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TJDFT promove webinar sobre “Novas Perspectivas para a Justiça Restaurativa” em celebração da 5ª Semana Restaurativa

TJDFT promove webinar sobre “Novas Perspectivas para a Justiça Restaurativa” em celebração da 5ª Semana Restaurativa

Redação
Por: Redação
02/12/2025 às 21h00 Atualizada em 03/12/2025 às 00h00
TJDFT promove webinar sobre “Novas Perspectivas para a Justiça Restaurativa” em celebração da 5ª Semana Restaurativa
Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), por meio do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures), realizou um webinar com o juiz André Felipe Gomma (TJBA) para debater o “como” das práticas restaurativas. O evento, que marcou a 5ª Semana Restaurativa, buscou desconstruir a métrica focada apenas em número e tempo de conclusão de casos no sistema de Justiça, propondo uma visão centrada na solução e no usuário, especialmente em casos sensíveis como violência doméstica e menor em conflito com a lei

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), por intermédio do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures), promoveu o webinar Novas Perspectivas para a Justiça Restaurativa na última sexta-feira, 28 de novembro. O evento contou com a participação do juiz André Felipe Gomma, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), e fez parte da programação da 5ª Semana Restaurativa do TJDFT.

audiodescrição: imagem da tela do YouTube com a tradutora de libras e o Juiz André Felipe Gomma.

Foco na Solução e no Usuário ?‍⚖️

A juíza Catarina de Macedo, coordenadora do Nujures, destacou na abertura que a proposta do webinar era mudar o foco do "o que" (o conceito) para o "como" (a aplicação prática) da Justiça Restaurativa.

O palestrante, juiz André Felipe Gomma, doutor em Direito pela UnB e Harvard, criticou as métricas atuais do sistema de Justiça (focadas em número e tempo de conclusão de casos) e defendeu uma visão centrada no usuário e na solução do conflito.

  • Valor Público: O juiz questionou o valor público do sistema, usando como exemplo o menor em conflito com a lei, onde o objetivo deve ser educar e garantir que ele saia do sistema melhor, diminuindo o conceito de "porta giratória".

  • Complexidade da Violência: Ele exemplificou a necessidade de preparo do sistema além da escuta especializada em casos como o de criança vítima de violência sexual, que envolve três usuários: a criança, o familiar e o próprio réu.

  • Visão Complementar: O magistrado, contudo, ressaltou que a Justiça Restaurativa tem uma visão complementar, e não substitutiva, em relação ao processo penal retributivo.

audiodescrição: imagem do Youtube com os juízes Catarina de Macedo, Flávia Pinheiro e Asiel Henrique, além da tradutora de libras.

A palestra também contou com as participações dos juízes do TJDFT Asiel Henrique de Sousa e Flávia Pinheiro, que discutiram os 20 anos de Justiça Restaurativa celebrados este ano no TJDFT.


Com informações: TJDFT

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