
O longa-metragem "Dolores", dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, será apresentado em estreia mundial na 73ª edição do Festival de San Sebastián, na Espanha. A sessão ocorre no sábado, 20 de setembro, na seção Horizontes Latinos, um dos principais espaços do festival para obras inovadoras da América Latina.
A produção parte de um roteiro iniciado pelo cineasta Chico Teixeira, falecido em 2019, como a peça final de sua Trilogia dos Afetos, iniciada com A Casa de Alice (2007) e Ausência (2014). Com roteiro finalizado pelos diretores, o filme é uma homenagem ao legado de Teixeira e uma celebração do cinema brasileiro contemporâneo. Sinopse: sonhos, conflitos e gerações "Dolores" acompanha a história de Dolores (Carla Ribas), uma mulher de 65 anos que tem uma premonição: abrir um cassino de sucesso. Apesar de já ter superado o vício em jogos, seu passado ameaça seu novo projeto. Sua filha, Deborah (Naruna Costa), planeja recomeçar a vida com o namorado ao sair da prisão, enquanto sua neta, Duda (Ariane Aparecida), sonha em emigrar para os Estados Unidos. As três gerações de mulheres lutam para transformar seus sonhos em realidade, em um drama que transita entre o real e o onírico, marcado por tensões familiares, desejos e rebeldia diante das adversidades. Um elenco em homenagem a Chico Teixeira O elenco é uma homenagem ao universo criativo de Chico Teixeira. Carla Ribas, protagonista de A Casa de Alice, retorna como Dolores. Gilda Nomacce e Matheus Fagundes, protagonistas de Ausência, também integram o filme, assim como Zezé Motta, em um papel marcante. “Decidimos pela homenagem. E foi uma decisão muito feliz”, afirmam os diretores, destacando que o roteiro original não definia o elenco, o que permitiu essa escolha simbólica. Direção, fotografia e trilha sonora A direção de fotografia é de Joana Luz, responsável por um visual que funde realidade e fantasia, refletindo o inconsciente de Dolores. A trilha original é de Felipe Botelho, e a montagem, de Isabela Monteiro de Castro Araujo.“São dois mundos sem barreiras no inconsciente de Dolores. A periferia vira palco de vitórias magnânimas e transformações de realidades. Não há transformação solitária”, dizem os diretores, destacando a importância da dialética entre as gerações.Uma obra profundamente atual "Dolores" dialoga diretamente com questões urgentes do presente: vício em apostas, comércio de armas, sonho de imigração e as diferenças geracionais. “Queríamos pensar nos imaginários distintos de uma mulher de 65, outra de 45 e outra de 20 e poucos. Buscamos aquilo que daria emoção a elas”, explicam Gomes e Escobar. Ficha Técnica
Com informações: Trombone Comunica