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A maior e principal surpresa no 1° dia de julgamento da denúncia de Bolsonaro

A maior e principal surpresa no 1° dia de julgamento da denúncia de Bolsonaro

Redação
Por: Redação
26/03/2025 às 11h00 Atualizada em 26/03/2025 às 14h00
A maior e principal surpresa no 1° dia de julgamento da denúncia de Bolsonaro
Foto: Reprodução

Figura central tomou postura que pode terminar de aniquilar de vez com o ex-presidente golpista. Entenda como o fato pode mudar muita coisa até o encerramento do caso

O primeiro dia de julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete colaboradores próximos dele na ação golpista fracassada de 2022 e 2023, ocorrido nesta terça-feira (25), na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, monopolizou a atenção da imprensa e da população, e teve pontos altos e agitados, como por exemplo as exposições de alguns ministros durante a votação de petições preliminares interpostas pelas defesas. No entanto, ao analisarmos de cabo a rabo o evento jurídico do ano, percebemos que o comportamento do advogado de um dos acusados foi a maior e principal surpresa da sessão. Matheus Mayer Milanez, defensor do general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a exemplo de todos os demais advogados, não negou em momento algum que houve uma conspiração armada para dar um golpe de Estado no Brasil, mas a forma como ele fez a defesa de seu cliente chamou a atenção e pode significar muita coisa. A certa altura de sua sustentação oral, Milanez usou, para exemplificar, uma acusação contra Heleno de que ele esteve presente no ato que é considerado o inaugural na trama golpista de Jair Bolsonaro, uma live transmitida em 29 de julho de 2021, de dentro do Palácio do Planalto, na qual o então presidente fazia ataques à credibilidade das urnas eletrônicas.
“Ele [general Augusto Heleno] ficou sentado, não falou uma palavra, não fez um gesto, não fez absolutamente nada. Quem participou da live falando e atuando em primeiro plano seria o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ficou quieto”, disse o advogado.
Em relação a Bolsonaro, Augusto Heleno sempre foi considerado o mais fiel e próximo dos generais que compunham o antigo governo, aquele que “morreria abraçado” com o “capitão”. Só que não foi isso que sua defesa demonstrou hoje ao não negar a trama pelo golpe e ao jogar toda a culpa nas costas de quem falava durante a live que visava implodir o sistema eleitoral brasileiro, no caso, o então presidente. Se durante o julgamento da provável ação penal a defesa de Augusto Heleno seguir nessa toada, as coisas podem se complicar ainda mais para Jair Bolsonaro. Homem fiel e conhecedor de tudo naquele governo, se o general resolver confirmar os intentos golpistas e apontar seu antigo líder como o articular e cérebro do esquema, não restará dúvidas de que o “mito” estará numa posição muito delicada para se defender.
Fonte: Revista Fórum
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