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José Dirceu defende criação de Ministério da Segurança Pública e critica conluio da direita com o crime organizado

José Dirceu defende criação de Ministério da Segurança Pública e critica conluio da direita com o crime organizado

Redação
Por: Redação
23/11/2025 às 11h00 Atualizada em 23/11/2025 às 14h00
José Dirceu defende criação de Ministério da Segurança Pública e critica conluio da direita com o crime organizado
Foto: Reprodução
Em entrevista ao programa 20 MINUTOS, o ex-presidente do PT, José Dirceu, defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública como ferramenta essencial para o combate ao crime organizado no Brasil. Ele argumentou que o Governo Federal precisa assumir a segurança pública como uma "tarefa nacional" e criticou a gestão Bolsonaro por, segundo ele, ter agravado a situação ao apoiar milícias, liberar armas e não combater o narcotráfico. Dirceu citou o caso de Roraima, onde o narcotráfico teria ocupado o estado, e o Rio de Janeiro, com áreas ocupadas militarmente por criminosos

O ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi entrevistado no programa 20 MINUTOS desta sexta-feira (21/11), onde defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública para enfrentar o crime organizado.

Dirceu relembrou que a criação da pasta foi uma promessa de campanha do presidente Lula em 2022 e estava decidida na transição, mas acabou não sendo implementada. No entanto, ele destacou que a atuação do atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, se assemelha à de um ministro de Segurança Pública.

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Segurança Pública como "Tarefa Nacional"

Segundo o ex-ministro, o governo não conseguirá tirar o tema da segurança pública do centro da agenda pública e, por isso, precisa focar em apresentar melhores resultados que a oposição.

Dirceu criticou a gestão anterior, afirmando que o Governo Bolsonaro "só agravou a situação" ao:

  • Apoiar as milícias.

  • Não combater o narcotráfico.

  • Liberar armas, permitindo que milhares de armas de CACs fossem vendidas a criminosos.

Ele alertou que o crime organizado se tornou um "grande problema para o país", citando dois exemplos de ameaças diretas à soberania e à ordem social:

  • Roraima: O estado estaria "ocupado pelo narcotráfico", com a atuação de garimpeiros e a pesca ilegal abastecendo a rede de recursos, que também envolve ouro, diamantes e grilagem de terras indígenas.

  • Rio de Janeiro: Cenas diárias de áreas sendo "ocupadas militarmente por centenas de homens e mulheres armados", que cobram taxa de segurança e vendem serviços como internet e gás.

Diante desse cenário, Dirceu afirmou que o Governo Federal tem que assumir isso como uma tarefa nacional.

A Agenda da Direita

Além da segurança, o ex-presidente do PT criticou o que chamou de agenda econômica da direita brasileira, que, segundo ele, segue pregando a continuidade da hegemonia do capital agrário-financista, defendendo:

  • Privatização da Petrobras e de bancos públicos.

  • Desvinculação do salário mínimo da aposentadoria.

  • Fim do piso da saúde e da educação.

  • Privatização da Previdência.


Com informações: Opera Mundi

 
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