Fóssil revela mamíferos do tamanho de um rato que viveu com dinossauros na América do Sul
Fóssil revela mamíferos do tamanho de um rato que viveu com dinossauros na América do Sul
Por: Redação
14/08/2025 às 17h00Atualizada em 14/08/2025 às 20h00
Foto: Reprodução
Descoberto na Patagônia chilena, o Yeutherium pressor é o menor mamífero conhecido do Cretáceo na América do Sul. Estudo aponta que ele vivia na mesma época dos dinossauros e tinha traços de ornitorrinco e marsupial.
Fóssil revela mamíferos do tamanho de um rato que viveu com dinossauros na América do SulUm novo fóssil descoberto na Patagônia chilena revelou a existência de Yeutherium pressor , um pequeno mamífero que viveu há cerca de 74 milhões de anos , durante o Cretáceo Superior , ao mesmo tempo que os dinossauros. O achado, anunciado por pesquisadores da Universidade do Chile , oferece novas promessas sobre a diversidade de mamíferos na América do Sul no final da Era dos Répteis.O fóssil, composto por um fragmento de maxilar com um molar preservado e dois desgastados, permitiu aos cientistas reconstruir as características de um animal de apenas 30 a 40 gramas — o menor mamífero registrado desse período no continente sul-americano.
Um animal com traços de roedor, ornitorrinco e marsupialApesar do tamanho e da aparência semelhante a um rato moderno , o Yeutherium pressor possuía características únicas. Estudos indicam que ele poderia ter colocado ovos , como o ornitorrinco, e carregado os filhotes em uma bolsa , semelhante a cangurus e gambás - características típicas de mamíferos primitivos, conhecidos como monotremados e marsupiais.Seu esqueleto nuclear sugere uma dieta composta por vegetais duros , como sementes e caules fibrosos, o que reforça sua adaptação a ambientes terrestres com vegetação resistente.O animal habitava o que hoje é o sul do Chile, região que, durante o Cretáceo, fazia parte do supercontinente Gondwana , que reunia América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia.
Importância do achado para a paleontologia sul-americanaO achado é considerado um marco para a paleontologia da América do Sul, uma região ainda pouco explorada em termos de fósseis de mamíferos do Cretáceo. Embora o registro fóssil de dinossauros seja relativamente abundante, os vestígios de mamíferos desse período são raros e fragmentários.“Este fóssil ajuda a preencher uma lacuna importante no entendimento da evolução dos mamíferos no Hemisfério Sul”, destacaram os pesquisadores.
Sobrevivência na sombra dos dinossaurosA coexistência entre mamíferos e dinossauros é um tema central na paleontologia. Estudos recentes, como um publicado na revista Science , indicam que os mamíferos do Cretáceo eram majoritariamente pequenos, noturnos e de pelagem escura , uma adaptação evolutiva para evitar predadores.Essas características de camuflagem e comportamento furtivo provavelmente permitiram que espécies como o Yeutherium pressor prosperassem mesmo em um mundo dominado por repteis gigantes.Assim como os dinossauros, o Yeutherium pressor foi extinto no evento de extinção em massa do final do Cretáceo , há cerca de 66 milhões de anos .O estudo completo sobre a nova espécie foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B .
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