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O que é o “algoritmo P” denunciado por Felca e por que a mídia o silencia?

O que é o “algoritmo P” denunciado por Felca e por que a mídia o silencia?

Redação
Por: Redação
26/08/2025 às 17h00 Atualizada em 26/08/2025 às 20h00
O que é o “algoritmo P” denunciado por Felca e por que a mídia o silencia?
Foto: Reprodução

Influenciador Felca revelou o “algoritmo P” — mecanismo das redes sociais que direciona conteúdo infantil para pedófilos com base em curtidas e palavras-chave. Denúncia expõe cumplicidade de plataformas como Meta, TikTok e X, mas tema foi apagado da cobertura midiática, que priorizou o debate sobre “adultização” sem tocar na exploração criminosa

Quando o influenciador Felca lançou seu vídeo “Adultização”, em agosto de 2025, o conteúdo viralizou como um choque de realidade: uma denúncia contundente sobre a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais, o uso predatório de imagens infantis e os lucros gerados por essa mercantilização.

No entanto, enquanto a mídia amplificou o debate sobre a adultização precoce, um dos pontos mais graves da investigação de Felca foi sistematicamente ignorado ou silenciado: o chamado “algoritmo P” — de Pedófilo. O que é o “algoritmo P”? Felca usou o termo para descrever um mecanismo perverso das plataformas digitais: o uso de algoritmos de recomendação para direcionar, de forma automatizada, conteúdos com crianças a usuários com comportamentos suspeitos ou identificados como pedófilos. Funciona assim:
  • Um usuário começa a curtir, seguir ou comentar fotos de crianças — muitas vezes em contextos inocentes, como vídeos de dança ou rotina escolar;
  • O algoritmo interpreta esse interesse como engajamento e passa a recomendar mais conteúdos semelhantes;
  • Com o tempo, o sistema passa a sugerir perfis, vídeos e imagens cada vez mais sensuais ou provocativas, muitas vezes criadas por adultos para atrair esse tipo de público;
  • Em casos extremos, o algoritmo passa a promover conteúdos com palavras-chave codificadas, como “trade”, usada em círculos de pedofilia para trocar ou distribuir imagens sexuais de crianças.
“Se você curte futebol, o algoritmo te mostra mais futebol. Se você curte crianças, ele te mostra cada vez mais crianças — até o limite do proibido”, alerta Felca.
As redes sociais sabem disso? A pergunta feita por Felca ecoa: se um influenciador identificou esse padrão, será que as gigantes da tecnologia não sabem? A resposta, segundo especialistas em segurança digital e ativistas de proteção infantojuvenil, é clara: sim, elas sabem — e, em muitos casos, lucram com isso. Plataformas como Meta (Instagram, Facebook), TikTok, X (ex-Twitter) e Telegram têm acesso a dados de comportamento, padrões de navegação e redes de contatos. O fato de não agirem de forma proativa contra esse tipo de exploração levanta suspeitas de omissão deliberada ou, no mínimo, de falta de investimento em segurança infantil. Por que a mídia ignorou o “algoritmo P”? Enquanto o termo “adultização” virou manchete, o cerne mais sombrio da denúncia — o aparelhamento de algoritmos para facilitar a pedofilia — foi marginalizado na cobertura jornalística. A explicação é política e econômica:
  • As plataformas envolvidas são gigantes da comunicação, com poder de influência sobre veículos de imprensa;
  • Abordar diretamente o “algoritmo P” é acusar essas empresas de cumplicidade com crimes graves, o que pode gerar repercussões legais e comerciais;
  • Reduzir o debate à “responsabilidade dos pais” desvia o foco das falhas sistêmicas e da exploração comercial.
O que está em jogo? O “algoritmo P” não é uma teoria. É um mecanismo de facilitação de crimes sexuais contra crianças, alimentado por inteligência artificial e negligência corporativa.
“Tirando o algoritmo P da denúncia, sai o tema pedofilia e sobra apenas a adultização — um problema que as redes podem culpar aos pais. Mas o que está em jogo é muito maior: a exploração criminosa de crianças em larga escala, com o aval silencioso das plataformas”, afirma Felca.
Regulação urgente é necessária A denúncia reforça a necessidade de:
  • Leis mais rígidas de proteção à infância digital;
  • Auditorias independentes nos algoritmos das redes sociais;
  • Responsabilização civil e criminal de plataformas que negligenciam a segurança de menores;
  • Transparência total sobre como os dados de menores são usados e compartilhados.
Assista ao vídeo completo de Felca Se ainda não viu, assista ao vídeo “Adultização”, de Felca, na íntegra — uma das denúncias mais impactantes já feitas sobre a exploração infantil na era digital.

Com informações: Revista Fórum

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