A honraria será entregue em 5 de dezembro, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, em Washington DC, evento com presença garantida do ex-presidente dos EUA. Rumores são alimentados pelo forte alinhamento entre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e Donald Trump
A
Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) anunciou nesta quarta-feira (05/11) a criação do
Prêmio da Paz da Fifa, uma honraria destinada a indivíduos que demonstrem “compromisso inabalável e ações especiais” para unir as pessoas em paz. O presidente da entidade, o italiano
Gianni Infantino, informou que a primeira edição do prêmio será entregue em
5 de dezembro, durante o sorteio dos grupos da
Copa do Mundo de 2026. O evento ocorrerá em Washington DC, e contará com a presença de
Donald Trump como representante dos Estados Unidos, um dos países-sede (junto com México e Canadá).
? Rumores e Alinhamento com Trump
A coincidência da data e local do evento — e a presença garantida de Trump — levantou especulações, noticiadas por jornais como
The New York Times e
The Guardian, de que o ex-presidente estadunidense poderia ser o primeiro vencedor do prêmio. Os rumores são reforçados pelo demonstrado alinhamento entre Infantino e Trump:
- Encontros: O presidente da Fifa acompanhou Trump em uma cúpula no Egito em 13 de outubro.
- Nomeação: Dias depois, em 27 de outubro, a Fifa nomeou Ivanka Trump, filha do ex-mandatário, como membro do conselho de um projeto educacional de US$ 100 milhões, parcialmente financiado pela venda de ingressos para a Copa de 2026.
- Nobel: A especulação também é alimentada pelo fato de Trump ter perdido o Nobel da Paz, entregue em outubro à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.
⚽ Críticas por Israel
Nas redes sociais, o anúncio da criação do Prêmio da Paz intensificou as críticas à Fifa por não ter eliminado
Israel de seus torneios como punição pelo conflito na Faixa de Gaza. Os críticos defendem que a entidade aplique a Israel a mesma punição imposta à
Rússia, que foi suspensa das competições mundiais desde o início da guerra com a Ucrânia.
Com informações: Opera Mundi / The Guardian