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STJ adia decisão sobre prisão de Adriana Villela após novo pedido de vista

STJ adia decisão sobre prisão de Adriana Villela após novo pedido de vista

Redação
Por: Redação
10/08/2025 às 19h50 Atualizada em 10/08/2025 às 22h50
STJ adia decisão sobre prisão de Adriana Villela após novo pedido de vista
Foto: Reprodução

Julgamento sobre prisão imediata de Adriana Villela, condenada no "Crime da 113 Sul", é suspenso no STJ após pedido de vista. Ministério Público defende manutenção da condenação de 61 anos

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, na terça-feira (5/8/2025), o julgamento do recurso de Adriana Villela, condenada a 61 anos e três meses de prisão pelo assassinato de seus pais e da empregada da família em 2009 — caso conhecido como "Crime da 113 Sul", em Brasília. A decisão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Og Fernandes, após empate no placar (1 a 1). O julgamento havia sido iniciado em 11 de março de 2025 e trata da execução imediata da pena, após a condenação ter sido mantida por decisão do Tribunal do Júri do Distrito Federal. A data para a retomada da sessão ainda não foi definida, mas deve ocorrer dentro do prazo regimental de 30 dias.
Relator defende prisão imediata; divergência sobre acesso a provas
O relator do processo, ministro Rogério Schietti, votou pela manutenção da condenação e pela prisão imediata de Adriana Villela. Ele reforçou que a defesa da ré teve acesso a todas as garantias constitucionais, como ampla defesa e contraditório, e destacou a soberania do veredito do júri popular, prevista na Constituição Federal. Já o ministro Sebastião Reis Júnior apresentou voto divergente, argumentando que a defesa não teve acesso integral às gravações em vídeo dos depoimentos durante o processo no Tribunal do Júri. Com base nesse ponto, ele se manifestou pela anulação da ação penal, sob a alegação de nulidade processual. Com o pedido de vista de Og Fernandes, a análise será retomada após seu exame do processo. A decisão final dependerá ainda dos votos dos ministros Antônio Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo.
Posição do Ministério Público
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), assim como o Ministério Público Federal (MPF) e a assistência à acusação, defendem a manutenção da condenação e a execução da pena em regime fechado. Em manifestações anteriores, o MPDFT reafirmou que todas as etapas do processo respeitaram as garantias legais e que o júri popular agiu com legitimidade ao reconhecer a autoria e a materialidade do crime.
Relembre o caso
Adriana Villela foi condenada em 2019 como mandante do triplo homicídio de:
  • José Guilherme Villela, ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
  • Maria Carvalho Villela, advogada e mãe de Adriana
  • Francisca Nascimento da Silva, empregada doméstica da família
O crime ocorreu na residência da família, localizada na SQN 113, em Brasília — daí o nome "Crime da 113 Sul". O júri popular reconheceu qualificadoras do crime, como motivo torpe e uso de meio que dificultou a defesa das vítimas.

A condenação foi confirmada em instâncias superiores, mas a execução da pena permanece suspensa até o julgamento final do recurso no STJ.


Com informações:  MPDFT
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