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Câncer infantil: diagnóstico precoce aumenta chances de cura em até 80%

Câncer infantil: diagnóstico precoce aumenta chances de cura em até 80%

Redação
Por: Redação
26/11/2025 às 14h00 Atualizada em 26/11/2025 às 17h00
Câncer infantil: diagnóstico precoce aumenta chances de cura em até 80%
Foto: Reprodução
O câncer infantil é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil, com 7.930 novos casos estimados anualmente. O Hospital Pequeno Príncipe alerta para a importância do diagnóstico precoce, que eleva as chances de cura para até 80%, e orienta pais e profissionais de saúde a reconhecerem sintomas que podem se confundir com doenças comuns da infância

O câncer infantil é a principal causa de morte por doença na faixa etária de 1 a 19 anos no Brasil, com uma estimativa de 7.930 novos casos por ano até 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, o diagnóstico precoce é um fator determinante, aumentando as chances de cura para até 80%.

Sinais de alerta e tipos mais comuns

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil (23 de novembro), o Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em tratamento oncológico pediátrico, chama a atenção para a necessidade de reconhecer os sintomas, que muitas vezes são confundidos com os de doenças comuns.

"Quanto mais cedo identificamos o câncer, menor é a chance de ele ter se disseminado, o que chamamos de metástase. Além disso, maiores são as chances de um tratamento eficaz e, muitas vezes, menos agressivo", explica a oncologista Gabriela Caus, da instituição.

Os tipos mais frequentes na infância são:

  • Leucemias: Especialmente a leucemia linfoide aguda, com pico de incidência entre 2 e 5 anos.

  • Linfomas e tumores cerebrais (como o meduloblastoma).

  • Tumores abdominais (neuroblastomas e tumores renais) e sarcomas (ossos e tecidos moles).

Sinais de Alerta para Pais e Profissionais de Saúde:

  • Palidez ou fraqueza inexplicável.

  • Perda de peso sem causa aparente.

  • Dor persistente nos ossos ou membros.

  • Febre prolongada e sem explicação.

  • Manchas roxas, sangramentos espontâneos ou ínguas.

  • Dores de cabeça frequentes com vômitos.

  • Alterações visuais ou mudanças repentinas de comportamento.

Tratamento e diferenças em relação ao câncer adulto

O tratamento do câncer infantil envolve cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea. É crucial que as crianças em tratamento, que ficam imunossuprimidas, evitem locais fechados, aglomerações e alimentos crus de procedência duvidosa para reduzir o risco de infecções.

A oncologista reforça que o câncer infantil não é igual ao do adulto: tumores comuns em adultos (mama, pulmão, pele) são raros em crianças, enquanto leucemias e tumores do sistema nervoso central são mais frequentes e evoluem rapidamente, exigindo tratamento imediato e especializado.


Com informações: Hospital Pequeno Príncipe e Instituto Nacional de Câncer (Inca)

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