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Por que há estrondos no ar ao quebrar a barreira do som?

Por que há estrondos no ar ao quebrar a barreira do som?

Redação
Por: Redação
11/08/2025 às 18h00 Atualizada em 11/08/2025 às 21h00
Por que há estrondos no ar ao quebrar a barreira do som?
Foto: Reprodução

Quando aviões, balas ou chicotes ultrapassam 343 m/s, comprimem o ar e geram ondas de choque. Entenda a ciência por trás do estrondo sônico

Quando um objeto ultrapassa a velocidade do som no ar — cerca de 343 metros por segundo (1.235 km/h) ao nível do mar, em temperatura ambiente — ocorre um fenômeno físico conhecido como ruptura da barreira do som. Nesse momento, forma-se um estrondo sônico, um som potente e semelhante a uma explosão, ouvido por quem está no solo.

Esse efeito pode ser gerado por aviões supersônicos, balas de arma de fogo ou até mesmo pelo estalo de um chicote, que também rompe essa barreira. O estrondo é resultado da compressão súbita do ar e da formação de ondas de choque, que se propagam com grande energia.
Como surge o estrondo sônico?
O som se propaga no ar por meio de ondas de pressão. Enquanto um avião voa abaixo da velocidade do som (subsônico), essas ondas se espalham para frente e para os lados, como círculos na água. Esse padrão permite que o som "abra caminho" à frente da aeronave. No entanto, ao atingir e ultrapassar a velocidade do som, o avião passa a se mover mais rápido do que as próprias ondas sonoras que ele emite. Assim, as ondas se acumulam à frente da aeronave, criando uma compressão intensa do ar. Esse acúmulo gera uma onda de choque — uma mudança brusca na pressão, temperatura e densidade do ar — que se propaga em formato de cone, com o vértice no nariz do avião. Quando essa onda atinge o solo, é percebida como um estrondo sônico.
Número de Mach e classificação da velocidade
A relação entre a velocidade de um objeto e a do som é medida pelo número de Mach:
  • Mach 1: velocidade igual à do som (343 m/s)
  • Abaixo de Mach 1: velocidade subsônica
  • Acima de Mach 1: velocidade supersônica
Quando um avião voa em Mach 1 ou superior, ele está constantemente gerando ondas de choque. No entanto, uma pessoa no solo só ouve o estrondo uma vez, no momento em que a onda de choque passa por ela.
Impacto do estrondo sônico
O estrondo sônico pode atingir cerca de 110 decibéis, nível comparável ao de um trovão ou explosão. A súbita mudança de pressão pode, em casos extremos, quebrar vidros de edifícios próximos à trajetória de aeronaves supersônicas. Por isso, voos supersônicos são geralmente proibidos sobre áreas urbanas. A NASA investe em pesquisas para reduzir esse impacto por meio do projeto Commercial Supersonic Technology (CST), que busca desenvolver aeronaves com formatos aerodinâmicos capazes de gerar ondas de choque mais suaves — e, consequentemente, estrondos menos intensos.
Aplicações médicas das ondas de choque
O mesmo princípio físico das ondas de choque é utilizado na medicina. Na litotripsia extracorpórea, ondas acústicas de alta energia são focadas sobre cálculos renais ou biliares, fragmentando-os sem necessidade de cirurgia. As ondas usadas estão fora da faixa auditiva humana, mas têm poder suficiente para quebrar estruturas sólidas no corpo.

Com informações: Union University / NASA, Olhar Digital

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