do ser humano, mas a expansão de sua presença com controle total, garantindo que o modelo digital evolua continuamente junto com o indivíduo real, mantendo-se sempre atualizado com novas ideias e perspectivas.

Inovações e diferenciais técnicos

O Deep Reflection se distancia das abordagens tradicionais de IA por meio de características exclusivas:

  • Arquitetura Descentralizada: Utiliza uma rede de pequenas inteligências artificiais interconectadas em vez de um único modelo gigante.

  • Personalização por Dados Reais: O treinamento é feito exclusivamente com o acervo pessoal do indivíduo, garantindo fidelidade ao estilo e opinião.

  • Deep Fusion: Tecnologia que possibilita a fusão de múltiplos perfis de IA, gerando um conhecimento emergente a partir de visões de mundo distintas.

  • Evolução Dinâmica: O reflexo digital não é estático; ele pode ser alimentado constantemente com novos conteúdos produzidos pelo autor original.

Sobre a Vortice.ai

Fundada em julho de 2024 como parte do Grupo Framework, a Vortice.ai é uma startup brasileira focada em pesquisa e desenvolvimento de ponta em Inteligência Artificial. A empresa possui parcerias estratégicas com gigantes globais como a Oracle e se especializa em tecnologias de Processamento de Linguagem Natural (NLP) e fine-tuning de modelos de linguagem. Sob a liderança de Giovanni La Porta, especialista com formação pela UFMG, Oxford e MIT, a startup busca posicionar o Brasil como um polo pioneiro na criação de soluções éticas e inovadoras no setor de tecnologia.


Com informações: Vortice.ai e Sheep Comunicação

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