
O MPDFT e a PCDF uniram esforços para combater o crime organizado no Distrito Federal, visando impedir a reestruturação e a expansão de uma facção criminosa com origem em São Paulo. As diligências foram coordenadas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
As investigações apontam que a facção, embora atue como uma organização única, utiliza a subdivisão em células com autonomia para ampliar o controle sobre a massa carcerária e expandir atividades ilícitas.
Total de Mandados: 50 (25 de prisão e 25 de busca e apreensão).
Locais de Atuação: Samambaia, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Sobradinho, Ceilândia, Gama, Planaltina e Recanto das Emas, além de Valparaíso de Goiás e unidades do sistema prisional do DF.
Atividades Ilícitas: Tráfico de drogas e de armas, dentro e fora dos presídios.
As ações simultâneas foram divididas em duas operações com focos distintos:
Operação Concordia II: Cumpre 18 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. Esta fase é um desdobramento da primeira etapa (realizada em abril) e foca na responsabilização de integrantes envolvidos em crimes de extorsão e tráfico de drogas com atuação identificada na região de Brazlândia.
Operação Occasus: Cumpre 7 mandados de prisão temporária e 7 de busca e apreensão. A investigação se originou de uma tentativa de homicídio no Recanto das Emas, motivada por disputas territoriais entre a facção paulista e um grupo rival de origem carioca. O objetivo é conter a violência gerada por esses conflitos.
As medidas integram a terceira edição da Operação Renorcrim, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, e contam com o apoio da Divisão de Inteligência Policial da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) e da Polícia Civil de Goiás (PCGO).
Com informações: MPDFT