A clonagem de celular é um tipo de golpe cibernético cada vez mais comum, capaz de comprometer dados pessoais, conversas privadas, aplicativos bancários e redes sociais. Ela pode ocorrer por meio da clonagem do chip (SIM swap), do IMEI do aparelho ou pela instalação de aplicativos espiões.
Independentemente da forma,
agir com rapidez é fundamental para minimizar prejuízos. Confira sete medidas práticas para tomar assim que suspeitar que seu celular foi clonado.
1. Bloqueie o chip com a operadora imediatamente Se houver indício de clonagem do chip, entre em contato com sua operadora (Vivo, Claro, TIM, Oi ou Alô)
sem demora. Solicite o
bloqueio do número e a emissão de um novo chip. Isso impede que o criminoso receba
SMS, ligações ou códigos de verificação usados para acessar contas. Recomenda-se também ativar os códigos
PIN e PUK do chip como camada adicional de segurança.
2. Recupere o acesso ao WhatsApp Se o WhatsApp foi clonado,
reinstale o aplicativo e faça login com seu número. O processo pode interromper a sessão ativa do invasor. Ative a
verificação em duas etapas (Configurações > Conta > Verificação em duas etapas) para dificultar novas invasões. Aviso:
não bloqueie a linha na operadora, pois isso pode atrapalhar a recuperação da conta. Se não conseguir recuperar o acesso, envie um e-mail para
[email protected] , informando o caso e solicitando o bloqueio da conta clonada.
3. Avise seus contatos sobre a clonagem Comunique amigos, familiares e colegas de trabalho que seu número foi comprometido. Isso evita que caiam em
golpes de extorsão, pedidos de dinheiro ou mensagens falsas enviadas em seu nome. Prefira canais seguros, como ligação direta ou mensagens em redes sociais com verificação de identidade.
4. Altere senhas e ative autenticação em duas etapas Se e-mails ou redes sociais foram acessados,
mude todas as senhas imediatamente, começando pelo
e-mail principal, que pode ser usado para recuperar outras contas. Ative a
autenticação em duas etapas em plataformas como:
- Google (Gmail)
- Facebook e Instagram
- Apple ID
- Microsoft
Verifique também as seções de
atividade de login ou
acessos recentes nas configurações de cada serviço e encerre sessões suspeitas.
5. Bloqueie cartões e contas bancárias Caso identifique
transações suspeitas, entre em contato com seu banco pelos canais oficiais (site, app ou central de atendimento). Solicite o
bloqueio de cartões, contas e PIX. Registre um
boletim de ocorrência (BO), presencialmente ou online, para formalizar o caso e aumentar as chances de reembolso. Mantenha o
monitoramento diário do extrato nos dias seguintes.
6. Desconecte o celular da internet Se o aparelho inteiro foi comprometido,
desative Wi-Fi e dados móveis imediatamente. Isso interrompe a comunicação com o invasor, impedindo o envio de dados, fotos ou mensagens em tempo real. Use esse momento para executar as demais etapas de segurança com mais controle.
7. Restaure o celular para as configurações de fábrica Após desligar a internet, faça backup apenas dos arquivos essenciais (fotos, documentos) — evitando copiar arquivos suspeitos. Depois,
restaure o aparelho às configurações de fábrica (Ajustes > Sistema > Restauração). Isso remove apps maliciosos e softwares de espionagem. Ao reativar o celular, reinstale apenas apps de
fontes oficiais (Google Play, App Store) e mantenha o sistema operacional atualizado.
Denuncie e monitore suas contas Além do BO, considere informar o caso ao
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) ou ao
portal do Banco Central (para fraudes financeiras). Continue monitorando
notificações de login, tentativas de acesso e movimentações por pelo menos 30 dias. Serviços de
monitoramento de identidade podem ajudar a detectar uso indevido de seus dados.
Com informações: Olhar Digital