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Fosfina em Vênus: Sinal de vida enfraquece após Webb encontrar peça-chave em lugar inesperado

Fosfina em Vênus: Sinal de vida enfraquece após Webb encontrar peça-chave em lugar inesperado

Redação
Por: Redação
09/10/2025 às 19h00 Atualizada em 09/10/2025 às 22h00
Fosfina em Vênus: Sinal de vida enfraquece após Webb encontrar peça-chave em lugar inesperado
Foto: Reprodução
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) detectou fosfina na atmosfera da anã marrom Wolf 1130C. O achado enfraquece a tese de que o composto seria prova de vida em Vênus, reforçando que sua presença tem origens não biológicas em atmosferas extremas

A busca por sinais de vida em Vênus ganhou um novo e polêmico capítulo após uma descoberta do Telescópio Espacial James Webb (JWST). O instrumento identificou fosfina na atmosfera de uma anã marrom, um composto que, desde 2020, tem alimentado o debate sobre a possível presença de microrganismos nas nuvens de Vênus. A detecção da fosfina foi realizada na anã marrom Wolf 1130C, um corpo celeste que integra um sistema triplo. Segundo os cientistas, a abundância do composto é de 0,1 partes por milhão, um valor compatível com o previsto por modelos atmosféricos de planetas gasosos, como Júpiter e Saturno.

Fosfina não é Prova de Vida

O novo achado é crucial porque confirma previsões de modelos que simulam atmosferas alienígenas e reforça a tese de que a presença de fosfina não deve ser interpretada automaticamente como um indício de vida. Em planetas como Júpiter, a fosfina se forma nas camadas internas e quentes e é trazida para a superfície pelas correntes de convecção, em um ritmo mais rápido do que o de sua destruição. A descoberta do JWST sugere que mecanismos químicos e físicos semelhantes podem estar em ação na anã marrom, sem a necessidade de intervenção biológica.
“Portanto, recomendamos cautela no uso da fosfina como bioassinatura até que essas discrepâncias sejam resolvidas”, alertam os pesquisadores.

Controvérsia de Vênus Continua

Apesar do alerta do JWST, o debate sobre Vênus permanece acirrado. Em 2020, uma equipe liderada por Jane Greaves (Universidade de Cardiff) afirmou ter detectado fosfina nas nuvens venusianas, um achado que gerou grande repercussão, já que na Terra o composto é produzido por processos biológicos. Embora a hipótese de vida microbiana nas nuvens tóxicas de Vênus tenha sido levantada, diversas tentativas de reproduzir o resultado não tiveram sucesso, e muitos cientistas apontaram falhas na análise original. A nova descoberta do JWST, ao confirmar uma origem não biológica da fosfina em um ambiente extremo, fornece argumentos adicionais aos céticos sobre o "sinal de vida" em Vênus.
Com informações: Space.com / Nature / Olhar Digital
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