O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.204, que confere a Lupicínio Rodrigues e a Pixinguinha o título de patronos da Música Popular Brasileira (MPB). A legislação, publicada no Diário Oficial da União em 12 de setembro de 2025, oficializa a homenagem a dois dos maiores nomes da cultura nacional. O título é concedido a brasileiros já falecidos que tenham tido uma contribuição excepcional em seu segmento. Lupicínio Rodrigues, nascido em Porto Alegre, em 1914, é considerado o criador do estilo “dor-de-cotovelo”, caracterizado por canções que expressam desilusões amorosas. Entre suas composições mais conhecidas estão “Felicidade” e “Nervos de Aço”, obras que foram interpretadas por diversos artistas e se tornaram parte do repertório musical brasileiro. Ao longo de sua carreira, Lupicínio compôs cerca de 150 canções, incluindo o hino do Grêmio, e teve sua vida real como principal fonte de inspiração para as letras. Ele faleceu aos 59 anos, em 1974. Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha, nasceu no Rio de Janeiro, em 1897. Maestro, flautista, saxofonista e compositor, ele é um dos principais expoentes da música brasileira, sendo fundamental para a consolidação do gênero choro. Suas melodias e arranjos influenciaram a MPB moderna, com destaque para composições como “Carinhoso”, “Rosa” e “Lamentos”. Pixinguinha integrou o grupo “Os Oito Batutas” e trabalhou como arranjador na gravadora RCA Victor. O Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, é uma homenagem ao seu legado. Ele faleceu em 1974. A lei, também assinada pelas ministras da Cultura, Margareth Menezes, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, reconhece o impacto duradouro de ambos os artistas na identidade musical do país.
Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República