O epidemiologista crítico estadunidense Rob Wallace está no Brasil para o lançamento do livro Grandes fazendas produzem grandes gripes. O autor, que relaciona a industrialização dos sistemas alimentares corporativos e o agronegócio à emergência de pandemias (como COVID-19, Gripe Suína e Gripe Aviária), participa de eventos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília entre 23 e 28 de novembro
O epidemiologista estadunidense Rob Wallace, conhecido por mobilizar a biologia, a epidemiologia crítica e a geografia em suas pesquisas, iniciará seu giro pelo Brasil neste domingo, 23 de novembro.
A visita ocorre em celebração à publicação de seu livro, “Grandes fazendas produzem grandes gripes”, pela editora Igrá Kniga. O trabalho de Wallace é instigante por posicionar as origens das grandes epidemias, como Ebola, Gripe Suína e Gripe Aviária (que já causa destruição em massa da vida selvagem), na industrialização globalizada dos sistemas alimentares corporativos e nos rastros ambientais destrutivos do agronegócio.
Celebrado por intelectuais como Noam Chomsky e Mike Davis, seu livro produz uma alteração radical na compreensão da relação entre natureza e doenças sob o capitalismo racializado.

Agenda no Brasil
Wallace terá uma agenda intensa, com eventos em três capitais:
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São Paulo: O giro começa com o lançamento do livro na Livraria Megafauna no domingo (23/11). Na segunda-feira (24/11), o epidemiologista participa de dois eventos na Universidade de São Paulo (USP):
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O Colóquio Internacional “Biotecnodiversidade face à Era das Homogeneizações”, ao lado de Malcom Ferdinand.
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Uma atividade na Faculdade de Saúde Pública (FSP/USP) para debater sistemas alimentares e políticas públicas com a influente nutricionista Marion Nestle.
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Rio de Janeiro: Nos dias 26 e 27 de novembro, Wallace participa do Seminário Internacional (In)Segurança Alimentar sob o Microscópio no Instituto de Nutrição da UERJ (NUT/UERJ).
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Brasília: A viagem se encerra na quinta-feira, 28 de novembro, com o lançamento do seu livro no Armazém do Campo de Brasília.
As atividades reforçam o debate sobre a necessidade de uma epidemiologia crítica que atribua responsabilidade aos modelos econômicos na emergência de novas doenças com potencial pandêmico.
Com informações: Editora Igrá Kniga, Livraria Megafauna, USP, UERJ, Diplomatique