
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) realizou na quarta-feira (12) a cerimônia de abertura da exposição “O desembargador Pontes de Miranda”. A mostra, idealizada pelo 1º vice-presidente do Tribunal, desembargador Roberval Belinati, celebra a vida e a vasta obra de Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (1892-1979), um dos maiores intelectuais e juristas brasileiros de todos os tempos.
Em sua fala, o desembargador Belinati destacou que o legado de Pontes de Miranda é uma "luz que continua a brilhar", inspirando o aperfeiçoamento da Justiça. Ele enfatizou que o jurista ensinou que o Direito não é apenas técnica, mas também ética e compromisso com a dignidade humana, sendo um instrumento de transformação social.
A complexidade e a genialidade do homenageado foram exploradas na palestra “Pontes e o Tempo (1892–1979)”, ministrada pelo historiador e professor Oswaldo Zaidan Filho. Zaidan reforçou o caráter multidisciplinar do jurista, que unia conhecimentos em áreas como Direito, Lógica, Matemática, Sociologia e Filosofia, citando a máxima de que “quem só sabe Direito, nem Direito sabe”.
A obra mais monumental de Pontes de Miranda é o "Tratado de Direito Privado", composto por 60 volumes e mais de 30 mil páginas, que se mantém como referência obrigatória para as mais altas Cortes do país.
A exposição, com documentos e imagens cedidos pelo Memorial Pontes de Miranda no TRT 19ª Região, ficará aberta à visitação até o dia 12 de dezembro, de segunda à sexta, das 12h às 19h, no Hall do Palácio da Justiça do TJDFT.
Com informações: TJDFT