"Cazuza, Boas Novas" revisita os dois últimos anos do cantor com registros de arquivo e depoimentos de amigos como Ney Matogrosso
O documentário
"Cazuza, Boas Novas" estreia nesta quinta-feira (17/07/2025) nos cinemas brasileiros, oferecendo um retrato íntimo e poderoso dos
dois últimos anos de vida do cantor Cazuza , uma das figuras mais marcantes da música popular brasileira. Dirigido por
Nilo Romero , que foi baixista e companheiro de turnê de Cazuza, o filme combina
imagens inéditas de arquivo com
depoimentos emocionantes de pessoas próximas ao artista.
Imagens inéditas e proximidade com o artista
Nilo Romero acompanhou Cazuza desde a turnê de
"Exagerado" , tocou no disco
"Só se for a dois" (1987) , coproduziu o álbum
"Ideologia" (1988) e permaneceu ao seu lado até o fim da última turnê. Essa convivência permitiu ao diretor reunir um acervo único de cenas raras, muitas delas registradas pelo próprio músico
George Israel , do Kid Abelha, amigo próximo de Cazuza e conhecido por documentar momentos da cena musical.
“Eu consegui muitas imagens inéditas, por conta da minha proximidade com Cazuza e com o George Israel, músico do Kid Abelha, muito meu amigo e também de Cazuza. Israel tinha o hábito de registrar tudo em vídeo”, relembra Romero.
As filmagens mostram Cazuza em
momentos de intimidade com amigos , sempre com sua característica
ironia e bom humor , além de cenas intensas de apresentações ao vivo.
A força de um artista até o fim
Apesar da fragilidade física causada pela
Aids , que então não tinha tratamento eficaz, Cazuza realizou
mais de 40 shows naquela que seria sua
última turnê . O documentário destaca sua
garra, vontade de viver e maturidade artística , evidenciando como ele seguiu produzindo e se conectando com o público até os últimos dias.
Depoimentos de grandes nomes
Além do relato de Nilo Romero, o filme conta com depoimentos de personalidades que conviveram com Cazuza, entre eles:
- Ney Matogrosso , que dirigiu a turnê de Ideologia
- Roberto Frejat
- Gilberto Gil
- Christiaan Oyens
- Flávio Colker , fotógrafo e amigo
A presença de
Ney Matogrosso é especialmente significativa, tanto pela relação pessoal quanto pelo papel central na direção cênica da turnê que marcou o auge da carreira solo do cantor.
Emoção na pré-estreia
A pré-estreia do documentário emocionou amigos e colegas de geração. O cantor
Léo Jaime destacou a relevância duradoura do legado de Cazuza:
“A trajetória do Cazuza se mistura com a minha própria trajetória. Ele faz uma falta tremenda. Pensar que já temos 35 anos da morte dele e ainda estamos celebrando sua obra é inacreditável.”
Um olhar humano sobre um mito da música
"Cazuza, Boas Novas" vai além da figura pública do astro pop. O documentário revela o homem por trás da voz potente: sensível, corajoso, provocador e profundamente comprometido com sua arte. Ao focar em seus anos finais, o filme mostra como Cazuza transformou sua luta pessoal em mensagem universal, influenciando gerações e abrindo caminhos para discussões sobre saúde, sexualidade e liberdade.
Com informações: Agência Brasil / Revista Fórum