Durante depoimento do ex-ministro Onyx Lorenzoni à CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) alegou que decretos e MPs de 2018 a 2022 destruíram travas de fiscalização, permitindo fraudes bilionárias contra milhões de aposentados.
O deputado federal
Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou, durante a sessão da
CPMI do INSS nesta quarta-feira (6/11), que o esquema de fraude que lesou milhões de aposentados só atingiu grandes proporções porque uma série de regras internas do Instituto Nacional do Seguro Social (
INSS) foi alterada durante o governo Bolsonaro. O pronunciamento de Pimenta ocorreu durante o depoimento do ex-ministro do Trabalho e da Previdência,
Onyx Lorenzoni, que serviu no governo Jair Bolsonaro.
? Alterações na Legislação e Fraudes
O parlamentar petista alegou que decretos e medidas provisórias assinados entre 2018 e 2022 abriram caminho para fraudes bilionárias. Pimenta destacou que, apesar de irregularidades antigas no INSS, o golpe em larga escala se consolidou após as mudanças na legislação, afirmando que: “Se estas regras não tivessem sido alteradas, este escândalo seria impossível”. Entre as mudanças citadas, o deputado mencionou:
- Uma Medida Provisória que estendeu o prazo de renovação de autorizações de desconto de um para três anos.
- Uma lei sancionada por Jair Bolsonaro em dezembro de 2022 que acabou com a necessidade de revalidação das autorizações.
- Decretos assinados por Bolsonaro, Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes que permitiram que "clubes de benefícios" se registrassem como entidades de aposentados para obter autorização para efetuar descontos.
? Ressarcimento e Críticas a Lorenzoni
Pimenta alegou que o dinheiro roubado no período anterior e durante o governo Bolsonaro
nunca foi devolvido, e que a atual gestão, sob o Presidente Lula, iniciou o ressarcimento: “O presidente Lula já devolveu o dinheiro para mais de 3 milhões de aposentados e aposentadas”, finalizou. Durante a sessão, o deputado também ironizou Onyx Lorenzoni, reproduzindo um pagode do Grupo Revelação ("Velocidade da Luz") em alusão ao fato de o ex-ministro ter admitido o recebimento de
R$ 300 mil em caixa 2 em campanhas anteriores e, posteriormente, ter firmado um acordo de não persecução penal.
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Revista Fórum