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Ser “coruja” faz mal à saúde? Estudo associa hábito de dormir tarde a riscos cardíacos

Pesquisas indicam que pessoas noturnas têm maior propensão a infartos e derrames, mas cientistas alertam que o culpado pode não ser o relógio biológico, e sim o estilo de vida.

Redação
Por: Redação Fonte: Live Science (Nicoletta Lanese)
14/02/2026 às 14h00
Ser “coruja” faz mal à saúde? Estudo associa hábito de dormir tarde a riscos cardíacos

Você é daqueles que produz melhor no silêncio da madrugada ou que pula da cama com as primeiras luzes do sol? Esses ritmos biológicos, conhecidos como "cronotipos", são em parte determinados pela genética, mas ser uma "coruja" (quem dorme tarde) pode trazer desvantagens para a saúde que vão além do cansaço matinal.

Estudos recentes estabeleceram uma conexão preocupante entre o hábito de varar a noite e um risco elevado de problemas cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Outra pesquisa chegou a associar o cronotipo noturno a um risco maior de morte prematura. No entanto, a ciência traz um alento: o problema pode não estar no horário em que você dorme, mas no que você faz enquanto está acordado.

O estilo de vida é o verdadeiro vilão?

Os pesquisadores notaram que a diferença na saúde entre "corujas" e "cotovias" (pessoas matutinas) é frequentemente explicada por fatores comportamentais. Em média, pessoas que ficam acordadas até tarde apresentam:

  • Maiores taxas de tabagismo: O hábito de fumar é mais comum entre os notívagos.

  • Consumo de álcool: Há uma tendência a maior ingestão de bebidas alcoólicas.

  • Dieta inadequada: Refeições pesadas ou ultraprocessadas durante a madrugada.

  • Sedentarismo: Menores níveis de atividade física regular.

Segundo os dados mais recentes, se uma pessoa noturna mantiver esses fatores sob controle — com alimentação balanceada e exercícios — o seu risco de doenças cardíacas pode não ser muito diferente de quem acorda cedo.

Existe o "cronotipo da tarde"?

Embora o debate costume focar nos extremos, a ciência já reconhece que nem todo mundo se encaixa nessas duas categorias. Existem os "indivíduos vespertinos" (que atingem o pico de energia no meio da tarde) e até os que dependem de cochilos para manter o ritmo.

Independentemente de qual seja o seu perfil, a recomendação médica é respeitar o ciclo de sono necessário para a reparação do organismo. O corpo possui trilhões de "relógios biológicos" internos que precisam trabalhar em harmonia para manter o sistema imunológico forte e o coração saudável.

Dica para os notívagos: Se você não consegue mudar o seu horário de sono, foque em neutralizar os riscos. Evite lanches gordurosos após a meia-noite e garanta que o ambiente de sono seja totalmente escuro durante o dia para não confundir o seu metabolismo.

Palavras-Chave: cronotipo noturno riscos, saúde do coração sono, estilo de vida corujas.

 

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