
Moradores da quadra 411 Norte relataram que o crime ocorrido na madrugada deste sábado (20/12) só foi descoberto após um servidor da limpeza encontrar uma poça de sangue no bloco N. O alerta foi dado à síndica do condomínio, que, ao conferir as imagens do sistema de segurança, identificou a gravidade da situação e comunicou o fato aos residentes por meio de um grupo de mensagens.
As imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor abordou a mulher enquanto ela caminhava pela quadra. Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a vítima tentou resistir à abordagem, mas foi imobilizada e violentada. A agressão física e sexual durou aproximadamente 15 minutos nos pilotis do edifício.
O suspeito, identificado como Rafael Silva Lima, de 19 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar ainda na região da Asa Norte. No momento da abordagem, ele apresentava manchas de sangue, escoriações e sinais de luta corporal. De acordo com o delegado Marco Farah, da 2ª Delegacia de Polícia, foi constatado durante a revista pessoal que o agressor ainda estava com um preservativo no órgão genital.
A vítima foi encontrada com diversas lesões na área comercial da 411 Norte. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde permanece internada em estado gravíssimo e sob risco de morte. A investigação aponta indícios de que o agressor e a vítima se conheciam e poderiam estar sob efeito de substâncias no momento do crime.
O episódio gerou pânico e revolta entre os moradores e comerciantes da região. Andrea Alfaia, proprietária de um estabelecimento local, afirmou que a sensação de insegurança tem crescido, citando furtos frequentes de veículos e a necessidade de reforçar a segurança física das lojas. Residentes com décadas de permanência na quadra relataram que, embora brigas e confusões sejam comuns, um crime dessa natureza é inédito e mudou a rotina das famílias, que agora evitam sair de casa após o anoitecer.
O caso segue sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia como estupro e tentativa de feminicídio.
Com informações: Metrópoles, G1