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Ciência

Sucuris Gigantes: Tamanho Médio das Cobras Permanece o Mesmo Há Mais de 12 Milhões de Anos

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🐍 Fósseis de sucuris do Mioceno revelam que a espécie manteve seu tamanho corporal desde o seu surgimento, há cerca de 12,4 milhões de anos. O novo estudo questiona a relação entre o clima antigo e a evolução do tamanho das cobras, mostrando a resiliência das anacondas.


Pesquisa Revela Estabilidade Milenar no Tamanho das Sucuris

Um novo estudo publicado no Jornal de Paleontologia de Vertebrados trouxe uma descoberta que desafia expectativas sobre a evolução dos répteis gigantes: o tamanho médio do corpo das sucuris gigantes tem permanecido praticamente inalterado desde que as cobras apareceram no registro fóssil, há aproximadamente 12,4 milhões de anos, durante o Mioceno Médio.

Esta conclusão surpreendeu os pesquisadores, que esperavam que as sucuris antigas fossem ainda maiores, seguindo a tendência de outras espécies da época. Segundo o estudo, enquanto outros animais, como crocodilos e tartarugas gigantes, foram extintos, em parte devido ao resfriamento global e à diminuição de habitats, as sucuris demonstraram uma notável “super-resiliência” ao longo do tempo geológico.

Análise Fóssil e Expectativas do Tamanho Antigo

As sucuris (anacondas) são um grupo de cobras constritoras que inclui a espécie de serpente mais pesada do mundo atualmente. As sucuris modernas chegam a medir, em média, de 4 a 5 metros de comprimento, podendo as maiores atingir até 7 metros. A incerteza científica residia em saber se, durante o Mioceno, as sucuris eram significativamente maiores ou se o seu tamanho colossal já havia sido alcançado e mantido.

Para determinar o tamanho das cobras antigas, a equipe de pesquisa, incluindo o coautor Andrés Alfonso-Rojas, paleontólogo de vertebrados da Universidade de Cambridge, empregou métodos rigorosos:

  • Medição de Fósseis: Foram analisadas 183 vértebras fossilizadas de sucuris, provenientes de pelo menos 32 cobras individuais, coletadas na Venezuela.

  • Reconstrução do Estado Ancestral: Os cientistas utilizaram essa técnica para prever o comprimento corporal das sucuris antigas, baseando-se nas características de espécies de cobras relacionadas.

Os cálculos indicaram que as sucuris tinham um comprimento médio de cerca de 5,2 metros quando surgiram no Mioceno, há 12 milhões de anos. Este resultado é consistentemente próximo ao tamanho médio das sucuris modernas, refutando a expectativa inicial de que espécimes de 7 a 8 metros seriam encontrados, especialmente considerando as temperaturas globais mais elevadas daquele período.

Fatores de Manutenção do Gigantismo

O período do Mioceno Médio e Superior (cerca de 12,4 milhões a 5,3 milhões de anos atrás) foi marcado por temperaturas elevadas, vastas zonas úmidas e grande disponibilidade de alimentos. Essas condições permitiram que muitas espécies atingissem tamanhos muito superiores aos seus descendentes atuais, um fenômeno conhecido como gigantismo. No entanto, as sucuris parecem ter mantido sua dimensão gigante sem diminuir, mesmo após o arrefecimento global e a redução de seus habitats.

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A pesquisa aponta que o clima e a variação de habitat podem não ter sido os fatores primários que mantiveram as cobras grandes nos milênios seguintes. Outras possibilidades consideradas:

  • Disponibilidade de Alimentos: Embora a falta de competição alimentar possa ter ajudado as sucuris a crescerem inicialmente, o seu tamanho não diminuiu mesmo com a chegada de outros predadores na América do Sul durante o Plioceno e o Pleistoceno, sugerindo que a disponibilidade de presas não foi o fator determinante para a manutenção do gigantismo das sucuris.

  • Adaptação e Resiliência: A estabilidade do tamanho corporal pode indicar que a sucuri atingiu um tamanho ótimo logo no início de sua história evolutiva, conferindo-lhe vantagens ecológicas que garantiram sua sobrevivência sem a necessidade de alterações morfológicas significativas para se adaptar às mudanças ambientais posteriores.

Ainda é necessário maior investigação para compreender plenamente por que as sucuris, diferentemente de outros gigantes antigos, conseguiram manter seu tamanho colossal através de milhões de anos de mudanças climáticas e ecológicas.


Com Informações de: Live Science

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Ciência

Cientistas descobrem a galáxia espiral barrada mais antiga do Universo

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Observações do Telescópio James Webb revelam a COSMOS-74706, uma galáxia que desafia cronogramas astronômicos ao apresentar estrutura complexa apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang

A compreensão humana sobre a evolução do cosmos acaba de ganhar um novo capítulo. Uma equipe de astrônomos liderada pela Universidade de Pittsburgh (UPitt) anunciou a descoberta da COSMOS-74706, a galáxia espiral barrada mais distante já confirmada espectroscopicamente. O achado foi apresentado em 8 de janeiro de 2026, durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, e revela que estruturas galácticas complexas, como a da nossa Via Láctea, já existiam há mais de 11,5 bilhões de anos.

O diferencial desta descoberta reside na precisão. Enquanto candidatos anteriores dependiam de lentes gravitacionais (que podem distorcer a imagem) ou estimativas de desvio para o vermelho, a COSMOS-74706 teve sua idade validada por meio de espectroscopia utilizando o James Webb (JWST) e o Observatório Keck. Este método é o “padrão ouro” da astronomia, eliminando as incertezas de 10-15% comuns em outras medições e confirmando que a galáxia já possuía uma “barra” central de estrelas em uma época em que o Universo era muito jovem.


Por que as “Barras” são importantes?

Na Sequência de Hubble, as galáxias evoluem de discos irregulares para formas mais organizadas. As barras centrais não são apenas estéticas; elas funcionam como motores galácticos:

  • Canalização de Gás: Elas transportam gás das bordas para o centro da galáxia.

  • Alimentação de Buracos Negros: Esse gás alimenta o buraco negro supermassivo central.

  • Regulação Estelar: As barras podem suprimir ou estimular a formação de novas estrelas em diferentes regiões do disco.

A existência de uma barra tão cedo sugere que as galáxias podem amadurecer muito mais rápido do que as teorias tradicionais previam. “É a galáxia espiral barrada confirmada espectroscopicamente com maior desvio para o vermelho já vista”, afirmou Daniel Ivanov, líder do estudo.


A Tecnologia por trás da Visão

A descoberta só foi possível graças à sensibilidade infravermelha de instrumentos de última geração, que conseguem “enxergar” através da poeira cósmica e do tempo.

Instrumento Função no Estudo
James Webb (JWST) Captura inicial da morfologia e luz infravermelha profunda.
MOSFIRE (Telescópio Keck) Confirmação espectroscópica definitiva da idade e distância.
Simulações de Supercomputadores Comparação dos dados observados com modelos de formação galáctica.

Esta descoberta ajuda os cientistas a refinar os modelos de formação e evolução galáctica, indicando que o “amanhecer cósmico” foi um período de atividade estrutural muito mais intenso e organizado do que se imaginava anteriormente.

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Com informações: Live Science / Universe Today

 

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Ciência

Ciência descobre o SPARDA: O novo “kamikaze” genético que pode superar o CRISPR

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Cientistas revelam o funcionamento de um sistema de defesa bacteriana que, ao contrário do CRISPR, não exige sequências específicas para detectar vírus e bactérias

O mundo da biotecnologia acaba de ganhar um novo protagonista que promete revolucionar o campo da genética e dos diagnósticos médicos. Pesquisadores da Universidade de Vilnius, na Lituânia, publicaram na revista Cell Research avanços significativos sobre o SPARDA (Short Prokaryotic Argonaute, Associated with DNase). Enquanto o famoso CRISPR atua como uma “tesoura” precisa, o SPARDA utiliza uma estratégia “kamikaze”: ao detectar um invasor, ele destrói todo o DNA ao redor, sacrificando a célula infectada para salvar o restante da colônia bacteriana.

A grande inovação revelada pelo estudo, liderado pelo bioquímico Mindaugas Zaremba, foi a identificação de uma região de ativação chamada “beta-relay”. Utilizando a ferramenta de Inteligência Artificial AlphaFold, os cientistas descobriram que essa região funciona como um interruptor elétrico. Quando o sistema detecta DNA estranho (como de vírus ou plasmídeos), esses interruptores mudam de forma e as proteínas se alinham em longas cadeias espirais que trituram o material genético de forma implacável.

Por que o SPARDA pode ser melhor que o CRISPR nos diagnósticos?

Embora o CRISPR tenha ganhado o Prêmio Nobel e transformado a ciência, ele possui uma limitação técnica: só reconhece alvos que tenham uma sequência específica ao lado, chamada PAM (como um pino que precisa encaixar em uma tomada específica).

  • Adaptador Universal: O sistema SPARDA não requer uma sequência PAM. Isso significa que ele pode detectar qualquer trecho de DNA de um patógeno sem restrições.

  • Flexibilidade: Essa característica permite que o SPARDA atue como um “adaptador universal”, tornando os testes de diagnóstico (como para Gripe ou SARS-CoV-2) muito mais rápidos e precisos.

  • Relevância Científica: A descoberta de que o “beta-relay” é uma característica universal em proteínas semelhantes sugere que a natureza possui um arsenal de defesa muito mais vasto do que imaginávamos.


Com informações: Live Science / Cell Research Journal

 

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Ciência

Arábia Saudita revela 20 novos sítios de arte rupestre em Soudah

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Gravuras de até 5 mil anos na região de Asir revelam detalhes inéditos sobre as antigas tribos tamúdicas e a fauna milenar da Península Arábica

A Comissão de Patrimônio da Arábia Saudita, em colaboração com a Soudah Development (empresa do Fundo de Investimento Público), anunciou nesta semana uma descoberta arqueológica de magnitude histórica. Foram identificados 20 novos sítios de arte rupestre na região de Soudah Peaks, abrangendo uma área de 636 quilômetros quadrados na província de Asir. As gravuras, com idade estimada entre 4 mil e 5 mil anos, são consideradas alguns dos vestígios culturais mais antigos já registrados no sudoeste do país.

O achado oferece uma janela rara para o cotidiano de civilizações que habitaram as terras altas de Soudah e Rijal Almaa. Entre as descobertas mais significativas estão as inscrições tamúdicas, um sistema de escrita antigo associado à tribo Thamud. Além da escrita, as rochas exibem representações detalhadas de animais que outrora eram abundantes na região, como hienas, avestruzes e íbices (cabras selvagens), evidenciando um ecossistema muito mais úmido e diversificado no passado.

As cenas gravadas em pedra não se limitam à fauna; elas retratam uma sociedade complexa com gravuras de caçadores em ação, grupos de dançarinos, armas e palmeiras. Segundo os arqueólogos, esses registros comprovam que a região foi um centro vital de assentamento humano e atividade cultural contínua. A descoberta faz parte de um levantamento científico em quatro etapas que visa documentar, classificar e, acima de tudo, preservar esses monumentos antes que o desenvolvimento turístico da região avance.

Turismo cultural e preservação em 2026

A descoberta ocorre em um momento estratégico para a Arábia Saudita, que em 2026 consolida sua Visão 2030 para o turismo. O projeto Soudah Peaks, conhecido por abrigar o ponto mais alto do país, pretende integrar esse novo patrimônio arqueológico a uma experiência turística de luxo e autenticidade. “O objetivo é criar uma jornada cultural integrada que reflita a riqueza histórica do Reino”, afirmaram as autoridades em comunicado oficial.

Paralelamente à arte rupestre, outras descobertas recentes na região têm fascinado a comunidade científica. No início deste mês, pesquisadores revelaram a localização de múmias de chitas em cavernas próximas, preservadas naturalmente por quase 2 mil anos. Esses achados somam-se às gravuras milenares para pintar um quadro completo de como as mudanças climáticas e a ocupação humana transformaram a Península Arábica ao longo dos milênios.

A proteção desses sítios é agora uma corrida contra o tempo. A Comissão do Patrimônio já iniciou o processo de registro nacional de cada formação rochosa para garantir que o fluxo de visitantes não degrade as inscrições. Para os pesquisadores, Soudah e Rijal Almaa deixam de ser apenas destinos de natureza exuberante para se tornarem um dos maiores laboratórios de arqueologia a céu aberto do Oriente Médio, conectando o presente moderno com as raízes mais profundas da humanidade.

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Com informações: Agência Brasil, ICL Notícias, SPA e Saudi Gazette

 

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