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Motociclista que matou idoso em Ceilândia se apresenta e alega medo de populares para fugir

Motociclista que matou idoso em Ceilândia se apresenta e alega medo de populares para fugir

Redação
Por: Redação
21/11/2025 às 12h15 Atualizada em 21/11/2025 às 15h15
Motociclista que matou idoso em Ceilândia se apresenta e alega medo de populares para fugir
Foto: Reprodução
Wevérton Pereira de Mâcedo, 39 anos, que atropelou e matou Valmir Santos Sena (72) em Ceilândia, se apresentou à PCDF e confessou o crime, alegando ter fugido por medo de represálias de populares. O caso é tratado como homicídio culposo, e o motociclista, que já cumpria prisão domiciliar por outro crime, foi liberado após o depoimento

O motociclista Wevérton Pereira de Mâcedo, de 39 anos, que atropelou fatalmente o idoso Valmir Santos Sena (72) na QNO 11/13 do Setor O, em Ceilândia, prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nessa terça-feira (18/11). Wevérton foi preso em sua residência pela PMDF na noite de segunda-feira (17/11), quando confessou o atropelamento.

O motociclista fugiu do local do acidente sem prestar socorro e alegou ter feito isso por medo. Ele relatou que, ao atingir Valmir — que estaria em um "ponto cego" —, viu vários populares se aproximando, o que o deixou "atordoado e assustado", temendo por sua segurança.

 Detalhes do Acidente e da Vítima

  • Vítima: Valmir Santos Sena, de 72 anos, voltava da casa da irmã e levava um brinquedo para o neto, que foi encontrado caído na faixa de pedestres.

  • Dinâmica: Testemunhas relataram que outros veículos haviam parado para a passagem do idoso na faixa de pedestres, mas Wevérton, conduzindo uma Yamaha preta, passou em alta velocidade (cerca de 60 km/h), atingindo Valmir em cheio.

  • Consequências: Valmir foi levado em estado grave ao Hospital Regional de Ceilândia e, posteriormente, transferido para o Hospital de Base, onde teve morte encefálica confirmada no mesmo dia, e a morte final no domingo (16/11).

Situação Legal do Condutor

Wevérton, que já cumpre prisão domiciliar com monitoramento de tornozeleira eletrônica por outro crime, confessou que pretendia esperar três dias para se apresentar à 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia- Setor O), imaginando que se tratava de uma situação de flagrante.

  • Tipificação: A PCDF instaurou inquérito policial para apurar o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

  • Liberação: Por ter se apresentado após mais de 48 horas do ocorrido e não haver mandado de prisão em aberto contra ele, Wevérton foi liberado logo após o depoimento, acompanhado de seu advogado.

O motociclista se comprometeu a entregar a moto usada no acidente para que seja apreendida e periciada pela unidade policial.


Com informações: PCDF, Metrópoles

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