O Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) oferece crédito com juros de 3% ao ano e desconto de 25% para pagamento em dia. O programa já apoiou 175 projetos desde 2019 e permite o financiamento conjunto de custeio e investimento para pequenos e médios produtores
O Governo do Distrito Federal (
GDF) tem intensificado os investimentos no
Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), principal instrumento de fomento à agricultura na capital. Desde 2019, o programa já aplicou
R$ 16,6 milhões em 175 projetos, com um crescimento notável nos últimos dois anos. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural,
Rafael Bueno, destacou que o FDR se consolidou como uma alternativa às linhas de crédito bancário tradicional, oferecendo condições mais acessíveis.
? Condições e Modalidades do Crédito
O FDR se diferencia pelas condições favoráveis, visando estimular o investimento e a permanência do homem no campo:
- Juros: Apenas 3% ao ano.
- Desconto: 25% para quem paga em dia.
- Limite de Financiamento: Até R$ 200 mil para pessoa física e R$ 500 mil para associações ou cooperativas.
- Prazo: Pode chegar a dez anos para pagamento.
O fundo financia desde a compra de máquinas, equipamentos e sistemas de irrigação até projetos de
energia renovável e
agroindustrialização. Um diferencial importante é a permissão de
financiamento conjunto de custeio e investimento, o que é raro em linhas bancárias tradicionais.
? Expansão e Fortalecimento da Fruticultura
Nos últimos dois anos, o FDR recebeu aportes adicionais do Tesouro do DF e tem concentrado investimentos no fortalecimento de culturas de alta rentabilidade, como o
mirtilo e o açaí, por meio do projeto
Rota das Frutas. O secretário Bueno ressalta que o programa tem um efeito direto sobre a sustentabilidade e a geração de empregos: “O FDR não é apenas uma linha de financiamento. Ele é uma política de fomento que ajuda o produtor a investir em sistemas mais eficientes, com uso racional da água e incremento de tecnologia.” Além do investimento na produção, o GDF garante o escoamento da colheita por meio de programas públicos de compra direta, como o
PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), o
PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e a
Cesta Verde.
Com informações: Agência Brasília / Jornal de Brasília