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Banqueiro Daniel Vorcaro é preso em aeroporto após indícios de fraudes e uso de influência política no Banco Master

Banqueiro Daniel Vorcaro é preso em aeroporto após indícios de fraudes e uso de influência política no Banco Master

Redação
Por: Redação
19/11/2025 às 19h00 Atualizada em 19/11/2025 às 22h00
Banqueiro Daniel Vorcaro é preso em aeroporto após indícios de fraudes e uso de influência política no Banco Master
Foto: Reprodução

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal ao tentar embarcar para Malta, em meio a investigações sobre operações fraudulentas no banco. A PF apura a existência de uma rede de influência política que teria facilitado transações irregulares, algumas envolvendo bancos e fundos de pensão públicos.


O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e acionista da SAF do Atlético-MG, foi preso pela Polícia Federal (PF) na noite de segunda-feira (17) no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em um avião particular com destino a Malta.

A prisão ocorreu no momento em que a investigação entrava em nova fase. Fontes ligadas à PF afirmam que Vorcaro tentava deixar o país enquanto o caso de operações fraudulentas avançava.

Fraudes e rede de influência política

A investigação aponta que diversas operações do Banco Master teriam sido aprovadas após pressão direta de agentes políticos, incluindo governadores e parlamentares, que possuíam trânsito em instituições financeiras e fundos de pensão. Segundo a PF, essas intervenções permitiram que operações sem lastro fossem fechadas para maquiar a saúde financeira do banco.

O caso foi iniciado após técnicos do Banco Central (BC) identificarem transações classificadas como fraudulentas, conhecidas como "operações fantasma", usadas para alterar artificialmente o balanço da instituição.

A PF apura que parte significativa dessas operações envolveu bancos públicos e fundos de pensão. A suspeita é de que agentes políticos alinhados a Vorcaro tenham atuado para aprovar transações em benefício do Master, tentando driblar os controles internos desses órgãos.

Liquidação e CDBs sem lastro

Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o anúncio da venda do Banco Master ao consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira, feito na mesma segunda-feira da prisão. A PF classifica a operação como uma “bomba de fumaça” para confundir o mercado e evitar a exposição completa do esquema.

A investigação também recai sobre a emissão de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com rentabilidade muito acima do mercado – até 40% superior. Segundo a PF, o modelo, considerado insustentável, pode ter movimentado R$ 12 bilhões em títulos vendidos como investimentos de renda fixa, mas com lastro falso.

Na manhã desta terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, além da indisponibilidade de bens dos controladores e ex-administradores, suspendendo automaticamente qualquer operação de venda.


Com informações: DCM

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