
Astrônomos voltaram sua atenção para o sistema estelar ZTF J2130, a cerca de 4.000 anos-luz de distância, onde duas estrelas estão presas em uma espiral mortal. O sistema é composto por uma anã branca (o núcleo remanescente de uma estrela semelhante ao Sol) e uma estrela subanã (próxima do fim de sua vida).
As duas estrelas estão tão próximas que completam uma órbita em menos de 40 minutos. Sua proximidade e forte gravidade mútua causaram o alongamento e distorção da subanã, cujo material já está fluindo para sua companheira.
Como as estrelas são pesadas e se movem rapidamente, elas emitem ondas gravitacionais — ondulações no espaço-tempo. A emissão dessas ondas suga a energia do sistema, o que faz com que as duas estrelas se aproximem a cada ano.
Decaimento Orbital: Utilizando dados de telescópios na Alemanha e na Espanha, os astrônomos mediram que a órbita está decaindo lentamente: a cada segundo, o período orbital diminui cerca de dois trilionésimos de segundo.
O ritmo de decaimento observado está em consonância com os cálculos baseados na compreensão teórica atual da gravidade.
O alinhamento dos dados observacionais com as previsões teóricas faz do ZTF J2130 um sistema ideal para testar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Cientistas estão ansiosos para verificar se a teoria, que já tem mais de um século, se sustenta em observações ainda mais precisas.
Futuramente, o observatório de ondas gravitacionais LISA (Laser Interferometer Space Antena), que a Agência Espacial Europeia planeja lançar na década de 2030, deverá ser capaz de medir diretamente as ondas gravitacionais emanadas deste sistema.
Os astrônomos preveem que, quando as estrelas finalmente se fundirem, o evento liberará uma explosão ao nível de uma supernova que pode ser brilhante o suficiente para ser vista a olho nu.
Com informações: Live Science