
O ex-presidente Jair Bolsonaro submeteu-se a um novo procedimento cirúrgico na tarde deste sábado, 27 de dezembro, no hospital onde se recupera de uma cirurgia de hérnias realizada no Natal. A intervenção foi decidida após o paciente apresentar uma crise de soluços prolongada durante a madrugada, o que prejudicou seu sono e alimentação. O procedimento consistiu no bloqueio do nervo frênico, técnica utilizada quando os tratamentos medicamentosos não apresentam o resultado esperado.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou a realização da cirurgia pelas redes sociais, revelando que o marido enfrenta soluços diários há nove meses. Segundo a equipe médica, a medida foi considerada urgente para evitar complicações nas cirurgias de hérnia feitas anteriormente, uma vez que o esforço repetitivo do soluço aumenta a pressão abdominal e coloca os pontos em risco.
O nervo frênico é o principal responsável por enviar os impulsos nervosos que fazem o diafragma se contrair, permitindo a respiração. Quando esse nervo sofre alguma irritação ou estímulo anormal, ocorrem os soluços persistentes. No caso do ex-presidente, o bloqueio visa interromper temporariamente esses estímulos para cessar o espasmo do diafragma.
Indicação: Utilizado em casos de soluços refratários, que não respondem a remédios comuns para refluxo ou soluço.
Pertinência: Uma perícia da Polícia Federal confirmou que o procedimento era tecnicamente adequado e necessário o mais breve possível.
Riscos: A equipe monitora a resposta do organismo, pois o soluço persistente gera exaustão física e risco de trombose.
Bolsonaro continua internado e realiza fisioterapia de reabilitação, além de medidas farmacológicas preventivas. Uma nova avaliação será feita pela junta médica na segunda-feira, 29 de dezembro, para decidir se haverá necessidade de mais alguma intervenção.
O vereador Jair Renan Bolsonaro relatou ter encontrado o pai sendo levado às pressas para o centro cirúrgico e manifestou descontentamento por não ter podido acompanhar o procedimento de perto. No momento, o estado de saúde do ex-presidente é estável, mas requer vigilância constante devido ao histórico de crises gástricas.
Com informações: Metrópoles, G1