“Acredito que
vocação é aquilo que você faz e te realiza do ponto de vista existencial. Às vezes, a carga de trabalho é avassaladora, mas faz todo sentido”, afirmou a magistrada que ingressou no TJDFT aos 28 anos, em 1996. Antes de atuar como juíza, foi analista do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e aprovada em 2º lugar no concurso para Consultora Legislativa da Câmara Legislativa do DF, mas optou pela magistratura. “
Pelo meu volume de estudo, acredito que poderia ter escolhido qualquer carreira, mas em nenhuma delas eu seria tão feliz como aqui”, revelou.
Representatividade feminina no Judiciário
Segundo a magistrada, os
tribunais devem refletir a composição da sociedade para garantir maior diversidade na
tomada de decisões. "Sei que a minha realidade não reflete a de todas as mulheres. Muitas precisam abrir mão do estudo e do trabalho para cuidar da casa e da família e só retomam a vida profissional mais tarde", analisou. Mãe de quatro filhos, a juíza disse que
não foi fácil conciliar vida profissional e pessoal, mas expressou gratidão por tudo o que conquistou. "Se eu encontrasse comigo jovem e perguntasse àquela jovem o que eu fiquei devendo, tenho certeza de que me responderia que realizei todos os projetos idealizados", afirmou.
Experiência acadêmica e futuro na magistratura
Com uma
sólida formação acadêmica, a magistrada é doutora em Direito e Políticas Públicas pelo UniCeub, mestre em Direito e Estado pela UnB e especialista em Direito Privado e Direito Administrativo pela Universidade Católica de Brasília. Para o futuro, deseja usar toda sua bagagem acadêmica para
contribuir com os julgamentos em 2ª instância e aprofundar sua atuação na jurisprudência e na consolidação de decisões q
ue impactam a sociedade. A
entrevista foi conduzida pelo 1º vice-presidente do TJDFT, desembargador Roberval Belinati, e gravada no Memorial TJDFT - Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte. Ela está disponível no canal oficial do TJDFT no YouTube. Assista agora e conheça mais sobre a trajetória da magistrada.
Programa História Oral
O
Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT. Os depoimentos trazem um pouco da história do Tribunal desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje. O
objetivo é manter viva a história do Judiciário da capital do país. Todas as entrevistas estão disponíveis na página do
Memorial TJDFT. O programa, criado e inicialmente conduzido pela desembargadora Maria Thereza Braga Haynes, teve início em 2008. Em 2024, foi retomado pela
1ª Vice-Presidência do TJDFT, responsável pela manutenção do acervo histórico e pela Memória do Tribunal. A Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus) apoia o Tribunal na implementação do programa. Acesse a página do
Programa História Oral e saiba mais sobre a história da Justiça do DF. Você também pode assistir a
playlist do programa no YouTube.
Acesse o álbum de fotos da gravação, disponível no Flickr do TJDFT.