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Expedição mapeia mais de 90 espécies no Parque Estadual Caminho dos Gerais, em Minas Gerais

Expedição mapeia mais de 90 espécies no Parque Estadual Caminho dos Gerais, em Minas Gerais

Redação
Por: Redação
15/07/2025 às 12h00 Atualizada em 15/07/2025 às 15h00
Expedição mapeia mais de 90 espécies no Parque Estadual Caminho dos Gerais, em Minas Gerais
Um dos destaques da expedição foi o primeiro registro fotográfico dentro do parque da espécie de sapo Trachycephalus mambaiensis, popularmente chamado de perereca-grudenta. Sua reprodução é explosiva, pois ocorre intensamente após grandes chuvas. Seu nome

Levantamento identifica 71 espécies de anfíbios e répteis e 22 de serpentes em área de transição entre Caatinga e Cerrado

Uma expedição realizada por oito especialistas no Parque Estadual Caminho dos Gerais , em Minas Gerais, mapeou mais de 90 espécies de animais , incluindo anfíbios, répteis e serpentes , em uma ação apoiada pelo Programa COPAÍBAS . O estudo teve como objetivo principal preencher lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade em zonas de transição entre biomas e fornecer subsídios para a gestão da unidade de conservação.

Dados do levantamento

Durante 24 horas de campo, os pesquisadores registraram:

71 espécies de herpetofauna , sendo:

  • 29 anfíbios
  • 42 répteis
  • 22 indivíduos de serpentes , pertencentes a diferentes espécies
  • Destaque para o primeiro registro fotográfico dentro do parque do sapo Trachycephalus mambaiensis , também conhecido como perereca-grudenta
Importância ecológica da área

O Parque Estadual Caminho dos Gerais está localizado em uma zona de transição entre os biomas Caatinga e Cerrado , abrangendo os municípios mineiros de Espinosa, Gameleiras, Mamonas e Monte Azul . Essa posição geográfica singular favorece a ocorrência de espécies típicas de ambos os biomas, além de outras endêmicas.

Segundo o pesquisador Adrian Garda , da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a expedição visa contribuir para a compreensão da biodiversidade regional e subsidiar políticas de conservação.

"Esses ambientes de transição são ricos em diversidade, mas historicamente subamostrados. Este trabalho é essencial para ampliar nosso entendimento sobre a distribuição das espécies e suas necessidades ecológicas", afirmou.

O primeiro registro fotográfico da espécie dentro do parque foi feito durante a expedição e reforça a importância de ações de monitoramento contínuo.

Conservação e desafios

O Caminho dos Gerais é uma unidade de conservação estratégica para a preservação de ecossistemas ameaçados, especialmente no contexto do avanço do desmatamento e mudanças climáticas.

No entanto, dados como os obtidos na expedição ajudam a orientar políticas públicas e ações de manejo, promovendo maior efetividade na proteção de áreas críticas e espécies vulneráveis.

Veja fotos de algumas espécies encontradas:
[caption id="attachment_186014" align="aligncenter" width="640"] Ameivula nigrigula, também conhecido como Calango-da-garganta-preta, é uma espécie diurna de lagarto de médio porte. Ele prefere ambientes arenosos e geralmente está ativo nas horas mais quentes do dia, correndo pelo solo. Foto: Leandro Silva[/caption]
[caption id="attachment_186008" align="aligncenter" width="640"] Physalaemus albifrons, a rã-choradeira, é um anfíbio noturno que costuma aparecer ativo depois de grandes chuvas. Como a maioria dos anfíbios, os machos cantam para atrair as fêmeas, e essa espécie soa como um choro alongado e agudo. Foto: Leandro Silva.[/caption]
[caption id="attachment_186010" align="aligncenter" width="640"] Mussurana (Boiruna sertaneja) é uma espécie típica da Caatinga. É um animal terrestre, que está ativo à noite e se alimenta de diversos tipos de vertebrados, mas é peculiar por consumir com frequência outras serpentes, inclusive venenosas. Pode atingir mais de 2 metros de comprimento. Foto: Leandro Silva[/caption]
[caption id="attachment_186011" align="aligncenter" width="640"] Micrablepharus maximiliani é um lagarto de pequeno porte, conhecido também como lagarto de cauda azul. Esse pequeno animal rasteja sob o folhiço da mata e sua cauda serve para atrair eventuais predadores para longe de suas partes vitais, como cabeça e tronco. Foto: Leandro Silva[/caption]
[caption id="attachment_186013" align="aligncenter" width="640"] Eurolophosaurus nanuzae, o lagartinho de crista do espinhaço, é típico de ambientes de cerrado rupestre, fica ativo o dia todo é bastante comum na serra do espinhaço em Minas Gerais, mas com ocorrências também na Bahia. É um animal que se alimenta espreitando as presas que passam por perto, e por isso geralmente é mais furtivo que outros lagartos, como o Ameivula nigrigula. Foto: Leandro Silva[/caption]
[caption id="attachment_13764" align="aligncenter" width="656"]Um dos destaques da expedição foi o primeiro registro fotográfico dentro do parque da espécie de sapo Trachycephalus mambaiensis, popularmente chamado de perereca-grudenta. Sua reprodução é explosiva, pois ocorre intensamente após grandes chuvas. Seu nome vem da secreção intensa e pegajosa que o animal secreta para se defender de predadores, causando dificuldade do animal em manejar a perereca e irritação devido ao veneno que ela possui. Foto: Leandro Silva Um dos destaques da expedição foi o primeiro registro fotográfico dentro do parque da espécie de sapo Trachycephalus mambaiensis, popularmente chamado de perereca-grudenta. Sua reprodução é explosiva, pois ocorre intensamente após grandes chuvas. Seu nome vem da secreção intensa e pegajosa que o animal secreta para se defender de predadores, causando dificuldade do animal em manejar a perereca e irritação devido ao veneno que ela possui. Foto: Leandro Silva[/caption]
Com informações: Júlia Mendes /  ECO
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