O “Projeto (Re)escrevendo Vidas: Vozes Femininas no Cárcere” utilizou escrita e memória autobiográfica para fortalecer a autoestima e promover a ressignificação das experiências pessoais das detentas. Os textos serão publicados em um livro em dezembro
O Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (
Nupri) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (
MPDFT) concluiu, nesta terça-feira (4/11), o ciclo de oficinas do projeto
“(Re)escrevendo Vidas: Vozes Femininas no Cárcere”. O projeto, selecionado pelo Edital PGJ nº 1/2025 de inovação institucional, foi desenvolvido na
Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) e teve como objetivo favorecer a reconstrução da identidade e a valorização da trajetória pessoal das mulheres privadas de liberdade. As oficinas, que tiveram início em setembro, utilizaram a
escrita e a memória autobiográfica para estimular reflexões sobre:
- Preconceito
- Maternidade
- Trajetória de vida
- Fortalecimento da autoestima
- Resgate das narrativas individuais
A promotora de justiça
Raquel Tiveron, coordenadora do Nupri, ressaltou que a iniciativa demonstra uma atuação que "une técnica e sensibilidade, reafirmando o compromisso do Ministério Público com a dignidade da pessoa humana e com o aprimoramento do sistema de execução penal sob uma perspectiva de gênero”.
? Próxima Fase: Publicação do Livro
Com a conclusão das oficinas, o projeto entra na fase final, que culminará com a publicação e impressão do livro
“(Re)escrevendo Vidas)”, prevista para o mês de
dezembro. As etapas finais incluem a transcrição, seleção, curadoria e revisão dos textos produzidos, que retratam processos de transformação e reconstrução pessoal. A obra será lançada nos formatos digital e impresso, pela plataforma Clube de Autores. O projeto é conduzido por servidores do MPDFT, com apoio do Centro Educacional 01 de Brasília (CED 01) e do Núcleo de Ensino da PFDF.
Com informações: MPDFT