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MPDFT obtém condenação de 12 anos para réu por tentativa de homicídio motivada por dívida

MPDFT obtém condenação de 12 anos para réu por tentativa de homicídio motivada por dívida

Redação
Por: Redação
25/10/2025 às 08h18 Atualizada em 25/10/2025 às 11h18
MPDFT obtém condenação de 12 anos para réu por tentativa de homicídio motivada por dívida
Foto: Reprodução
João Victor do Nascimento foi condenado pelo Tribunal do Júri de Águas Claras a 12 anos de reclusão em regime fechado por esfaquear uma mulher após convencê-la a se encontrar para supostamente pagar uma dívida. A vítima, que sofreu profundo sofrimento psicológico após o réu ser solto em audiência de custódia, foi integralmente acolhida e amparada pelo Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) do MPDFT

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Águas Claras obteve a condenação de João Victor do Nascimento pela tentativa de homicídio de uma mulher. O crime foi motivado pela cobrança de uma dívida do autor à vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado. O júri ocorreu em 16 de outubro. Os jurados acolheram as qualificadoras apresentadas pela Promotoria: motivo fútil (devido à dívida) e recurso que dificultou a defesa da vítima (pois ela foi surpreendida ao ser esfaqueada).

O Caso

O crime ocorreu em 25 de julho de 2022, na região da Arniqueira. João Victor devia valores à vítima pela venda de um veículo. Ele a convenceu a encontrá-lo, alegando que faria o pagamento. No local marcado, no entanto, ele sacou uma faca e começou a golpeá-la. A vítima tentou se proteger e buscou abrigo em seu veículo. João fugiu após terceiros se aproximarem e buzinarem, mas não antes de subtrair as chaves do carro da vítima.

Sofrimento da Vítima e Acolhimento do MPDFT

A mulher foi acolhida e acompanhada integralmente pelo Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A vítima relatou anos de profundo sofrimento, pânico e depressão grave, pois João havia sido solto em audiência de custódia e colocado em liberdade provisória por não ter antecedentes criminais. Com o agressor em liberdade, a mulher desenvolveu medo de sair de casa, abandonou a faculdade e sentiu-se insegura. Após a condenação de João, a vítima agradeceu o apoio do Nuav e do promotor de justiça Tiago Moniz, afirmando que finalmente podia "respirar em paz e se sentir segura novamente com a prisão do autor do crime". A promotora de justiça Thais Tarquinio destacou a importância de considerar os direitos da vítima em crimes dolosos contra a vida, desde a decisão na audiência de custódia. O Nuav tem o objetivo de humanizar o sistema de justiça, garantindo proteção e promoção dos direitos das vítimas de crimes.
Com informações: MPDFT
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