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Presidente da Câmara, Hugo Motta, sofre pressão de aliados para resolver situação de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Presidente da Câmara, Hugo Motta, sofre pressão de aliados para resolver situação de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Redação
Por: Redação
17/12/2025 às 16h00 Atualizada em 17/12/2025 às 19h00
Presidente da Câmara, Hugo Motta, sofre pressão de aliados para resolver situação de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro
Foto: Reprodução
Aliados do deputado do Republicanos o pressionam a cassar os mandatos na Mesa Diretora até quarta-feira (17), seguindo a orientação do STF e evitando novo desgaste e confronto com o Supremo

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), está sob intensa pressão de aliados próximos para que defina a situação dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O prazo limite imposto é a próxima quarta-feira (17).

Em diálogos recentes, Motta recebeu "recomendações" firmes para que a cassação dos mandatos seja resolvida diretamente na Mesa Diretora, alinhando-se à orientação explícita do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o procedimento adequado. O texto indica que a insistência em confrontos com o STF tem gerado desgaste e enfraquecimento de sua autoridade.

Renúncia como Saída

Há uma esperança entre os aliados de que tanto Ramagem quanto Eduardo optem por renunciar aos seus cargos, repetindo a estratégia adotada pela deputada Carla Zambelli. Zambelli abdicou do mandato para escapar de uma cassação já imposta pelo STF, mesmo após o Plenário da Câmara ter votado por sua preservação. Essa saída evitaria prolongar o impasse e o risco de submissão ao Plenário, um ambiente de votação que Motta não domina, segundo a análise do texto.

Ações Esperadas

Caso as renúncias não se concretizem, a expectativa é que a Mesa Diretora atue para revogar os mandatos. Esta medida exige coordenação prévia com os demais membros da Mesa e com os líderes de partidos, encontro previsto para a tarde desta segunda-feira (15). O objetivo é evitar a repetição de votações consideradas problemáticas no passado recente.

Enquanto isso, figuras influentes do Centrão e do PL pressionam por:

  • Adiamento da análise do caso de Ramagem até o próximo ano.

  • Manutenção do mandato de Eduardo Bolsonaro ao menos até março de 2026, postergando a decisão sobre suas faltas.

O texto conclui que acatar essa linha de procrastinação poderia arrastar Motta para novos conflitos com o STF, fragilizando ainda mais sua posição.


Com informações: Revista Fórum

 
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